Fenômeno da massificação
O jogo Botafogo (RJ) e Nacional, do Uruguai, no estádio Nilton Santos pela Libertadores, terminou em confusão generalizada. O conflito se iniciou com os jogadores e se irradiou para as arquibancadas, com agressões físicas, verbais e destruição de cadeiras atiradas ao gramado. Em pleno século XXI, essa selvageria é recorrente no fenômeno da massificação, uma das características do nosso tempo. Para os filósofos Platão, Aristóteles e demais frequentadores da Academia, o cultivo do corpo era complementar ao cultivo do espírito. A diferença em relação à nossa época é que agora, em geral, a prática de esportes é feita em detrimento do trabalho intelectual. Um jogo de futebol, por exemplo, pode ser um espetáculo de destreza e harmonia de conjunto e desempenho individual que entusiasma o espectador. Mas, em nossos dias, as partidas, especialmente as decisivas, assim como outrora os circos romanos, servem sobretudo como pretexto e liberação do irracional, como regressão do indivíduo à condição de partícipe da tribo, como momento gregário em que, amparado no anonimato aconchegante da arquibancada, o espectador dá vazão a seus instintos agressivos de rejeição ao outro, conquista e aniquilação simbólica (e às vezes até real) do adversário. Essas atitudes irracionais permitem ao torcedor renunciar a sua condição civilizada para comportar-se durante a partida como parte de uma horda primitiva. Eis aí um bom exemplo daquilo que o nobel de literatura Mário Vargas Llosa analisou e identificou como: "A civilização do espetáculo".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) – Londrina

Reajuste do IPTU
Sabemos que a Planta Genérica de Valores (PGV) do IPTU está defasada, mas nesse momento que o país enfrenta a pior crise é inoportuno o Executivo mandar projeto de lei para Câmara de Vereadores. A aprovação desse projeto impactaria nos aluguéis, um mercado já parado, e afugentaria também os investidores de imóveis. O contribuinte não estaria preparado para absorver esse reajuste sem um planejamento e iria ocasionar mais inadimplência. Nesse momento, a Câmara não irá aprovar esse projeto, portanto, teremos que buscar outras alternativas para cobrir o deficit da prefeitura. Uma sugestão: vamos reajustar os imóveis que terão menos impacto na população e na economia, como os terrenos vazios sem edificação (teria que verificar se essa medida é constitucional). O aumento no orçamento da prefeitura não seria tão significativo, mas seria melhor essa solução que nada.
ARMANDO OSSAMU SARUHASHI (consultor ambiental) - Londrina

Vereadores e pets!
Nada contra os pets! Até gosto muito de animais e temos um em casa. Agora, só uma sugestão aos nobres edis Amauri Cardoso e Daniele Ziober: vocês não têm nada mais importante para discutir ou sugerir na Câmara de Vereadores? De que planeta vocês vieram? Vocês conhecem a cidade de Londrina? Façam algo de bom e necessário ao povo de Londrina que os elegeu e paga seus polpudos salários para não fazerem nada!
ANTÔNIO CARLOS PESCADOR (autônomo) - Londrina

Solidariedade
Londrina, 15 de agosto, 6 horas: uma chuvinha cai sobre nosso telhado nos convidando a ficar mais na cama. Como é gostoso o silêncio da madrugada. Ouvir a chuva caindo lá fora, acalma os sentidos, serena os pensamentos e nos conecta com a mãe natureza. Ao sentir esse aconchego, agradeçamos ao Pai maior, pois a chuva é o amor divino em forma líquida. Entretanto, não esqueçamos daqueles irmãos sem-teto que vivem nas ruas, nos acampamentos de refugiados ou desalojados. Para esses, a chuva tem outro sabor. Se nos habituarmos a reservar um local onde separar aquilo que não usamos e que está entulhando nosso guarda roupa, vamos ajudar muita gente. O que é supérfluo para uns, pode ser essencial para outros. Temos que caminhar para uma sociedade mais solidária. Que Deus nos ajude!
SILVERIO DA SILVA (empresário) - Londrina

Ciência e tecnologia
Quero parabenizar a sensibilidade com a qual são tratadas as matérias sobre política e economia na Folha de Londrina, principalmente na atual situação de Londrina e do Brasil. Gostaria de sugerir uma reportagem a respeito do baixo investimento do governo federal em Ciência e Tecnologia. A verba para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) sofreu um corte de 44%. Muitos cientistas e pesquisadores estão perdendo a oportunidade de trabalhar em laboratórios no nosso país. Se o dinheiro desviado ilegalmente fosse investido corretamente, o Brasil poderia prosperar. Afinal, não há outro caminho para o desenvolvimento econômico senão a ciência, tecnologia e inovação. Esta é uma das várias situações na qual o Brasil está atrás dos outros países.
LUCAS MARTINS PEREIRA (estudante) – Londrina

Poluição
O plástico está prejudicando constantemente a saúde dos seres vivos e o ecossistema. As circunstâncias climáticas são alteradas por causa da queima de plástico, pois seus resíduos se mantêm no ambiente por milhares de anos. Com a industrialização, é muito provável que daqui a alguns anos o nosso mundo esteja atolado nesse objeto "mortífero". Um dos meios para reduzir essa situação seria usarmos produtos retornáveis e recicláveis. Com isso, talvez, não tenhamos que morrer em um mundo coberto de plástico.
MARIA CLARA CAMARGO SILVA (estudante) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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