OPINIÃO DO LEITOR
Infeliz aniversário, triste maioridade
Embora o Código Civil defina a maioridade aos 18 anos, apenas aos 21 anos uma pessoa deixa para trás a fase da adolescência e passa a ser considerada um adulto. Pois bem, confirmando em parte o ditado que diz "a Justiça tarda, mas não falha", convido a todos os que se encontram nas mesmas condições que a minha a comemorarem o aniversário da maioridade adulta de um processo iniciado em 19/09/1996 contra a União e que se encontra agora, desde 27/07/2017, com um juiz da 3ª Vara Federal de Curitiba, para despacho/decisão. Confirmada a primeira afirmação do ditado, resta agora esperar que a segunda parte se confirme também e a Justiça, enfim, não falhe. Esse processo é um dos 5.027.836 tramitando na 4ª Região da Justiça Federal. Acredito que muitos estejam, como eu, comemorando aniversários e maioridades. Disse, porém, Rui Barbosa: "Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada". Com isso, acho que concordam todos aqueles que morreram no caminho da espera.
LOURIVALDO PEREZ BAÇAN (escritor) - Londrina
Sem rumo definido
A sociedade brasileira, finalmente, está vislumbrando a verdadeira faceta da politicagem em uma escala jamais vista na cúpula do poder. Devemos isso à nova geração de promotores e juízes federais que quebraram as amarras do poder absoluto, fizeram valer a independência dos poderes, tiveram a coragem do enfrentamento, que outrora os ameaçava até contra sua própria integridade. Ainda sentimos falta da imprensa nacional na defesa dessa classe batalhadora. Essa minoria escancarou a faceta nefasta da política e seus interesses escusos, demonstrando o caminho da complexidade da corrupção em seu maior grau. Essa corrupção sacrificou vidas com atendimentos de saúde precários, cerceou o direito de crianças carentes a uma boa educação, impediu empresas e empresários de prosperarem e gerarem empregos e, com isso, gerou o infortúnio de 14 milhões de pais de famílias desempregados, impediu que obras fossem concluídas com custos compatíveis e não superfaturadas. Diante deste cenário apocalíptico, o país está sem rumo, pois a maioria dos políticos está na lista dos envolvidos que se apoderaram do erário público em benefício próprio. A salvaguarda deste tormento está sendo a condução da economia que, mesmo com deficit de R$ 159 bilhões, ainda a Bolsa bate recordes de pontos, o dólar estabilizou na casa de R$ 3,20, criando uma proteção contra a famigerada inflação, capitaneada pela força descomunal do agronegócio que gera superavit comercial na balança comercial. Resta a nós, brasileiros, um levante dos direitos constitucionais de mudar o rumo deste país. As eleições de 2018 seriam o primeiro teste visual de como o povo enxerga essa podridão política e sua corrupção.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) Itambaracá
Perguntar não ofende
Dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, dez deles decidiram pelo encaminhamento à Câmara da denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada pela Procuradoria Geral da República. Somente o ministro Gilmar Mendes proferiu voto em contrário. Aos simpatizantes desse ministro, gostaria de, respeitosamente, fazer a seguinte indagação: apenas ele foi justo e correto e os demais nada entendem de leis?
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Não precisamos de um salvador!
Não precisamos de um salvador da pátria nem de partidos políticos que querem o poder perpétuo a qualquer custo e, muito menos, de 30 ou 40 partidos. Precisamos sim de um consenso e um conhecimento coletivo do nosso imenso potencial como nação: onde estamos, por que ainda estamos e onde podemos sonhar e chegar. E, a partir disso, saber escolher aqueles que realmente são dignos de nossa confiança e comprometidos com esses objetivos, que queiram servir ao bem público e não se servir dele, gente que pense mais nas próximas gerações do que nas próximas eleições, mais no bem comum do que no bem pessoal, partidário ou corporativo. Bons políticos existem, embora não sejam maioria. Temos em nosso meio pessoas que poderiam vir a ser bons políticos. Temos que convencê-los de que política é uma atividade nobre e necessária desde que exercida com honestidade e dignidade. Mesmo assim não basta votar bem, é preciso vigiar e orar! Só assim nosso querido Brasil vai melhorar.
SILVERIO DA SILVA (empresário) - Londrina
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