OPINIÃO DO LEITOR
Eleitor arrependa-se; você é o único culpado!
O PSDB, ao sair derrotado nas eleições de 2014, resolveu entrar com uma ação no TSE com o objetivo da cassar a chapa vencedora (Dilma/Temer). O tempo passou e nos provou que tanto os candidatos Dilma/Temer como Aécio/Aloysio receberam dinheiro ilícito para financiar suas respectivas campanhas. Dilma Rousseff enganou 51 milhões e o Aécio Neves enganou 48 milhões de eleitores. Através do brilhante voto do eminente ministro Herman Benjamim (uma das maiores autoridades jurídicas do mundo!), abriu-se o pano dos bastidores do nosso sistema político/eleitoral e, com apurada técnica jurisdicional, julgou procedente a demanda e cassou corretamente a chapa Dilma-Temer. O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, enxergou que, apesar das relevantes provas de abuso de poder econômico nas eleições de 2014, a destituição de uma chapa eleita pelo sufrágio universal para o cargo de chefe do Poder Executivo seria, nessa altura dos acontecimentos, mais nocivo do que benéfico para a nação. Em voto de Minerva, ele absolveu todos através da difícil escolha entre a lei (cassar a chapa) e a justiça (o voto popular, ainda que equivocado, é soberano!). Aos eleitores brasileiros, que estão indignados com o Poder Judiciário, cabe aqui a seguinte fábula de Esopo: "Os carvalhos acusavam Zeus: De que adiantou nos dar a vida? Estamos muito mais expostos a morrer sob o machado do que as outras árvores. Zeus disse então: "Vocês mesmos são os responsáveis por sua desgraça: se não produzissem os cabos do machado e não fossem úteis aos carpinteiros nem aos camponeses, não seriam abatidos. Insensato! Não acuses os deuses pelos males por que és responsável".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) Londrina
Tarifa da Sanepar
É admirável para não falar desprezível a coragem da Sanepar em querer subestimar a inteligência dos paranaenses no que tange à mudança na cobrança da tarifa de água, além do aumento de 8,53%. É incrível a Sanepar tentar passar para os paranaenses uma justiça social na cobrança de tarifa, a empresa faz um corte de 50% do consumo mínimo de água, porém a tarifa cai apenas 10%? Isso é justiça? O que é injustiça, então? Antes da mudança, a tarifa residencial era de pelo menos R$ 33,74 por mês, com um consumo de 10 metros cúbicos de água (para o bem de verdade, muitos que não consumiam o mínimo pagavam este valor). Com a mudança, a partir de junho do corrente, o valor mínimo "cairá" para R$ 32,90 e virá acompanhado do novo volume mínimo de 5 metros cúbicos. Então, tínhamos e teremos: 10m cúbicos = R$ 33,74 e 5m cúbicos = R$ 32,90, impossível ver um benefício para o cidadão paranaense na mudança no preço da tarifa. O triste é ouvir o discurso da Sanepar que está investindo nisso e naquilo. Seria muito mais sensato a Sanepar dizer os investimentos dos paranaenses, pois pagamos e muito bem para recebermos tais serviços e é claro que proporcionalmente pagamos muito e recebemos pouco. Em tempos de preservação dos recursos hídricos, a Sanepar prega um discurso que vai de encontro ao mesmo, pena que é apenas discurso, porque a prática está muito longe da teoria. Sei que infelizmente é pedir muito para que esta empresa pratique um pouco do que prega, começando pela cobrança de uma tarifa justa que vá de encontro aos anseios dos paranaenses, não cobrando uma tarifa que onere ainda mais o orçamento do já combalido povo paranaense.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor) - Londrina
Bom exemplo
Em época de crise, Estados inteiros em débito com servidores e fornecedores, Rolândia é um oásis de boa gestão. O prefeito Doutor Francisconi tomou medidas de contenção de despesas e foi a primeira cidade do Brasil que pagou a primeira parcela do 13º salário ao funcionalismo público, na semana passada. Com essa medida, dá para trabalhar melhor o caixa e investir em obras e intervenções na cidade. Rolândia dá um bom exemplo de gestão, sem politicagem e com profissionalismo.
ANDRÉ GASPAR (professor) Rolândia
Tatuagem nos políticos
Esses rapazes que tatuaram "Eu sou ladrão e vacilão" na testa de um adolescente poderiam exercer o mesmo trabalho nos nossos políticos, principalmente, de Brasília. Tenho a mais plena e absoluta certeza que mesmo trabalhando 24 horas ininterruptas durante os 365 dias do ano eles não conseguiriam dar conta de todo serviço.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
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