Podemos?
Com pouquíssimas exceções, a nossa classe política é uma vergonha. É nesses tempos de desolação que aparecem os oportunistas com promessas de salvação. Rodrigo Prando, professor de Sociologia e Política da Universidade Presbiteriana Mackenzie, tem razão: "Legendas sem ideologias não existem!". Vemos agora a aposta do partido "Podemos" que, diante do desgaste dos partidos políticos tradicionais, se lança sem se definir ideologicamente como de direita ou de esquerda. Ou seja, não sou uma coisa nem outra: estou acima! O festejado psicólogo Jonathan Haidt, por sua vez, decompõe a ideologia em seis dimensões: proteção, justiça, liberdade, lealdade, autoridade e santidade (pureza). O mapa ético de cada indivíduo, portanto, seria uma combinação desses ingredientes. Sendo assim, revela-se impossível fundar um partido político sem uma bandeira ideológica. De fato: você pode enganar todos por algum tempo; pode enganar alguns o tempo todo; mas não pode enganar a todos por todo o tempo!
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina

Gramado do Estádio do Café
Incrível como o poder público joga o dinheiro do contribuinte no ralo. O gramado do Estádio do Café foi trocado há pouco mais de um ano e já está em estado deplorável, amarelado e cheio de buracos novamente, pela simples falta de equipamento para o corte correto da grama. Engraçado que, na Prefeitura de Londrina, até para se trocar o óleo de um carro da frota é preciso terceirizar, mesmo a folha de pagamento tendo 10 mil funcionários. Para um serviço que deveria ser feito por profissionais com o maquinário correto, não terceirizam. Gastamos R$ 500 mil para trocar o gramado, e agora o presidente da FEL, Fernando Madureira, e o prefeito Marcelo Belinati permitirão que esse dinheiro seja jogado fora por falta de manutenção? Por isso que muitos torcedores sentem falta do VGD que, apesar de ser um estádio antigo, é mais bem cuidado que o Café.
RUBENS BARBOSA JÚNIOR (gestor de RH) – Londrina

Reação do MP
Causa estranheza a reação do MP de Londrina sobre a filmagem feita por um auditor da Receita Estadual em local público. Não conheço o auditor e tampouco devo entrar no mérito de eventuais denúncias contra o mesmo, mas o fato do cidadão, no exercício de sua liberdade, estar filmando pessoas que entram e saem do Ministério Público, ou de qualquer outro local, não significa constranger ou intimidar quem quer que seja. Seria o caso de incriminá-lo se utilizasse tais imagens para fins escusos, como bem sabem os componentes daquele MP. Primeiro que o fato de filmar em nada difere de simplesmente olhar quem acessa aquele local, além de ser de conhecimento público quem participa de processo de investigação, quer como investigado ou como testemunha, salvo determinação judicial determinando sigilo. Segundo que as ações do Ministério Público, por lei e por seus próprios discursos, devem ser transparentes, de conhecimento público e devem ter embasamento em provas documentais. Com a Constituição de 1988, o Ministério Público passou, na prática, a ser considerado o quarto poder da República, e suas ações têm dado ao mesmo enorme credibilidade junto à opinião pública, embora fatos como as recentes decisões polêmicas do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tenham gerado um certo desgaste na imagem da instituição, e espera-se que tais deslizes não ocorram também nos demais escalões do órgão.
JOÃO CATARIN (economiário) – Londrina

Incêndio na Rua John Dalton
Na tarde de sexta-feira (07/07), os moradores do Jardim Universitário foram surpreendidos por uma onda de fumaça que tirou toda a visibilidade das ruas do bairro, provocou tosse, sujou de fuligem as casas, situação piorada por forte vento. O incêndio foi provocado pelo ateamento de fogo sobre a palhada do mato em um terreno entre a Avenida Faria Lima e a Rua John Dalton. Por muitos meses, esse mato cresceu sem que os proprietários efetuassem a roçada, estragou toda a calçada no entorno, tornando impossível o trânsito de pedestres. Finalmente o mato foi cortado, gerando grande quantidade de palha seca. Criminosamente, pois não há outro termo para definir tamanha irresponsabilidade ao optar pela solução mais primitiva: atear fogo para limpar o terreno. Existem na mesma quadra uma residência, academia de ginástica e vários prédios comerciais, que correram risco de serem atingidos. Liguei para o Corpo de Bombeiros e um homem irritado mal me deixou explicar o ocorrido, dizendo que não poderia atender ocorrência de fumaça, expliquei que havia fogo e simplesmente me dispensou. Apelei para a CMTU que me encaminhou para a Sema, que ficou de mandar um fiscal. Pelo visto, nada foi feito, pois até as 20 horas ainda havia fogo no local. Se os bombeiros não podem atender uma ocorrência dessas, para que servem?
ROSÂNGELA MARIA BONICONTRO MIRANDA (bancária) – Londrina

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