OPINIÃO DO LEITOR
Festas juninas
O tempo passa, a tecnologia avança e o mundo está em constante mutação. Porém, as tão esperadas festas juninas perduram evocando um passado não tão distante. Pipocas, quentão, amendoins, comidas, músicas, danças e trajes típicos evocam o bom caipira temente a Deus, homens e mulheres que amam o campo, a natureza, a família, a vida em comunidade; gente que alimenta e si mesma e toda cidade. Junho é tempo de memória e diversão em torno de Santo Antônio, São Pedro e São João, mas também tempo de reflexão e gratidão pelos trabalhadores do campo e por toda produção que alimenta a população. Sobretudo escolas e igrejas deveriam aproveitar a oportunidade para resgatar princípios e valores que permearam a vida de quem vivia na roça, tais como a simplicidade, a humildade, a gratidão, a partilha, a reciprocidade e tantos outros, muitos dos quais perderam espaço com a ascensão da vida urbana e até são desconhecidos por boa parte das novas gerações. Bem-vindas as festas juninas, oásis em meio à estressante rotina da cidade grande, que sem glamour acolhem a todos indistintamente e não debocham, mas valorizam o caipira, relembram os velhos tempos com saudade, remetem à gratidão, promovem a verdadeira alegria, aproximam as pessoas, favorecem a amizade e estreitam laços.
ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS (padre) Londrina
Cara de pau
Ao comentar a prisão do ex-deputado Henrique E. Alves (PMDB-RN), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que há um excesso de prisões preventivas no Brasil. É muita insolência, principalmente partindo de quem comanda uma casa legislativa atolada no lamaçal da corrupção e está rodeado de parlamentares envolvidos até o pescoço em crimes lesa-pátria. É óbvio que essa atitude faz parte de uma estratégia de autodefesa, orquestrada pelos próprios, incluindo o presidente da República, na tentativa de atacar o brilhante trabalho da Operação Lava Jato. Está muito evidente o desespero desse pessoal com relação ao aprofundamento das investigações. Com tal declaração, Rodrigo Maia mostra que está descolado da realidade. Pelos anseios dos brasileiros do bem, muitos mais agentes públicos deveriam estar na cadeia, ainda que preventivamente, porque têm folha corrida recheada de práticas criminosas e não param de delinquir. Esses embusteiros continuam desafiando a Justiça, mesmo com as investigações em curso. E as provas da ousadia estão bem claras: deputado transportando mala com dinheiro fruto de propina, presidente da República recebendo trapaceiro no palácio e senador flagrado em gravação pedindo dinheiro ao mesmo empresário impostor. Confiam e abusam do indecente foro privilegiado, que historicamente os têm deixado impunes. Réus e denunciados como José Dirceu, Paulo Bernardo e Eike Batista ganharam a liberdade injustamente. Soltos oferecem riscos porque podem continuar em práticas delituosas, como já aconteceu com o próprio Dirceu. Essas injustas e odiosas solturas, que nos causam tanta indignação, somente são possíveis graças a decisões inconfessáveis, próprias dos Gilmares, Lewandowskis e Toffolis da vida.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Gilmar Mendes, qual é a sua?
Nesse processo de cassação da chapa Dilma-Temer, cabe a seguinte indagação: o ministro Gilmar Mendes atua (atuou) como presidente do TSE ou como advogado do Michel Temer?
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Compras Londrina
A respeito da carta do leitor Ildo Y. Marubayashi (Opinião, 08/06), sobre o programa Compras Londrina, cabe esclarecer que nem todas as empresas que hoje vendem para a Prefeitura de Londrina e que são de fora, trabalham exclusivamente com o poder público. O Compras Londrina vem para valorizar o empreendedor local, que terá um cliente em potencial: a prefeitura e demais órgãos governamentais. A prefeitura e as entidades darão ao empreendedor londrinense o suporte necessário para que se qualifique aos certames públicos, tanto locais quanto de fora da cidade. Assim, as empresas locais terão mais clientes, aumentarão suas receitas, gerando mais emprego e renda. Todos ganham: a cidade, com a circulação de mais recursos; os empresários que ampliam seus lucros e geram mais emprego e renda; e a população já que com a melhora da economia a prefeitura arrecada mais e reverterá esses recursos na qualificação e melhoria dos serviços públicos. É um círculo virtuoso que já é aplicado em outras cidades com muito sucesso. A meta de Londrina é sair dos atuais 16% de fornecedores locais para a prefeitura e chegar a 80%.
NADO RIBEIRETE (presidente da Codel) Londrina
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