OPINIÃO DO LEITOR
Extinção da Lava Jato
Querem acabar com a Operação Lava Jato. Vários políticos, principalmente aqueles citados pelos delatores, já se manifestaram contra o prosseguimento dessa operação. O ministro Torquato Jardim diminuiu, consideravelmente, os agentes da Polícia Federal (PF) que compunham o quadro dessa operação. Por quê? Alegou, ele, que era uma simples troca de comando dos setores da operação. Com isso comprometeu, e muito, os trabalhos desenvolvidos pela PF no âmbito da operação. Agora, no apagar das luzes para o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, ele apresentou o pedido de apenas quinhentos e poucos mil reais para todo o ano de 2018 para a Lava Jato. Após a intervenção, oportuna, da dra. Raquel Dodge, futura procuradora-geral de Justiça, foi aumentada essa importância para R$ 1,6 milhão. Ainda, assim, conforme esclareceu o professor Marco Antonio Villa: para a Lava Jato R$ 1,6 milhão; para as escolas de samba do Rio de Janeiro, estado que está quase falido e não paga os funcionários públicos, são destinados R$ 13 milhões. O povo precisa ficar atento às investidas dos setores políticos contra a Lava Jato. No dia 27/07 foi preso Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil que foi parar na Petrobras para ajeitar as coisas e arrumar a casa. Ele é acusado de ter roubado R$ 3 milhões em pleno andamento das investigações. Ao que tudo indica, os políticos não têm medo da Justiça, pois diversos casos continuam ocorrendo.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) Londrina
Na contramão do mundo
A política nacional de tributação das fontes de energia é burra! A principal matéria prima da industrialização, do comércio e do consumo, que são a única e principal fonte de arrecadação dos impostos de um país, é a energia. Só ela é comum a todos estes ambientes geradores de riqueza e arrecadação para a União, Estados e municípios. Combustível, eletricidade, carvão, lenha ou qualquer outra fonte de energia são molas propulsoras de negócios e o governo deveria proteger estas fontes, torná-las acessíveis e baratas para que a transformação aconteça e agregue valor às matérias primas que possuímos em abundância no Brasil. Produtos agrícolas e minerais não seriam mais exportados como commodities e sim como produtos manufaturados e de valor agregado bem superior. Além dos impostos gerados por esta transformação, que melhoram a situação interna do país, nossa balança comercial também seria beneficiada. Para que isso aconteça, não precisaremos inventar nada. Vamos só copiar as maiores e melhores nações do planeta, vamos baratear, pela desoneração de impostos, as fontes de energia geradora de riquezas.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
Exemplos dos intocáveis
Diante de todos os escândalos envolvendo a classe política, sejam de desvios de verbas públicas, onde ocorre um verdadeiro assalto ao erário público, o enriquecimento ilícito às custas dos impostos produzidos pelo povo, a falta de ética relacionado a legislar em causa própria, ainda tem a petulância de serem intocáveis, lastreados pelo poder econômico, infelizmente, o item necessário para que todas as portas sejam abertas para o caminho do mau. Vejam, por exemplo, o que estamos presenciando abertamente, Temer negociando com os deputados para se livrar de crimes que podem levá-lo a perder o mandato. E isso pode até ser considerado legal do ponto de vista político, mas antiético e vergonhoso na visão da sociedade. Como pode um país que sacrifica seu povo, a classe dos intocáveis aumentar o dinheiro do fundo partidário, recurso este que é usado para sua própria eleição, na perpetuação do poder e em seu próprio benefício? É uma vergonha. O grande Judiciário (ministros e Ministério Público Federal) fecha os olhos para a crise e reajusta seus salários. Até parece que Brasília é a terra da prosperidade e a terra dos intocáveis, onde reina a mais absoluta democracia de poderes que resultou em uma mácula de tamanho descomunal de corruptos, principalmente os ligados à liderança do governo, da Câmara dos Deputados e do Senado. O atenuante dessa corrupção generalizada resume-se no trabalho hercúleo da Justiça Federal no combate a esta nefasta contaminação. Criaram o engodo da reforma da previdência destruindo os últimos dias de alento e descanso merecido trabalhador que cumpriu seu dever com a nação.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) Itambaracá
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