OPINIÃO DO LEITOR
Cracolândia londrinense
Para os que pensam que apenas grandes metrópoles enfrentam locais da cidade dominados pelas drogas, aqui vai uma informação: Londrina está no mapa da cracolândia. Muito mais perto que imagina-se, um dos pontos de droga na nossa cidade está a uma quadra da Avenida Higienópolis, ao lado do Colégio Anchieta, numa pracinha da Rua Humaitá, quase esquina com a Rua Montese. É ali que todos os finais de semana, há mais de 2 anos, todo tipo de gente se encontra para usar drogas, beber, traficar e ouvir música tão alta que não deixa a vizinhança dormir. Como se não bastasse, nesse mesmo local já houve assalto, acidente de carros e motos, brigas e, na madrugada de sábado (03/06), houve até tiroteio. Os vizinhos já cansaram de ligar para a polícia exigindo que exerça seu poder de proteger a cidade e evitar crimes, mas nada acontece. A cada final de semana a situação piora e o movimento de bandidos só aumenta na pracinha da Rua Humaitá, que fica igual a um chiqueiro quando o dia amanhece. Fico me perguntando o que precisará acontecer para que tomem uma atitude, a morte de alguém, talvez.
NATHÁLIA GUIMARÃES TEIXEIRA (administradora) Londrina
Ensino superior em decadência
Em 2012, a FOLHA publicou o artigo "Sinal vermelho no ensino público" (Espaço Aberto, 29/08), de minha autoria, e de lá para cá só piorou, no meu caso, a única mudança foi que me afastei da docência. Ao governo, não interessa melhorar ou é incompetente e os grupos estrangeiros que estão assumindo o ensino vão levar o ensino superior à falência. Os interesses são meramente econômicos e nada pedagógicos, ainda contam com a ineficiência do MEC e pseudo avaliações nas instituições. Misturar o ensino presencial com o ensino a distância é uma falácia. O perfil dos acadêmicos é diferente. Em sã consciência, você acha que a maioria dos alunos brasileiros está preparado para o estudo a distancia? Trabalhei com ambos e sei que a qualidade difere muito.
ADALBERTO BRANDALIZE (professor) Londrina
Impeachment já!
Apesar dos problemas que o impeachment causará ao país, ele ainda será a melhor solução. Não podemos deixar a direção do nosso país nas mãos de um presidente investigado por corrupção passiva, organização criminosa, obstrução da justiça e o que ainda é pior: um presidente mentiroso que fala as maiores mentiras como se fossem as maiores verdades. Usa e abusa do poder, distribuindo cargos aos partidos da base governista com o objetivo de salvar a própria pele. Nomeia ministro da Justiça que já fala em mudanças no comando da Polícia Federal, o que seria péssimo para o Brasil e ótimo para todos os políticos corruptos, certo Temer? Fora Temer! Ruim com você, pior com você.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Obsolescência programada
Boa parte dos consumidores sabe que hoje a maioria dos produtos, principalmente os eletrônicos, são programados para se tornarem obsoletos a curto prazo, o que as indústrias chamam esta prática de Obsolescência programada. As indústrias deliberadamente reduzem a vida útil do produto para aumentar desenfreadamente o consumo. Na maioria das vezes, já compramos o produto com validade mais curta do que imaginamos e, muitas vezes, esses produtos após danificados não têm conserto ou se torna muito caro para realizar o reparo, o que torna inviável e descartamos os mesmos. De um lado, esse apelo para o consumismo é positivo, pois a economia não para de crescer. Por outro lado, nós consumidores somos a parte negativa. Pagamos o pato por um produto que dura pouco, ficamos insatisfeitos e temos que arcar com a sua reposição, gerando mais custos em nosso orçamento. O que fazer? Simples: exercer o nosso direito de consumidor. Ir para cima do fabricante ou responsável pela venda, em primeiro lugar. Entre no site, reclame com setor adequado, envie fotos do produto estragado, registre a sua insatisfação, cobre urgência na reclamação e aguarde o retorno. Caso demorem para responder, insista na solução e dependendo, faça ameaças em relação ao Procon, que é um instrumento poderoso para esses casos. Tive experiência em duas situações, ambas concluídas com sucesso, trocaram rapidamente o meu produto danificado antes do tempo. Um desgaste natural de um determinado produto é normal, mas sermos trouxas de uma prática desonesta por parte de uma parcela de fabricantes, isso é inadmissível. Temos que exercer esse direito, uma vez que não podemos contar com uma fiscalização rigorosa deste nosso governo falido.
WANDERLEY RODRIGUES DO LAGO (consultor de negócios) Londrina
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