Dois tipos de Justiça
Não obstante o artigo 5º da Constituição Federal preconizar que todos são iguais perante a lei sem qualquer distinção, lamentavelmente na prática isso não ocorre. O Judiciário é um leão contra os pequenos e contra os débeis, mas um cordeiro contra os ricos e abastados. Há uma injustiça total. A desigualdade é descomunal. Basta citar o caso de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro que, juntamente com seu marido, desviou uma montanha incomensurável de dinheiro público e com isso aniquilou os sonhos de centenas e milhares de pessoas necessitadas que se multiplicam nas portas dos hospitais sem recursos e sem atendimentos médico-hospitalares, sem falar ainda na falta de segurança pública, educação e tudo o mais que brota ainda hoje em consequência da descarada roubalheira de dinheiro público praticada pelos dois. Vale ressaltar que, enquanto o ladrão comum age contra vítima certa e determinada, o corrupto que também é ladrão age contra vítimas incertas e indeterminadas que compõem toda uma incontável coletividade. O fato de essa senhora ter sido beneficiada com prisão domiciliar é de se indagar e os direitos de todas as outras mulheres encarceradas nos presídios, que se encontram na mesma situação dela com filho menor como fica? Terão porventura o mesmo benefício? O mesmo tratamento? Claro que não. É por isso que as cadeias estão superlotadas de detentos pobres e com exceção da Operação Lava Jato, de Curitiba, não há ricos presos e se houver dá para contar nos dedos tão restrito seu número. O rico raramente é punido no Brasil, só o pobre recebe dura punição. Enquanto isso, ao rico sempre há incontáveis benesses a lhe socorrer sem demora. Se não quase de pronto, imediatamente.
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) - Ibiporã

O que é delação premiada?
É preciso analisar com cautela e segurança e o custo-benefício para a sociedade, quando se tem em conta o instituto da delação premiada. Por um lado, a sociedade abre mão de castigar o delator, ou reduzir a sua pena, mas por outro se beneficia conhecendo os meandros do crime praticado pelos infratores, tais como os detalhes, de toda a organização, bem como os chefes do movimento deletério. Tudo para acabar com a sangria aos cofres públicos que é a corrupção e seus efeitos maléficos. Assim, é preciso perder um pouco a punição dos delatores para ganhar a guerra travada pelas forças do bem (do Estado), alcançando também os chefões do crime organizado. Entretanto, é preciso examinar com muito cuidado o seguinte: quanto se pode perder? Se a troca foi justa, proposta por exemplo, na delação dos irmãos Batista da JBS? Quem pode decidir o que é justo nessa troca? Se o Ministério Público pode atuar sozinho, sem prévio conhecimento do Poder Judiciário? Nesse escandaloso caso da JBS, entendo que todo o STF deve participar e ter conhecimento dos fatos.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) – Londrina

‘Amigos’
Dizem que quem tem um amigo, tem um tesouro, ótimo! Todo cidadão deve preservar a natureza, amar os animais, afinal, não são os melhores amigos dos homens? Exite terapia melhor para os idosos, crianças e a família? Nada exigem além do cuidado, amor e carinho? Entretanto, devemos protegê-los, não atropelá-los à própria sorte. O poder público deveria dar mais condições, apoio, para as ONGs, verdadeiros heróis que cuidam e dedicam-se a melhorar a vida dos animais, inclusive, promovendo feirões para dar-lhes um novo lar. Parabéns!
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

Zé Dirceu, Lula e impunidade
A média da expectativa de vida do brasileiro é 75 anos. A progressão de pena, se houver no caso de Zé Dirceu, é cumprir 1/6 da pena. Com 71 anos de idade, condenado a 24 anos em regime fechado, Dirceu ganharia progressão de pena após 4 anos. Ou seja, morreria na prisão. Com tudo que o envolve, alguém duvida que sua condenação seja diferente de morrer na prisão? Pois é, estes fatos tornam o habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal a José Dirceu mais absurdo ainda. Marisa Letícia Lula da Silva morreu e o processo contra ela se extinguiu. E, do jeito que caminham as coisas, Lula, se culpado, e José Dirceu morrerão sem pagar pelas milhares de vidas que a corrupção tirou quando faltaram hospitais, remédios, estradas e segurança.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor)- Londrina

mockup