O ‘arranjo’ de Gilmar Mendes
Com o excesso de protagonismo que lhe é peculiar, Gilmar Mendes aniquilou a legitimidade do TSE. O "arranjo" armado para dar sobrevida e arrastar o mandato do eticamente fragilizado presidente Michel Temer até o final de 2018, contradiz o que o próprio ministro pregava: "O TSE não é instrumento para resolver a crise política". E com o seu voto de Minerva decretou exatamente o oposto disso. Sob a velada alegação de instabilidade política advinda da cassação, ele desconsiderou provas robustas comprovando irregularidades na eleição da chapa Dilma/Temer. Todavia, essa manobra pode ter sido um tiro no pé. As gravações que estão sendo reveladas das conversas e atitudes nada republicanas do presidente Temer, com interlocutores envolvidos em falcatruas, são gravíssimas e demasiadamente nefastas ao decoro do cargo. É inadmissível a instituição Presidência da República comportar escândalos dessa magnitude. O constrangimento para os brasileiros é de incomensurável desonra e perplexidade. Nos países sérios e de governança honesta isso é motivo de renúncia imediata e pedido de desculpas. No Brasil de outros tempos, quando nossos governantes ainda tinham caráter e vergonha na cara, já foi causa de suicídio. E o mais grave está por vir. Delações bombásticas estão previstas para brevemente. Aí sim é que a instabilidade política deve recrudescer. Temer, totalmente abatido pela imoralidade, está perdendo apoio da sociedade e se dedica mais em se defender do que em governar. A cassação da chapa corrigiria a outra vergonhosa arrumação que Renan Calheiros e o ministro Ricardo Lewandowski fizeram para livrar Dilma da perda dos direitos políticos. Aplicando-se os dispositivos constitucionais, soluções existem para um mandato tampão mais dignificado. Era só fazer justiça.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Novo arcebispo
Temos a notícia de que nosso novo arcebispo é dom Geremias Steinmetz. Que Deus o abençoe e dê, como aos discípulos de Emaús, a alegria de anunciar o Evangelho a toda a Arquidiocese de Londrina neste momento de Santas Missões Populares para uma ação evangelizadora na força renovadora do Espírito Santo e o amor de mãe de Nossa Senhora Aparecida. Seja bem-vindo às missões.
DAILTON MARTINS (missionário da Capela São José Marello) – Londrina

IPTU
Os membros da comissão que participaram da reavaliação da Planta Genérica de Valores dos imóveis em Londrina consideram que o valor venal deverá sofrer correção, com a alegação que desde 2001 não ocorre atualização destes dados. Será que esqueceram que os imóveis têm apresentado desvalorização em função do cenário político e financeiro que o país atravessa? Será que esqueceram também que, durante todos estes anos, o valor do IPTU foi corrigido pela inflação, sempre atualizado monetariamente? Ao insistirem neste disparate, haverá mais justiça se estornarem a inflação aplicada na correção do imposto, devolvendo o valor aos contribuintes. Destarte, apliquem a correção na planta. Não bastasse a população ser taxada em aproximadamente 38% entre impostos de todos os tipos, agora mais esse desvario. A tendência é a inadimplência na prefeitura, que aumentou com a crise, crescer ainda mais e a arrecadação ao invés de aumentar tem previsão de diminuir. Busquem outras formas de arrecadar! Sem, entretanto, arrancar o couro dos contribuintes cumpridores de suas obrigações.
ROBERTO ANTONIO DE CARVALHO (aposentado) – Londrina

Planta de Valores
A respeito da carta de Theophilo P. Coutinho Gomes (Opinião, 13/06) sobre a revisão da Planta Genérica de Valores, esclareço que ela se faz necessária para que se corrija distorções históricas e se pratique justiça fiscal. Como a Planta de Valores não é revista há 16 anos (desde 2001), criou-se enormes distorções como imóveis pagando mais do que deveria e muitas vezes também o contrário. Cabe esclarecer ainda que sequer existe projeto de lei pronto, o que a equipe técnica da prefeitura fez foi, num amplo estudo, analisar o Valor Venal (aquele que vai no carnê do IPTU) dos imóveis e compará-los aos valores praticados pelo mercado imobiliário - valor real de venda dos imóveis. Ainda assim colocando redutores o que projetou o valor venal a algo aproximado a 60%/70% do valor real de venda dos imóveis da cidade. Agora serão analisadas outras questões até a conclusão da formatação do projeto de lei.
MARCELO BELINATI MARTINS (prefeito de Londrina)

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