'O crime da mala'
Era uma vez um deputado federal que foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil da JBS, e que foi apontado como intermediário do presidente para resolver um problema da empresa junto a um órgão federal – Cade -, sob a promessa de pagamento de R$ 500 mil semanais durantes 20 anos. O dinheiro da referida mala tinha notas marcadas para facilitar o rastreamento dos valores. Com a divulgação das gravações, o deputado devolveu R$ 465 mil junto com a mala, sendo que R$ 35 mil foram depositados em juízo para compor dos R$ 500 mil. O procurador-geral da República acusa o presidente Temer de ser o destinatário do dinheiro. A mala e os R$ 465 mil foram devolvidos. Mas não importa: a mulher de César não deve ser honesta, deve parecer também. Agora, o que me incomoda é o seguinte: além do valor exorbitante envolvido – propina de R$ 500 mil por semana durante 20 anos, a operação que gravou a entrega da mala afirmou que as notas estavam "marcadas" – não sei se eram sequenciadas, ou se outro tipo de tecnologia, então por que o MPF e a Polícia Federal não localizaram ainda a destinação? No caso envolvendo o dinheiro entregue a família de Aécio Neves, eles conseguiram, mas tecnicamente há R$ 35 mil que deveriam estar circulando. Se essa quantia estiver vinculada de alguma forma ao presidente, acabou, fim de jogo. Mas quem tem de provar é o acusador... em dubio pro sociedade é uma regra tirânica, pois quem é que tem a legitimidade de representar a sociedade? O Brasil não precisa de heróis, mas sim de instituições sérias e confiáveis. A Justiça nunca foi célere, mas nesses casos especificamente é necessária que seja extremamente justa e não mero justiçamento. Eu não queria estar no papel do juiz Sérgio Moro que, contrariando a celeridade habitual em suas sentenças, ainda não julgou Lula – lembrando que o TRF4 reformou sentença de João Vaccari Neto, muito semelhante em termos probatórios.
SEBASTIÃO SEIJI TOKUNAGA (advogado) – Londrina

Só o Temer? E os outros?
Concordo plenamente que o presidente Michel Temer deva ser afastado do cargo, ou melhor, já deveria ter afundado no mesmo barco que a Dilma. Por outro lado, cassá-lo e manter na ativa Renan Calheiros, Aécio Neves, Lula, Collor de Melo, Romero Jucá e tantos outros crápulas da política, soa até ser um ato de injustiça. Tem que aumentar a dosagem do veneno e eliminar todo o formigueiro, caso contrário, continuaremos barganhando seis por meia dúzia.
ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Terminal intermunicipal
Estamos assistindo atônitos ao grande picadeiro que se tornou a Câmara de Vereadores de Londrina em função dos últimos acontecimentos. Nossa "Pequena Londres" não merecia estar sendo tratada dessa maneira pelos nobres edis eleitos para trabalhar em prol de nossa cidade. Seis meses se passaram e apenas escândalos protagonizaram em nossa Câmara. É vergonhosa essa situação. Vai aqui uma sugestão aos nobres vereadores, à Prefeitura de Londrina e aos proprietários de empresas que detêm o monopólio do transporte coletivo em nossa cidade e região. Atualmente, existe em frente ao Terminal Urbano, na Avenida Leste-Oeste, uma quadra onde estão localizados vários galpões (antigamente sediavam a Colúmbia Armazéns Gerais). Este espaço poderia perfeitamente ser utilizado para atender os usuários de transporte coletivo intermunicipal da região. Que tal uma união entre as empresas de transporte coletivo e a prefeitura para a aquisição do referido espaço e ali construir um terminal intermunicipal estruturado para utilização dos usuários e assim fazer a interligação com o Terminal Urbano (poderia se construir uma passarela sobre a Leste-Oeste para interligá-los)?
Fica aí a sugestão aos vereadores e ao prefeito. E, por favor, trabalhem para o bem da população, pois é dela que provém o sustento que mantém ambas as estruturas.
MIGUEL POLSKIKH FILHO (eletrotécnico)- Londrina

Apoiadores de governo
Políticos que apoiam o governo Temer pertencem ao próprio grupo da base aliada, que detém centenas de cargos que loteiam os mais diversos ministérios, secretarias e autarquias. É o velho toma lá, da cá, que é histórico na política nacional, e ocorre em todos governos (federal, estaduais e municipais)!
CÉLIO BORBA (aposentado) – Curitiba

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG,
en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal.
E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup