OPINIÃO DO LEITOR
Um Brasil que queremos
Num país onde a população é tratada como resto e os políticos são eleitos supostamente para representar e trabalhar em prol das pessoas, pouco se importam com elas. E, assim que tomam posse, entram para uma ilha da fantasia, uma espécie de bolha, quase uma monarquia disfarçada de democracia. As "famílias reais políticas" têm tudo à disposição: viajam, se hospedam em hotéis luxuosos, alugam carros caros, não pagam gasolina, telefone, nada, enquanto nós súditos pagamos cada vez mais caro por serviços cada vez piores. Começando por vereadores, passando por deputados, senadores, prefeitos, governadores, presidentes, que pouco trabalham e muito ganham e nada fazem para os cidadãos, simples humanos da nação. Li na coluna social deste jornal que um deputado federal de Londrina recebeu em Brasília a medalha da ordem do Mérito da Defesa, que é uma criação do Ministério da Defesa. Muito sem entender, entendo que o nobre deputado deveria se sentir constrangido em receber tal homenagem em um momento que o país está atolado em uma gigantesca crise moral, econômica e principalmente política, a população padece, passa necessidades básicas, sem emprego, saúde, segurança, educação, totalmente abandonada pelos políticos que utilizam seus mandatos apenas por interesses próprios, para se defenderem de acusações de corrupção, desvio de condutas, etc. Vale lembrar que um deputado federal custa para os cofres públicos aproximadamente R$ 1,8 milhão/ano, e eles somam 513, e mais 81 senadores. O Brasil precisa ser repensado!
GILMAR APARECIDO CEQUEIRA (administrador de empresas) Londrina
Sercomtel: hora de vender
A nossa gloriosa Sercomtel, que um dia foi orgulho de todos os londrinenses, hoje vive praticamente na UTI. Se encontra sem condições de competir com as grandes empresas nacionais. Vê-se o município sempre tendo que fazer aporte para mantê-la, desviando dinheiro de outras áreas essenciais. Chegou o momento de repensar e por que não colocá-la à venda? Mas tem que ser uma negociação transparente, séria e honesta. Sei que essa proposta de venda deixa grande parte da população preocupada, pois quem não se lembra da venda feita no passado que rendeu muitos processos a políticos porque não se sabia o paradeiro do dinheiro? Agora, o resultado da venda tem que ter um destino certo, como segurança, educação, saúde.
SIDNEY GIROTTO (médico) Londrina
Temos de mudar tudo
Se analisarmos a situação atual do Brasil, nosso atual sistema de governo carece de mudanças. Da forma que está sendo feita, não está funcionando. Os governantes precisam se livrar dos abacaxis e focar seu tempo e esforço no crescimento e sobre isso quero apresentar minha visão em dois problemas de Londrina. No caso da Sercomtel, é muito melhor e mais eficaz a prefeitura se livrar desta empresa que, apesar de muito importante no passado, vem sangrando os cofres do município há décadas e está inserida em um mercado já bem atendido e muito competitivo. No caso da UEL, já temos em nosso país um programa que possibilita aos estudantes ingressarem em qualquer universidade pela meritocracia. Estes programas financiam e ou subsidiam os estudos em até 100%. Dependendo da capacidade financeira da família, a formação acadêmica ocorre. O custo do Estado é menor e os problemas de autonomia, remuneração por dedicação integral e o excesso de dias parados se acabam. Dessa forma, governador e prefeito, atuais e futuros, poderão se dedicar mais a suas atividades de fomentar o crescimento.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
10% dos garçons
O leitor Paulo Maurício Acquarole (Opinião, 07/06) reclama de bares e restaurantes que não mandam o valor dos 10% na conta e não aceitam o pagamento com cartão deste valor. Sem perguntar o porquê da atitude. Sugere que não se pague os 10% se não vierem expressamente inclusa na conta. Se os 10% forem inclusos na comanda, permitem ao garçom pedir na Justiça do Trabalho reflexo sobre este valor (férias, 13º, etc.), um absurdo, mas é o que tem sido a decisão dos juízes. Se inclusa na nota fiscal, o estabelecimento paga 6,2% de impostos sobre o valor e se o cliente paga com cartão são cobrados 1,75% pela operadora. Pagar ou não para o estabelecimento tanto faz, pois não é permitido a ele retirar ou descontar um só centavo e o valor é repassado integralmente aos empregados. Pagar os 10% é opcional, mas não pagando quem não recebe é o garçom.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina
Correção
Ao contrário do publicado na reportagem "Endividada, Sercomtel ainda tem de reintegrar funcionários" (Economia&Negócios), as demissões feitas em 2013 pela companhia foram sem justa causa.
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