OPINIÃO DO LEITOR
Politicagem
Brasil, país abençoado por Deus, com um subsolo de riquezas minerais invejáveis, uma indústria forte, água em abundância, agricultura de clima excepcional, onde é possível ter duas safras anuais, composto por um povo cuja mistura de raças resultou num povo trabalhador, onde num tom de brincadeira foi dito pelo papa Francisco: "O papa é argentino, mas Deus é brasileiro", resumindo assim nosso país, pelas benevolências ganhas de Deus, o criador. Mas, por que essa nação é sempre um país do futuro? Tenho certeza absoluta que Deus nos presenteou com esse Brasil. Por outro lado, nossa classe política, que faz de seu cargo profissão hereditária e meio de vida, perdeu a noção de administração para o povo, direcionando grande parte dos recursos de infraestrutura para benefício próprio, deixando esqueletos inacabados e ou obras superfaturadas, tudo em conluio com empreiteiras consideradas, até então, intocáveis. Um desastre que todos sabiam, mas ignoravam pelo bem maior do crescimento e desenvolvimento. Precisou um juiz federal de 1ª instância com um grupo do MPF, da "república de Curitiba", escancarar para o Brasil e o mundo os roubos do erário público praticados pelos políticos, hoje denunciados e alguns presos. E nisso está toda cúpula do país, desde o presidente, grande parte do Congresso e toda a hierarquia até chegarmos aos municípios. Por mais dura que sejam as ações da Justiça, não se deve abrir exceções: o corte na carne é inevitável. Neste momento, a nação necessita e precisa desta medida para moralização e recuperação do crescimento e da confiança, pois sacrifícios novamente estão sendo repassados ao povo trabalhador sem nenhuma correspondência de reciprocidade da classe política e seus assessores, que continuam com seus soldos e mordomias de primeiro mundo preservados em detrimento do povo que continua pagando por erros de outrem. Cadê o exemplo do pai de família num momento de crise?
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) Itambaracá
Gorjeta
Os bares e restaurantes passaram a não querer receber os 10% da taxa de serviços junto com a conta, a famosa gorjeta. Tudo estava funcionando bem e agora é um problema do cliente: o valor não vem na comanda da conta e não se pode pagar com cartão essa despesa mundialmente conhecida e há décadas cobrada junto com a fatura, uma chatice. Minha sugestão como frequentador semanal de restaurante e bares é a seguinte: só pagar a taxa de 10% se ela vier expressamente inclusa na conta, independentemente da forma de pagamento exigir o cupom fiscal das despesas. O problema do segmento alimentação vai ficar com eles. Vamos melhorar a arrecadação de impostos dos comerciantes do segmento e fazer com que os prestadores de serviço dessa área também assumam sua parte do imposto de renda e INSS.
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
Vamos rir
Aqui no Brasil, todos são iguais perante a lei (hahaha). Para ingressar no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, o indicado tem que apresentar notório saber jurídico (hahaha). "Eu não sabia" e "não há viva alma mais honesta do que eu neste país" (hahaha). "Brasil, um país de todos" (hahaha). Basta!
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
De Londrina para o Vaticano
O padre Alexandre Awi de Mello, que trabalhou em Londrina durante muitos anos atuando no Movimento de Schoenstatt e também como professor da PUC, agora tem uma nova missão: ele foi nomeado pelo papa Francisco como secretário do recém-criado Dicastério para Leigos, Família e Vida. Hoje, o padre Alexandre trabalha em São Paulo e, além de integrar o governo do movimento, finaliza o doutorado nos EUA, tratando da espiritualidade mariana latino-americana. Para nós, o padre Alexandre é muito bem quisto. Não apenas porque tem uma inteligência fora do comum (ele domina o inglês, o alemão, o francês e o espanhol), mas também porque é de uma sabedoria divina. O primeiro contato dele com o então cardeal Bergóglio foi em 2007, no Brasil, por ocasião do encontro dos bispos em Aparecida. Anos mais tarde, foi escolhido pelo já papa Francisco para ser secretário particular durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, no Rio de Janeiro. Entre tantos livros publicados, o padre Alexandre é autor de "Ela é minha mãe", livro em que narra os encontros do papa Francisco com Maria. Agora, toda a competência sacerdotal do padre Alexandre servirá no cuidado dos leigos, da família e da vida. Tive a oportunidade de dividir essa sabedoria com o padre Alexandre na docência da PUC, percebendo nele o zelo e a dedicação às coisas de Deus. Além disso, viajamos juntos em peregrinação à Israel (Terra Santa) e também à Schoenstatt, sede do movimento ao qual pertence. Que Deus o abençoe nesta nova jornada!
CARLOS ALBERTO BRAILE (professor universitário) Londrina
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