OPINIÃO DO LEITOR
Ponto dos procuradores
A respeito da reportagem "Procuradores de Londrina vão à Justiça contra ponto" (Política, 21/09), como funcionário da Autarquia Municipal de Saúde da Prefeitura de Londrina, lotado na Maternidade Municipal no cargo de médico anestesiologista, digo que tal mandado de segurança impetrado pelos procuradores municipais soa no mínimo imoral e fora da realidade estatutária. Não é a dita classe profissional melhor que as demais que labutam no serviço público municipal. Todos nós anotamos o ponto e, quando não o fazemos, é considerado falta ao trabalho. Querer não anotar o ponto é simplesmente burlar a lei e fazer de conta que foi ao trabalho.
GERSON CACIONE (médico anestesiologista) Londrina
Semana da Natureza x inauguração do Muffato
Justamente na semana em que a Prefeitura de Londrina homenageia a Natureza com o maciço plantio de árvores e eventos ecológicos, o grupo Muffato inaugura seu 11º supermercado dizimando todas as árvores frondosas de seu entorno no seu terreno e até nas calçadas. Belo exemplo e consideração com a nossa cidade!
LUIZA L. C. E SILVA (professora) Londrina
A formiga e o elefante
O general do Exército Antônio Hamilton Mourão teve seu momento de fama ao sinalizar, em uma palestra, uma possível "intervenção militar" caso o Judiciário não solucione os problemas políticos do Brasil. Todavia, desde o advento da Constituição Federal de 1988, o regime democrático adotado pelo povo brasileiro (representado em Assembleia Constituinte) não admite qualquer intervenção, haja vista que ficou estabelecido em cláusula pétrea (imutável) que: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos (parágrafo único do art. 1 da CF/1988)". As declarações do polêmico general também representam ato de insubordinação na medida em que o artigo 142 da CF/1988 assim dispõe: "As Forças Armadas são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob autoridade suprema do presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem". Por último, a ideia estapafúrdia de promover "intervenção" é crime tipificado pelo inciso XLIV do artigo 5 da CF/1988 que assim estabelece: "Constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o estado democrático". Pensando bem: a capacidade que o general Mourão tem para desafiar o Judiciário é mesma que tem uma formiga para exigir que um elefante saia do seu caminho. Cabe agora ao comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Boas, instaurar o devido processo disciplinar administrativo contra o Mourão, sob pena de cometer crime de prevaricação.
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) Londrina
Proposta indecente de Romero Jucá
O senador Romero Jucá elaborou uma proposta nojenta de tirar 50% da emendas parlamentares para custear campanhas eleitorais. É uma proposta suja de um senador mais sujo que pau de galinheiro e cheio de processos. Deveria ter vergonha de apresentar uma proposta mal intencionada. Cada emenda terá que ser superfaturada, dando assim oportunidade para que o roubo se oficialize de vez.
O Senado custa muito caro por aquilo que produz, pois faz muitos anos que o sistema político está falido. Muito timidamente, o povo começa a perceber que a comida que falta em sua mesa tem sim um responsável: os políticos que criaram bolsões de miséria, como ferramenta de trabalho, e fizeram grandes fortunas em cima disto.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) Londrina
Não podemos aceitar!
A matéria "Maioria dos vereadores defende mudanças no projeto do novo IPTU" (Política, 20/09) traz a posição dos vereadores londrinenses sobre o projeto que altera a Planta Genérica de Valores. Mais uma vez fiquei decepcionado e revoltado com o posicionamento de vereadores que se disseram indecisos sobre a questão. Essa indecisão demonstra que esses vereadores não estão informados sobre o que está acontecendo em nossa cidade. Talvez, essa desinformação seja em função desses vereadores terem muitos outros compromissos de cunho pessoal que não permitam o foco nas suas obrigações e responsabilidades para as quais foram eleitos. Temos ainda mais duas opções para essa decisão covarde: estar de bem com a população ou estar de bem com o prefeito. Vereadores Estevão da Zona Sul, Guilherme Belinati, Jairo Tamura e Roberto Fú todos nós (munícipes) temos a nossa decisão tomada, quer seja a favor ou contra.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
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