OPINIÃO DO LEITOR
Delação premiada da JBS
Causa profunda estranheza que alguém possa defender os irmãos Batista e seus injustos privilégios. Mais ainda quando se fala que o financiamento de R$ 8 bilhões foi lícito, quando é público e notório que eles distribuíram propina para todos os lados a políticos de quase todos os partidos, corrompendo a valer e rapinando o BNDES e o Tesouro Nacional sem dó nem piedade. Para ganhar dinheiro, essas aves de rapina arrastaram as asas na lama. Quanto a Hitler, ele conseguiu denúncia de pais para filhos e vice-versa ameaçando, torturando e praticando atos os mais nefastos e conhecidos de todo mundo, não foi com delação premiada. Não se pode agora aceitar, de boca calada, que esses infratores da JBS, recebam R$ 8 bilhões de financiamentos ilícitos e paguem uma quantia irrisória de R$ 200 milhões para o Estado, alegando que estão beneficiando a nossa pobre e combalida sociedade. O povo brasileiro não tem inveja de quem é rico, pelo contrário, quanto mais gente rica neste País será melhor para todos. Mais empregos, mais renda, mais impostos, mais capital para as necessidades do País. O que não se pode admitir é que fiquem ricos às custas de roubos e falcatruas. A Lava Jato está fazendo um trabalho exemplar e merece o apoio de toda a sociedade, pois o Brasil precisa mudar e transformar-se em um país com mais igualdade e distribuição de renda justa e séria. A notícia de que o Brasil é um dos países com o maior índice de criminalidade revela que os privilégios da elite devem acabar para que todos tenham oportunidade. Então, não é caso de inveja, mas sim caso de direito, de igualdade de oportunidades, de fraternidade, de Justiça, afinal somos todos irmãos.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) Londrina
Judiciário é poder?
Dispõe o artigo 2º da Constituição Federal de 1988: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário". Poderíamos nos alongar numa retórica sobre esse tema, mas não vou fazê-lo por uma questão muito simples que salta aos olhos de todos, mormente nos dias que passam. Que poder é esse (o da alta Corte, vez que de instâncias inferiores não incomodam) que se diz independente, cujo seus membros são apontados por dedos de outro poder? Analisem o que foi feito no mensalão e agora o que está ocorrendo no Tribunal Superior Eleitoral no caso Dilma-Temer. Senhores deputados federais, que representam o nosso povo no âmbito da União, pelo amor de Deus, alterem a lei para que os ditos julgadores de tribunais elevados só possam alçar o trono por meio de eleições e ainda com tempo limitado de mandato. Enquanto isso não ocorrer, o Judiciário de peso, infelizmente, não passará de um apêndice nas mãos de quem realmente manda neste país.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Vale Cultura: só na promessa
Apenas esclarecendo ao sr. Célio Borba (Opinião, 08/06): quando o Vale Cultura foi lançado, um deputado estadual do PT veio a Londrina, durante uma Conferência do Conselho Municipal de Cultura, e deu a notícia de que todos os aposentados e pensionistas do INSS receberiam o valor de R$ 50, mensalmente, do Vale Cultura, através de um cartão magnético específico que seria encaminhado para todos. Na época, eu participava ativamente do Conselho e presenciei esta declaração, feita, se não me engano, no Teatro Zaqueu de Melo. Nome do deputado: Angelo Vanhoni. Até hoje estou aguardando que chegue o tal cartão do Vale Cultura.
NINA CARDOSO (psicóloga aposentada) Londrina
A natureza pede socorro
Em um momento que a natureza está pedindo para que os seres humanos a protejam justo no mês em que é comemorado o "Dia Mundial da Ecologia e do Meio Ambiente" (05/06), querem a reduzir a área ambiental que cruza 12 cidades do Paraná e abriga uma formação geológica de 400 milhões de anos. Com isso, atividades de agricultura, pecuária e mineração poderiam ser mais desenvolvidas nestas cidades claro que, em detrimento de milhões de anos de criação da natureza e que trará graves consequências ao ecossistema. Quem pode salvar a natureza? Nós com pequenos gestos que são fáceis de falar e difícil de fazer: plantar árvores, preservar a natureza, jogar o lixo no lugar certo, separar reciclados, arrumar os canos de escape dos automóveis, diminuir a emissão de gases lançados na atmosfera pelas indústrias e casas, não usar aerosol, evitar queimadas, colocar paver nas calçadas e se conscientizar que se nada fizermos as catástrofes atmosféricas aumentarão em um curto período de tempo
LUCIMEIRE GASPARIN MARTINS (comerciante) Londrina
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