OPINIÃO DO LEITOR
Nada a temer com Temer!
A Câmara dos Deputados agindo de maneira responsável, legal e soberana, decidiu que o presidente Michel Temer não deve ser julgado pelo STF. Uma denúncia inepta, vazia e descabida, com fundamento em uma delação criminosa não poderia ter outro resultado. A conjuração, o conluio, a conspiração arquitetada pela JBS, PGR, PF e STF para incriminar o presidente da República não prosperou. Nem o fato de uma emissora de TV ter adotado uma postura tendenciosa, mostrando o homem da mala quase uma centena de vezes, não sensibilizou o povo brasileiro. Analisando a corajosa e destemida atuação do presidente Temer, nada justificaria uma ruptura na administração federal. Apesar de ter herdado um país destruído pelo PT, foi gradativamente acendendo a luz do túnel. Hoje, temos praticamente todos os indicadores econômicos amplamente favoráveis. Enfrentou questões que, apesar da imprescindibilidade, jamais um gestor populista se atreveria a propor, sepultando qualquer futura pretensão política pessoal. Reestruturou o ensino médio. Aprovou o controle nos gastos públicos. Modernizou as relações trabalhistas. Acabou com a cobrança do imposto sindical. Urge um enfrentamento em outras reformas, como política, tributária e previdenciária. A nossa expectativa é que Temer prossiga na sua empreitada audaciosa, propondo alterações estruturantes e, consequentemente, dando sustentabilidade e condições favoráveis de governabilidade para o futuro mandatário nacional a ser escolhido no final do ano que vem, conforme determina a Carta Magna.
ROBERTO DELALIBERA (bacharel em Direito) Londrina
Não vamos esquecer os nomes
"O Brasil não é um país sério", essa frase atribuída a Charles de Gaulle (político francês) nunca foi tão apropriada em nosso país como agora, por ocasião da votação pelo deputados sobre a denúncia de corrupção do presidente Temer. Pouco importam as razões e justificativas para se fazer "vistas grossas" ao crime por ele praticado. A defesa de algum larápio pode usar do mesmo argumento agora: "Meu cliente roubou, mas é que ele estava desempregado, etc.". Aí, então, pode. Pode coisa nenhuma. Crime é crime e tem que ser submetido à lei. O bandido é livre para cometer crimes (se não fosse não o faria), mas pagará por isso. Entretanto, não existe liberdade para os agentes que têm obrigação de cumprir a lei deixar de fazê-lo, e foi o que aconteceu com uma parte (mais que suficiente) dos deputados federais quanto ao crime de Temer. Assim, é imperativo que a imprensa, e nós outros, tornemos público e jamais esquecidos, principalmente por ocasião da próxima eleição, os nomes de nossos mandatários que fizeram exatamente o oposto que seus mandantes queriam. O que um patrão faz com um mal funcionário? Pois devemos fazer o mesmo com os nossos, que estão na folha de pagamento de nossos impostos.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Voto pró-Temer
Como eleitor, enviei um e-mail pedindo para que o deputado Alex Canziani (PTB) votasse a favor da continuidade da investigação conta o sr. Michael Temer. E o deputado votou contrariamente ao meu pedido, e até se justificou. Qual é o poder do ex-deputado Rocha Loures para alguém lhe dar uma mala com R$ 500 mil? Canziani acredita mesmo que o dono da JBS possa ter dado a Rocha Loures essa mala por engano ou inocentemente ter acreditado que ele tinha grande poder no governo? Se o dinheiro não é de Temer, deve ser do Rocha Loures já que o pagamento ocorreu, é fato. Por que nem um nem outro está respondendo por isso? Canziani disse é difícil votar pelo bem do Brasil quando a população quer um voto contrário, mas lembro que na eleição o deputado se apresentou como nosso representante e não nosso guru. Se a Câmara tivesse decidido o contrário, pode ser que tivéssemos instabilidade por mais um tempo, porém o mundo saberia que as coisas aqui estão mudando. Após a votação na Câmara, esse mesmo mundo continua com a certeza que a corrupção continuará como sempre ocorreu por aqui. Temer gastou milhões para conseguir essa votação, quanto será que rá gastar para brecar este processo no fim de seu mandato?
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
Sorteio de casas
A Cohab, com provável aval do prefeito Marcelo Belinati, transformou a necessidade, a esperança, a angústia de muitos em espetáculo deprimente de injustiça. Na Cohab, sempre houve fila de espera. Os que entraram na fila primeiro, atendidas as exigências, eram os primeiros a serem beneficiados. Agora, foram sorteadas 144 unidades. Se um cidadão hipotético, inscrito na Cohab estivesse em 500º lugar na fila seguindo o processo normal, ele estaria agora, no mínimo, em 356º na fila de espera. Mas como foi feito o sorteio, digamos que ao menos 50% dos sorteados (72) eram dos que estavam a mais do 500º na fila de espera. O cidadão do exemplo estaria agora em 428º lugar na fila de espera ao invés de 356º. Não é injusto?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina
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