IPTU: a articulação necessária
O principal objetivo da administração pública deve ser primar pela transparência. Pode haver vários entendimentos sobre o que significa ser transparente, entretanto, é preciso que a transparência seja compreensível à população. Isto significa para, além de mostrar números, a explicitação dos caminhos que permitiram chegar aos mesmos. É o caso do IPTU de 2018 de Londrina. Não basta aos contribuintes a divulgação do percentual de correção da Planta de Valores dos imóveis, cuja oscilação, inclusive, é grande, de 20% a 100%. É preciso que seja esclarecido à comunidade londrinense de que forma estes percentuais foram alcançados e quais foram os elementos de sua escolha para cada diferente situação, sejam por pessoas, bairros, tempo de construção do imóvel, etc. Será que o único parâmetro utilizado foi o valor venal dos imóveis? Afinal, pressupõe-se o que reza a Constituição Federal, publicidade e compreensibilidade das informações. Esta incerteza que permeia a mente de grande parte dos cidadãos londrinenses, extremamente indignados, reitera a ideia de que a publicidade por si só pode representar informações dissimuladas. Já não bastasse a correção da inflação em mais de 200% durante todos estes anos, nos quais não houve atualização de valores da planta! Ser transparente não é mérito, é obrigação do gestor público responsável e eficiente. Fazer publicidade com compreensibilidade, esta sim, é a articulação necessária.
ROBERTO ANTONIO DE CARVALHO (aposentado) - Londrina

IPTU e a Planta Genérica de Valores
A atual Planta Genérica de Valores está defasada pela irresponsabilidade de ex-alcaides que se omitiram disse o leitor Roberto Delalibera (Opinião 26 e 27/8). Esqueceu que o atual prefeito foi um desses alcaides que votou contra o ajuste quando a economia estava aquecida. Quanto mais tempo decorrer, mais caro ficará a conta, afirmou. Mas, não é melhor mais caro quando se tem do que barato quando não se tem? Por que o não ajuste do IPTU de outras cidades não nos servem de exemplo? A situação econômica não justifica uma procrastinação, por quê? Você acha que o prefeito tomará atitudes impopulares com dinheiro em caixa? Fechará escolas e postos de saúde que não trabalham com 100% da capacidade? A CMTU corre o risco do seu imóvel ir a leilão e a Sercomtel de perder sua concessão. Só arrecadar não basta, a prefeitura deve primeiro economizar. Talvez, devamos aproveitar que a turma do quanto pior melhor está disposta a aprovar o ajuste e fazê-lo, mas com os dois primeiros anos com ajuste zero.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Semana da Pátria
Que saudades da Semana da Pátria de décadas passadas! Dos veículos com as fitinhas verde e amarelas nas antenas de rádio. Das fitinhas nas camisetas dos uniformes das escolas e colégios. Das lojas com suas vitrines e decorações também nas cores da Pátria. Das instituições públicas e privadas com a Bandeira Nacional tremulando lá no alto do mastro. De cantar o Hino Nacional brasileiro no pátio da escola antes do início das aulas. Saudades e põe saudades nisso. Hoje o que encontramos são mastros de bandeiras vazios, vitrines sem nada, nada de fitinhas. O mais triste ainda é não ver nenhuma manifestação em certos colégios renomados, os quais outrora eram referências de civismo. Só restou a saudades da Semana da Pátria.
ROGEMAR MONTEIRO (servidor público) – Londrina

Deficit da Previdência
Sobre o comentário do leitor Murilo Moure (Opinião, 1º/9), lamento lhe informar que o sr. Yoshiharu Outuki tem razão: a maior parte do deficit da Previdência vem do serviço público! Abra o jornal na página de Economia e veja: todos os trabalhadores que ganham mais que R$ 2.765,00 pagam 11% de INSS na parte deles, existe um teto de recolhimento de R$ 5.531,00, os empregadores pagam outra parte ainda maior e eles aposentam-se pela média. Os servidores públicos aposentam-se com o salário integral e sem limites só por que recolhem 11% sobre o total, isso gera deficit. Quanto a serem estatutários, foram os sindicatos que brigaram por isso sem se preocupar que estavam dando um galeio no INSS e trocando o FGTS pela estabilidade, absolutamente incoerente a meu ver. Também não se preocuparam como seriam capitalizados seus fundos de pensão, quando eles existiam. Os servidores recolhem pouco, tem benefícios diferenciados em demasia e não existem recursos aportados para suportar seus ganhos. Imagine uma empresa que mantém em sua folha de pagamento todos os funcionários que se aposentam? É isso que os servidores fazem e é por isso que sangram a Previdência.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina

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