Reflexão sobre o reajuste da PGV
Nas valorizações apregoadas que ocorreram em diversas regiões de Londrina e que estão sendo usadas agora como justificativas para esse reajuste na PGV, fico imaginando o quanto o poder público investiu nessas regiões para contribuir com essas valorizações. Pelo pouco que sei a respeito do assunto, em um novo loteamento, por exemplo, o loteador obrigatoriamente tem que providenciar o asfaltamento, o meio-fio, as calçadas, as tubulações de água e esgoto, os postes de iluminação, despesas legais, propaganda, vendas, toda a infraestrutura, enfim. A valorização resultante decorreu de pesados investimentos particulares em que o poder público contribuiu com a burocracia e as exigências. Ou estou enganado?
LOURIVALDO PEREZ BAÇAN (escritor) – Londrina

Brasileiros sem querer
Sobre o artigo "Brasileiros sem querer" (Espaço Aberto 25/08), do professor Luís Miguel Luzio dos Santos, acredito que não existem parâmetros para uma comparação Brasil x Europa, a começar pela questão cultural. Lá não se vê lixo jogado nas ruas, mesmo em locais de grandes concentrações de público. Lá os impostos retornam em benefícios para a população: saúde, educação, segurança, pavimentação, entre outros. Lá os programas sociais tipo "Bolsa Família" não são utilizados para compra de votos e as pessoas não fazem questão de se manter desempregados ou de ter filhos para se manter no programa, sem contar que lá o poder de compra da moeda é substancialmente mais elevado do que aqui, por que lá os governantes não fazem questão de manter o povo na pobreza. Para finalizar, o padrão de vida lá com um salário mínimo de 1.473 euros é infinitamente superior ao padrão de vida. Aqui, com R$ 1.473 ou com um salário mínimo de aproximadamente R$ 980.
FLAVIO YALENTI AYRES (teólogo) – Londrina

'Bolsa Político'
Os deputados federais estão votando o "Bolsa político", conforme matéria da FOLHA em 11/08 que cria um fundo de R$ 3,6 bilhões para as campanhas eleitorais. Em contrapartida, na coluna de Cláudio Humberto (Política, 11/08), em Portugal se discute o fim do financiamento público e também que as eleições municipais de lá, em 1º de outubro, custarão R$ 14 milhões em todo o país. Acho que os portugueses deveriam contar anedotas sobre os brasileiros e não os brasileiros contarem anedotas sobre eles!
LUCIMEIRE GASPARIN MARTINS (comerciante) – Londrina

Briguet, cidadão honorário de Londrina
Paulo Briguet chegou a Londrina pela estrada da vida. Segundo ele próprio, estrada essa que se iniciou décadas atrás. Em cada cruzada, um "affiche" conduzindo-o para determinada derivação de tal sorte que chegou à nossa comunidade. Ainda que durante o trajeto ele não tivesse consciência para onde ia, assim que se instalou na cidade tudo lhe ficou claro. Os "affiches" eram as vozes do seu destino que o impediram de trilhar por qualquer outro caminho. Por isso, agora, consciente, ele as identificou no seu discurso de agradecimento ao merecido título de cidadão honorário da nossa cidade. Ao mesmo tempo, resgatou, com propriedade, as lições de filosofia que todo e qualquer jovem se faz em determinado estágio da sua existência. Principalmente, quando é a própria filosofia que se lhe apresentou. Dura, racional, logica, de difícil repassagem e entendimento a outros. Daí a sua preferência pelo jornalismo como ele próprio afirmou no seu discurso de agradecimento ao título que a cidade lhe outorgou. Muitas vezes sentimos nostalgia de um passado longínquo, anterior à nossa existência atual, onde teríamos, em grupo, participado disso o daquilo e que resultou num enorme avanço da própria humanidade. Mas que temos, diante de nós, a impossibilidade de uma demonstração segura quanto a isso. No andar da carruagem, muitos afirmam estarem sós nesta atual jornada. O grupo dispersou-se na estrada da vida. Com que finalidade? A única justificativa que possa consolá-los é que estão participando de um mesmo proposito divino. Com muita propriedade, no seu discurso de agradecimento ao título de Cidadão Honorário de Londrina, Briguet buscou o passado do seu destino para justificar o presente. Agora, pertencente ao grupo dos londrinenses, utilizando-se da sua ferramenta de trabalho (o jornalismo), seja o guri que batia tambor na frente do exército de Napoleão conduzindo milhares de soldados diante do inimigo. Parabéns.
JOSÉ PEDRO DA ROCHA NETO (engenheiro) - Londrina

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