Independente desde 182; livres não sabemos quando
A data é antiga. O Brasil se declarou independente de Portugal há muitos anos. Em 7 de setembro de 1822, dom Pedro I declarava que não mais pertenceríamos aos domínios portugueses. Hoje, o que vemos é um país ainda escravizado de muitas formas. Tornamo-nos escravos quando nosso direito de ir e vir é violado. Somos escravas no transporte público, pois tememos ser assediadas dentro dos ônibus. Sem falar de nossos pequenos que vão para escola – lugar de aprendizado – onde em muitas delas é necessário aprender mais que o conteúdo. É preciso aprender como se comportar em meio aos tiroteios. A lição de casa é sobreviver. E a "nação escrava" segue subsistindo governada por um poder ilegítimo. Está aí a própria Lava Jato que não me deixa mentir. A maior investigação de atos de corrupção da história que em março completou três anos. Somos escravos de um governo após outro e nenhum deles governou para os seus. E o brasileiro, criativo que é, faz arte até das desgraças que vive. Faz música, poesia e cinema. Não por coincidência, estreia hoje (7) o filme "Polícia Federal, a lei é para todos". A Lava Jato virou filme. Conta as origens e as primeiras fases da operação que investiga a corrupção na Petrobras e o pagamento de propinas para vários políticos. Não me estranharia se num futuro próximo, a sétima arte premiar o feito. Quando realmente seremos livres? No sentido mais verdadeiro e digno da palavra.
MARIA CRISTINA CARDOSO (estudante de Jornalismo) – Londrina

Patriotismo?
Dezessete mil torcedores pagantes foram ao Estádio do Café, no último domingo, prestigiar as cores do LEC e torcer pelo escrete londrinense. Outros cinco mil foram para as ruas prestigiar as cores da bandeira Arco-Íris da comunidade LGBT, em tardes festivas com explosões de alegrias e fortes emoções. Tudo em defesa dos sentimentos de prazer e apoio àquilo que realmente lhes satisfazem. Acho até bacana o povo conseguir estes momentos de alegria e satisfação, enquanto a pátria sangra pela corrupção. Ao mesmo tempo, fico estupefato em comparar o público presente nas duas comemorações enquanto na hora de sair para as ruas defender o verde e amarelo de nossa bandeira não se conta mais que meia dúzia de "gatos pingados", caso da última manifestação. Isto reforça a certeza que os políticos têm do eleitorado brasileiro: o pão e o circo são tudo que precisam para continuar sempre na mesma. O PT, que de bobo nada tem, acrescentou a mortadela!
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina

Salve 7 Setembro
Temos que afirmar categoricamente que esta Semana da Pátria que estamos vivendo não é a que queremos comemorar, pois o solo brasileiro está manchado pela corrupção, desemprego, economia na UTI, governo confuso e desacreditado juntamente com a classe política. Nós temos que lembrar esta data magna de nossa Independência, que nos deu a soberania nacional como uma semana de alegria, de entusiasmo, de vibração, renovando nosso amor pátrio, civismo em todos os sentidos, povo nas ruas com bandeirolas e vibrando com o Hino Nacional, com os desfiles dos militares, dos estudantes, com o rufar dos tambores, o som das cornetas. Era, realmente, uma data comemorada por todas as idades enaltecendo o amor pela pátria, mas parece que estes sentimentos estão desaparecendo. Acredito que seja resultado do momento difícil que o País vive. Apesar de tudo, ainda acreditamos nas instituições desta querida nação. Então, vamos renovar nossas esperanças para uma pátria grandiosa e próspera para a nossa gente.
EDUARDO ZANIN (professor) - Arapongas

Corrupção resultado do desmando
A história de corrupção é o resultado do desmando da alta cúpula do poder. Ela não é diferente do pichador de muro. Todos sabem onde mora, quem é, mas não se faz nada. Vejam o caso do estado do Rio de Janeiro, tanto dinheiro nas contas dos ladrões e os trabalhadores estão passando fome e os responsáveis estão presos. Triste mesmo é um pai de família que não recebe seu pagamento, tem sua conta de água e luz cortada e sua família no escuro, sem banho e sem comida, sendo ele um credor do mesmo estado que não paga seu salário. A corrupção cega o poder, o poder venda os olhos para a verdade e inverte os direitos das pessoas. Vejamos o caso do ex-ministro Geddel Vieira Lima que foi solto e está sem tornozeleira por faltar-lhe a peça, vê se eles soltam pobre por faltar essa mesma peça? Quem solta não é a lei, mas quem dela cuida.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) – Londrina

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