Cerveja nos estádios x direção
Lamentável a decisão do governador do Paraná de sancionar a lei que libera cerveja nos estádios. Segundo órgãos competentes, a ingestão mínima de bebida alcoólica no organismo já altera o comportamento humano. Além do prejuízo no organismo, temos ainda o efeito pós-bebida que não é levado em conta. Após os ânimos exaltados pela ingestão de bebidas, ao final dos eventos, os motoristas vão dirigir seus veículos, contrariando as propagandas que o próprio governo exibe na mídia com o lema "se dirigir não beba". Então, onde está a coerência entre uma coisa e outra? Essas propagandas são para a conscientização da população em relação ao uso de bebidas e direção veicular. Temos neste momento um paradoxo: enquanto o Estado libera bebidas nos eventos, uma promotora de Londrina recomendou proibir o consumo de bebidas nas ruas após as 22 horas. Desnecessário argumentar que as duas medidas são a meu ver prejudiciais tanto para as pessoas quanto para os empresários. E, aí, como fica? É evidente que a exploração no consumo de bebidas vai além do prejuízo humano, pois ao dirigir um veículo sobre o efeito de bebidas, o condutor está sujeito a responder pelos seus atos, mas o que realmente importa são as sequelas deixadas às famílias que veem seu ente querido em um leito de hospital ou pior em um caixão rumo ao cemitério. Quando o torcedor colocar as pessoas que ele mais ama dentro do veículos, espero que pense se vale à pena ingerir bebida alcoólica e colocar a sua vida e a dos demais em risco iminente de uma tragédia veicular.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA (professor) – Londrina

Renca
As reações ambientalistas e o bom senso dos nossos governantes em favor da Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados), uma área de proteção entre o Amapá e Pará, equivalente ao estado do Espírito Santo, surtiram efeito e, por enquanto, há um fôlego para se discutir melhores políticas sobre o assunto. Antes de se tomar qualquer decisão que envolva questões ambientais, é importante os governantes estarem atentos à reação da opinião pública. Não vivemos mais no passado e as pessoas estão atentas quanto a estes assuntos. Os jornais, que são o veículo de maior credibilidade atualmente, estão a todo momento com reportagens atentas sobre o impacto de ações ambientais. Bons governos são governos que protegem não só interesses, mas o futuro. E, para isso, é preciso discutir as coisas antes de se tomar decisões importantes que mudam a paisagem não apenas de um lugar, mas que envolve populações inteiras. Parece que aos poucos nosso país está mudando.
DAILTON MARTINS (comerciante) - Londrina

O lado bom dos EUA
Os EUA são exemplo de imperialismo. Dominadores do restante do mundo, acham-se os pseudo justiceiros montados num tanque branco. Eles têm mais defeitos do que qualidades. Todavia, o povo americano tem de se orgulhar da lei interna, que não fica passando a mão na cabeça de ninguém, principalmente dos mais ricos, como em certo país que me nego a falar o nome porque moro nele. No caso da Operação Lava Jato, lá certamente seria a operação "exterminadora de ratos", não ficaria nenhum político para delatar a história. Vamos copiar o lado bom que eles têm: a firmeza das leis e a constituição que realmente se respeita! "Todos somos iguais perante à lei."
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

O Jornal do Paraná
Parabéns à Folha de Londrina por ser o único jornal paranaense a circular no interior, na capital e em outros Estados. Entendo que é correto dar prioridade às informações sobre Londrina e Norte Pioneiro, no entanto, seria muito importante falar mais vezes sobre a capital e Região Metropolitana de Curitiba. A "República de Curitiba" é uma das mais belas, tem muita cultura, toda a região metropolitana e o litoral são lindos e a FOLHA poderia ocupar mais o lugar vago deixado pelos jornais de Curitiba que deixaram de circular em todo o Estado, ficando apenas na RMC. O Grupo Folha de Comunicação poderia voltar com a chamada Folha do Paraná, circulando em todo o Estado. E está fazendo falta um caderno semanal de Turismo. Frequentemente sonho sobre a preservação de um jornal que circule em todo o Estado e fora dele e que mantenha a população informada sobre as notícias e a cultura do Paraná inteiro, pois o melhor jornal é o impresso, que permite ler em boa posição ergonômica, preserva a coluna, além de preservar os olhos da miopia.
ROGÉRIO DE SOUZA PIRES (estudante de Psicologia) - Umuarama

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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