OPINIÃO DO LEITOR
Otimismo
Estamos numa fase difícil da vida nacional. A tristeza toma conta das pessoas levadas pela crise econômica que fecha empresas e empurra milhares para a grande lista de desempregados. A descrença do povo na classe política é grande, ninguém confia em ninguém e um clima pesado toma conta de muitos ambientes. Nota-se no semblante das pessoas um sentimento de angústia e sofrimento. Muitos não veem saída; outros pensam em deixar o país enquanto se agarram em pequenos bicos para sobreviver; poucos conseguem vislumbrar uma luz no fim do túnel, uma esperança onde se apegar. Nunca precisamos tanto de otimismo como agora, mas poucos sabem que otimismo também se aprende e se ensina. O que é otimismo? Otimismo é conseguir ver além do momento presente. É enxergar a cura na dor de uma cirurgia. É ver a casa renovada durante o desconforto da reforma. É ver um corpo sarado no suor da malhação. É sentir uma nova vida na dor do parto. É vislumbrar um céu mais azul e um sol mais brilhante durante a tempestade assustadora. É vislumbrar uma bela paisagem do alto da montanha durante os desafios e perigos da escalada. É ver na crise atual uma necessidade que mais cedo ou mais tarde teríamos que enfrentar, embora ela esteja nos maltratando também está passando o Brasil a limpo. Se tivermos a sabedoria de enxergar alguns anos à frente, vamos contemplar um país grandioso, próspero, justo e generoso para com seus filhos e a todos aqueles que aqui chegarem tangidos por guerras ou outras calamidades. Não se assustem, somos muito mais fortes do que pensamos e mais inteligentes do que julgam aqueles que nos subestimam. Daqui para frente, vamos estar vigilantes e jamais permitir que se repita a calamidade que estamos vivendo. Que Deus nos ajude.SILVERIO DA SILVA (aposentado) - Londrina
Luta e patriotismo
Chegamos à conclusão de que não se trata de exibicionismo ou de querer aparecer. Este nosso espaço dentro da FOLHA, que já denominei como "Nosso gostoso cantinho", também serve para massagear nosso ego. Todavia, nosso "escrever" não se resume nisto. É um pouquinho de luta e patriotismo que podemos trazer nestes dias tão conturbados. A corrupção, o roubo autorizado e a falta de vergonha que estão tão enraizados fazem que cheguemos a duvidar se a luta não é inglória. Chegamos até a pensar que "a vaca foi pro brejo". Porém, existe o ditado: "A esperança é a última que morre". Ainda acreditamos na juventude deste nosso Brasil. Os caras pintadas farão prevalecer o bom senso com sua presença maciça. Com 87 anos, não tenho mais pique para sair às ruas, mas com meus artigos quero incentivar os jovens para que não entreguem o Brasil para esses vendilhões. Nos meus trinta e poucos anos, tudo era diferente. Não tinha sol nem chuva que barrasse nosso lutar por um Brasil grande. Na década de 50, com meus companheiros de jornada, saíamos de madrugada para colar propaganda do Juscelino. Com Teixeira Lott não foi diferente, o Janio ganhou no Brasil, mas perdeu pra nós em Monte Alegre. Hoje, com idade avançada, quero apenas incentivar os jovens, no sentido de que vale a pena lutar por um país justo, fraterno e transparente. O Brasil de hoje pertence a vocês jovens e suas destemidas lutas não serão em vão. As futuras gerações por certo agradecerão.WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador aposentado) - Londrina
Acabou o papel...
...limpa com jornal". Esse era o título de notas do Informe Folha (Política, 06/06). O motivo que justifica a falta de papel higiênico na Assembleia Legislativa é em função do excesso de decisões erradas dos deputados (infelizmente não posso usar o termo mais adequado). Sugiro que "os nobres e capacitados parlamentares", exceto uns dois ou três que usam papel higiênico na quantidade normal, deliberem para que a quantidade desse produto que tem a eficácia da limpeza seja dobrada na próxima licitação.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Vender para a prefeitura
O programa Compra Londrina será lançado pela Prefeitura neste mês para aumentar a participação de empresas locais nos processos de licitação pública (Política, 06/06). 86% das empresas, além de ser de fora da cidade, trabalham exclusivamente com o poder público. Se não venderem para Londrina, vão para Maringá, Curitiba, etc. Sua estrutura física, de custos e modus operandi garantem o menor custo. Uma empresa em seu cotidiano vende 100. É quase impossível, mas suponhamos que ganhe a licitação da prefeitura e passe a vender 200. Para tanto, contrata funcionários, compra máquinas para se adequar. Em suma, aumenta seus custos. A princípio compensa. Mas daqui a um ano o contrato vence e há nova licitação que perde. O que fará com os empregados que contratou e com os investimentos que fez?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) - Londrina
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