OPINIÃO DO LEITOR
O povo tem sede é de Justiça!
No meu modesto entender há um pequeno engano no assunto tratado pelo advogado Ricardo Laffranchi, (Opinião, 09/09). O povo não tem sede de vingança, como ele disse: o povo tem sede de Justiça! Todo o saber jurídico e extensa formação acadêmica do ministro Gilmar Mendes se perdem em sua arrogância quando se põe como o "saber maior" da Justiça. Seus conhecimentos extras não o fazem mais sábio num assunto específico onde, com certeza, o nobre advogado missivista mantém amplo conhecimento também. Podemos citar também o ex-presidente José Sarney, imortal da ABL e notório "ficha suja" da política. Pouco vale o vasto conhecimento quando o caráter imoral prevalece sobre o saber, ou mesmo a soberba! Jesus Cristo, salvo engano, foi julgado e condenado por desafiar os líderes religiosos da época. Aqueles que pelos altos conhecimentos teológicos, tal como Gilmar, se punham acima do filho de Deus. O povo, tal como os petistas nos mostram, lia pela cartilha dos "sabichões" e, por eles, era manobrado! Gilmar Mendes, aliás, tem seguidamente se mostrado petulante, arrogante e muito suspeito por suas atitudes "pró-larápios" da pátria. Sabemos que a meritocracia do cargo de ministro do Supremo quem define são os presidentes da República, mesmo os analfabetos. Afora os presidentes militares, quem o senhor apontaria isento de falcatruas e com moral pela nomeação deste ou daquele ministro? Lamento considerar que o profundo conhecedor de leis condescendente como as nossas, que mais atenua do que agrava, para mim, significa ser profundo conhecedor de matéria inócua, muito aquém de ser denominada Justiça. Se o digno referido ministro fala diversos idiomas, o mais importante de todos lhe falta: a linguagem de um povo que clama por Justiça! Pouco entendo de leis, mas todo aquele que dela abusa e zomba sabe muito mais de suas falhas que o senhor Gilmar Mendes de sua eficácia!
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) - Londrina
Sede de vingança
Gostaria de parabenizar o advogado Ricardo Laffranchi pelo belo texto "O povo tem sede de vingança" (Opinião, 09/09). O mistério da advocacia, talvez, represente a mais nobre das profissões, pois vocês representam a todos nós na busca pela justiça e liberdade. Porém, acredito que quando o ilustre Charles-Louis de Secondat - O Montesquieu -, escreveu sua obra "O espírito da leis", talvez não tenha imaginado que um dia sua teoria pudesse permitir a instalação de figuras como Gilmar Mendes na mais Alta Corte da República do Brasil (muito embora ele defendesse que os nobres somente poderiam ser julgados por seus pares). Embora, o direito à ampla defesa e ao contraditório (no Brasil, procrastinação) seja um direito inalienável de todo cidadão, não é exatamente isto que vemos quando o nosso querido ministro exerce o seu mister. Daí, pode-se depreender que talvez Pôncio Pilatos possa ter sido padrinho de casamento da filha de Barrabás.
O rabi da Galileia, com certeza, o perdoou. Não é fácil defender o indefensável!
ALBERTO NOLLI (empresário) Londrina
Falta de coleta de lixo
Nos últimos feriados, não houve a coleta de lixo orgânico em nossa cidade, o que nos tem trazido transtornos. Conforme a região, a coleta é realizada três vezes na semana e, se não for feita no feriado, haverá um intervalo de quatro a cinco dias. Tal fato está favorecendo a empresa que presta esse serviço, em prejuízo da coletividade. Como podemos conviver com o lixo durante todo esse tempo? É uma questão de saúde pública, ainda mais que, com o calor dos últimos dias, os resíduos se deterioram rapidamente, o que provoca mau cheiro e proliferação de ratos e baratas. Espero a manifestação da administração municipal, principalmente da CMTU.
TAQUECO KANEKO SASAKI (aposentada) Londrina
Que mistério cerca a dívida do IPTU de Londrina?
Parece um segredo guardado a sete chaves. Comenta-se que os maiores devedores são empresas e pessoas de alto poder financeiro. O que vemos é passar dezenas de anos com a dívida aumentando, atualmente mais de R$ 400 milhões, sem que nenhum prefeito tenha coragem de mandar os imóveis a leilão. Quem são esses devedores tão poderosos? Políticos, amigos, parentes? O prefeito anterior entrou prometendo fazer essa turma pagar. Contratou vários advogados sem qualquer resultado positivo. Dizem que concluída a cobrança judicial, a prefeitura deve pedir o leilão dos imóveis, mas não pede. Por quê? Não estamos falando de pequenos devedores. Parece que é mais fácil aumentar o imposto dos bons pagadores do que cobrar os inadimplentes. A atual administração, nestes nove meses de gestão, quantos imóveis mandou a leilão? Por falta de advogados não é! A prefeitura deveria vir a público esclarecer essa situação! Quantos devem? Qual o montante da dívida? Por que os imóveis dos maiores devedores não vão a leilão? Desejamos transparência.
THEOPHILO P. COUTINHO GOMES (engenheiro civil) Londrina
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