‘Ladrão e vacilão’
Vamos falar daquele adolescente que teve carimbado em sua testa "Ladrão e vacilão". Pois bem, 17 anos, dependente químico, pobre, mora na periferia pobre e possui transtornos mentais, segundo familiares e amigos. Você ainda não mudou sua opinião sobre isso? Pois bem, o Brasil está em estado de calamidade não declarado, todos sabemos, somos roubados de cima até embaixo, legalmente e ilegalmente e, ultimamente, a sociedade anda bem calada, convenhamos. Passou a histeria ou cansamos? Bom, mas o que tem isso? A diferença é que não tatuamos na cara desses marginais engravatados pois, justamente, estão engravatados, são elegantes, têm pompa e não são aquele pobre menino vítima de uma doença chamada vício, mal vestido e, talvez, fétido que perambula pelas ruas à procura de algo que o faça aliviar aquela dor da abstinência. É fácil dizer: "Então, leva ele para casa!" ou "Nossa justiça não funciona! Olho por olho, dente por dente". Não, não levo ele para casa, pois essa responsabilidade não é só minha, é desse Estado falido, é dos pais negligentes, é da sociedade da exclusão! Mas uma coisa lhes digo, se meu filho de 17 anos fosse quimicamente dependente e roubasse um item seja lá de quem for e fizessem o que fizeram com esse adolescente, sem dúvida, os faria pagar legalmente, cada marca permanente que deixaram no meu filho. Aos Bolsonaristas dessa cidade, mais amor por favor! Olhar para dentro de casa e de si é um treino diário.
RAFAEL ANTONIO OTAVIANO (servidor público) – Londrina

Sercomtel, recupera?
A Sercomtel teria 30 dias para apresentar plano de recuperação financeira à Anatel, creio que este tempo se perdeu há muitos anos. O bonde da oportunidade passou, inclusive para venda à iniciativa privada. Empresas públicas neste país (a exemplo também da operadora Oi do mesmo segmento) servem apenas para atender políticos para cargos comissionados e altos salários, barganhar acordos espúrios e oportunizar incompetências. Aliás, no caso específico da Sercomtel, o atual presidente da companhia declarou que foi pego de surpresa e não havia informações da real situação financeira, como se balancetes periódicos não fossem publicados obrigatoriamente. Ora, parafraseando recentemente o relator Herman Benjamin, do TSE: "Somente os índios não contatados da Amazônia não sabem disto". Até quando o cidadão londrinense e a sociedade civil organizada, que deverá pagar esse prejuízo que se acumula ano após ano, permitirá que essa situação perdure? Ouvi do prefeito Marcelo Belinati, em um encontro de prefeitos da região, que para solucionar problemas têm que sempre ser otimista, e se declara o mais otimista do mundo. Otimismo é muito bom, mas competências e profissionais com habilitação são essenciais, quer seja na administração pública ou iniciativa privada.
RODOLFO PURPUR JUNIOR (administrador) - Londrina

Mato e buracos nas calçadas
Está na hora de alguém da Prefeitura de Londrina dar uma chegadinha até a Rua Bahia e verificar in loco a situação que está aquela rua de grande importância aos londrinenses e para quem se sai da cidade. As calçadas estão em péssimo estado, até oferecendo risco de algum acidente com os transeuntes, além do mato existente em todo o percurso. Outra observação: a Rua Guaporé, que serve de entrada de nossa cidade, merece uma visualidade boa em termos de cidade grande, mesmo porque nunca vi a Guaporé em bom estado de conservação (deem uma olhadinha e vejam pessoalmente). Aproveitem e solicitem aos proprietários dos imóveis dali que consertem as suas calçadas e outras coisas mais de acordo as normas municipais. Demonstrem que as autoridades de Londrina estão cumprindo com a sua obrigação de zelar e cuidar da cidade.
ADERALDO INÁCIO RIBEIRO (contabilista aposentado) – Londrina

Degradação moral
Alguém se diz espantado com a situação de degradação moral a que nossos políticos chegaram? Aqui vai uma pequena lembrança do diálogo gravado entre o então ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado: Jucá: [...] Tem que resolver essa p....Tem que mudar o governo pra poder estancar a sangria". Machado: "Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer]". Jucá: "Só o Renan [Calheiros] está contra essa p....Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, p...". Machado: "É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional".Jucá: "Com o Supremo, com tudo". Machado: "Com tudo, aí parava tudo". Jucá: "É, delimitava onde está, pronto. Mas em relação ao diálogo, amplamente divulgado, ninguém bateu panelas, poucos se manifestaram, as luzinhas dos pomposos prédios não piscaram mais... acho que a ‘indignação’ de muita gente não era exatamente a corrupção não".
ALBERTO CHAHAIRA SOBRINHO (pedagogo) - Bela Vista do Paraíso

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