A inflação e os juros abaixaram. Que bom. Para quem?
Lendo as notícias divulgadas em todos os meios de comunicação recentemente, principalmente de parte das altas autoridades governamentais, intuitivamente me pareceu que alguma anormalidade existe nessa mensagem. Qual seria? Principalmente, que há tempo está ocorrendo um enorme desemprego no país. Se isto for verdade, (e é), a indústria, a construção civil, bem como outros tantos segmentos econômicos brasileiros estão encontrando problemas e, por consequência, despedindo funcionários, quadros técnicos, assessorias, deixando de investir, etc., em vista do mercado impor tal coisa a fim da própria sobrevivência da empresa. Ora, como o mercado ficou difícil, bem como o poder aquisitivo das pessoas, a indústria deixa de pegar dinheiro em bancos a fim de atender ao seu capital de giro para a produção e comercialização dos seus produtos. Também, de parte dos compradores. Coisa que ocorre quando as pessoas deixam de adquirir produtos. O mercado resulta nisso. Em decorrência, os bancos têm menos clientes interessados bem como a própria indústria. Com isso, juros menores e menos inflação de vez que existem menos interessados. Assim, quando os juros e inflação abaixam (ao mesmo tempo), isso é bom para quem a ponto das altas autoridades alegrarem-se e virem a público exaltarem as suas próprias administrações? O difícil é termos juros menores e baixa inflação quando o país está bombando. Daí, a necessidade das administrações públicas possuírem realmente alguma arte na gerência da coisa pública. Quando os juros e a inflação voltarem ao que eram, estas mesmas autoridades virão a público, contentes e felizes, nos informar que o Brasil retomou seu crescimento?
JOSÉ PEDRO DA ROCHA NETO (engenheiro) – Londrina


Tardígrado x Temer
Eu nunca vi um tardígrado, talvez você também. É um verme bem menor que a cabeça de um alfinete, resistente ao calor extremo, congelamento e até radiação. Um ser bem estranho. Nosso atual presidente também é uma criatura estranha e resistente. Resiste à pressão popular, denúncias por corrupção, aparentemente não alterando seu comportamento. Mesmo em situações extremas de descrédito, vai a público, movimentando os braços e chacoalhando as mãos, semelhante àqueles bonecos infláveis de postos de gasolina. Sabe-se que o verme, tardígrado, tem a capacidade de murchar, até se tornar uma bolinha seca, especialmente quando as condições externas são limitantes. No caso do nosso presidente, a reação é contrária, pois sob condições desfavoráveis, ele se infla muito, tal qual o peixe baiacu, que usa desta estratégia de estufar o peito, para se defender. A popularidade de Temer está tão microscópica quanto o tardígrado (menor que 5%). Fim do poço mesmo. De toda forma, permanecendo ou saindo da Presidência, em breve ele poderá cantar "Acabei com tudo, escapei com vida" ("Fera ferida", de Roberto Carlos).
AMARILDO PASINI (professor) – Londrina

Incompetência
A maneira que eu e a empresa à qual presto serviços fomos tratados pela Sercomtel, só pode ser classificado como negligência e incompetência. Primeiro, não atendem o telefone, ficam com umas gravações sem nexo. No nosso caso, para ser ouvido, pasmem por uma empresa que trabalha com comunicação, tive que me deslocar duas vezes à Sercomtel, ouvi promessas que o técnico viria à empresa às 11h (foi no horário de almoço). Fui novamente à Sercomtel, explicar que empresa faz horário de almoço. Mais tarde o técnico ligou, expliquei que o caso exigia sua presença, e ele disse mandaria um técnico mais tarde Aguardei até as 18h30 e ninguém apareceu. Será que se eu falar que vou mandar o pagamento mais tarde, a Sercomtel vai aceitar? Embora seja londrinense ferrenho, o que algumas pessoas da Sercomtel fazem com o usuário é um absurdo. Depois falam que o problema da Sercomtel é a falta de clientes, porém fazem de tudo para perdê-los. Protocolei carta ao presidente da Sercomtel, com reclamação, e este sequer se deu ao trabalho de solicitar que a secretária acusasse o recebimento.
ADALBERTO BRANDALIZE (professor) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal.E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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