Deus x religião
O psicólogo Jair Queiroz, em seu artigo "Intolerância religiosa e satanismo político" (Espaço Aberto, 10/08) destaca que a intolerância religiosa observada hoje na nossa sociedade foi forjada por meio da mistura entre o Estado e a sua religião predominante. Isso é fato, mas eu gostaria de acrescentar que esse problema não é recente e não é uma exclusividade do Brasil; mas é algo muito maior, inerente à toda humanidade e que sempre existiu. Caim, membro da primeira família da terra, quando matou Abel, seu próprio irmão, teve por motivação a sua religião. Eu dou graças a Deus por Jesus Cristo, que veio ao mundo, não para fundar uma nova religião (o cristianismo), mas para pôr fim à toda religião. Seja ela qual for, a religião é a vã tentativa do homem de se religar a Deus; mas somente Deus tem a capacidade de promover tal ligação e, na cruz de Cristo, Ele consumou essa obra, religando a Ele todo aquele que crê.
MARCIO BITENCOURT MIZUBUTI (administrador de empresas) – Londrina

Agonia do Igapó
Excelente o artigo "A agonia de um lago", de autoria do administrador Carlos José Estevam Lioti, (Espaço Aberto, 09/08). Realmente, o principal cartão postal e talvez a principal área de lazer de nossa cidade está agonizando. Se vier essa revitalização com recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), será muito bem-vinda. O que o artigo não cita é que o lago II e o aterro (as áreas mais frequentadas), junto com o lago I, estão sendo destruídos por formigueiros. A infestação do inseto é tão intensa que é visível por quem por ali transita. Talvez, só os órgãos do município responsáveis pelos lagos (Sema ou outro órgão equivalente) não percebem. Se não for tomada uma providência urgente a esse respeito, talvez os recursos do BID cheguem muito tarde para os lagos.
JOSÉ EDMUNDO MOURA (bancário aposentado) – Londrina

Simplesmente inconcordável!
A missivista Francisca França (Opinião, 10/08), finaliza as suas ponderações afirmando que "o ministro Gilmar Mendes é uma das poucas vozes a denunciar alguns abusos do Ministério Público Federal e da Procuradoria Geral da República". De forma respeitosa e não deselegante, só me resta uma súplica: "Senhora Francisca, por piedade! Menos da próxima vez!".
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Sujeira
A não aceitação da denúncia contra Temer provou que o Brasil já se acostumou com a corrupção. Todos estão vendo o toma lá dá cá sem nada fazer, afinal, a democracia aqui é só de fachada mesmo. Com a desculpa de que nada adianta trocar o sujo pelo encardido porque a água vai continuar suja do mesmo jeito, deixa o barco seguir em frente. Triste fim de um povo que saiu às ruas gritando que o gigante acordou e agora vê o gigante nas águas sujas de uma pseudo democracia.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

Dança-se conforme a música
Política em Londrina tem causado alguns traumas ao povo londrinense. Parece castigo, mas não é. Tudo o que acontece é orquestrado por alguém ou mesmo por grupo de pessoas. O estamos assistimos hoje é um reprise do passado. A história nos diz que o povo dança a música que a política toca. Tempos atrás circulava um jornalzinho que falava a língua do baixo clero político, mas era regido pelo alto clero da política. O caso da Câmara de Vereadores de Londrina também é algo que foi orquestrado há tempos. Kireeff venceu as eleições deixando alguns grupos de orquestradores na saudade. Foi assim que criaram o "mito" Boca aberta, que destilou seu veneno contra o ex-prefeito, a plenos pulmões, em seu microfone na garupa de uma bike. Falava coisas sem nexo, claro, orientado pelo grupo ou pessoa, para que o povo mais simples entendesse como salvação. Então, veio a jogada final, ao criarem o cavalo de troia. Quando o atual prefeito, em um de seus primeiros atos, fez a dança das cadeiras (uma lambança!) colocando na FEL um vereador eleito e o suplente na Acesf acabou beneficiando o segundo suplente, que tem participação direta nas confusões que vem acontecendo na Câmara. Para que votar, se o voto não é respeitado? E para que eleger vereador para fazer confusão? Quando vamos mudar esse sistema? Até quando os partidos ficarão alheios às encrencas que os vereadores provocam?
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) – Londrina

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