Cenas dos próximos capítulos
Todo mundo sabe que todo mundo sabe do que todo mundo sabe: o presidente Michel Temer não tem mais condições políticas de governar o país com base na ordem institucional nem de realizar as reformas legislativas necessárias ao progresso nacional. Como a sua renúncia está fora de cogitação, por implicar reconhecimento de culpa, a melhor saída para ele seria aguardar a decisão do ministro Herman Benjamim no próximo dia 6, cujo voto condutor perante o Tribunal Superior Eleitoral indica, salvo melhor juízo, a cassação da chapa de Dilma/Temer de 2014. Nessa perspectiva, o presidente da Câmara Federal teria 30 dias para convocar eleições indiretas, cuja decisão final pelo substituto seria da competência exclusiva do Congresso Nacional (parágrafo 1 do artigo 81 da CF/1988). Todavia, a decisão do TSE é passível de recurso para o STF, haja vista que uma das suas consequências é a perda, por oito anos, dos direitos políticos dos condenados. Resta, portanto, combinar com a ex-presidente Dilma Rousseff e com o presidente Michel Temer uma resignação jurídica, a fim de que não promovam recursos meramente protelatórios para o bem geral da nação (Brasil – um país do futuro!). Ao presidente da República fica a seguinte lição proverbial: "À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta!".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina

Democracia tem limites!
O ato de reivindicar faz parte da democracia. Sair às ruas para protestar, também. Tirar o direito de ir e vir do cidadão, destruir patrimônio público e privado, não. No ato realizado em Brasília, coordenado e apoiado pelo PT, pró-impeachment do Temer, tivemos queima do patrimônio púbico e pessoas feridas. Esse ato contou com a tropa de choque do Lula, o mais interessado na queda do Temer. Lá estiveram também os black blocks. Como de praxe, o PT por intermédio do ex-ministro de Lula Gilberto Carvalho atribuiu a destruição e queima do patrimônio público aos black blocks. Nessa manifestação houve algum excesso da polícia, mas nada comparado aos excessos dos manifestantes. Entretanto, mais uma vez parte da imprensa destaca mais os atos da polícia do que os atos dos manifestantes. Esse posicionamento de parte da imprensa estimula e incentiva as ações dos manifestantes e tira a força da polícia que é responsável pela nossa segurança.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

Redução de zonas eleitorais
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fixou critérios para a extinção de zonas eleitorais. Entidades ligadas à Justiça Eleitoral querem a suspensão da norma. Estudam medidas judiciais que possam ser tomadas. Acredito que se dá para extinguir é porque lá atrás, em época de vacas gordas, criaram zonas eleitorais desnecessárias por comodidade e porque quem paga o faz com dinheiro que não lhe pertence. A sociedade brasileira, em luta inglória, vem tentando diminuir o número de senadores, deputados, vereadores e suas verbas de gabinete extra salário. Estas medidas podem sobrecarregar políticos e a população pode ser prejudicada na falta de medidas em seu benefício, mas quem já teve de economizar sabe do sacrifício que é necessário. Por que juízes e promotores querem dificultar a implantação de medidas de contenção de gastos?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Qualidade das novelas
Infelizmente, no Brasil as nossas novelas perderam o bom senso há muito tempo. Elas perderam o bom gosto da teledramaturgia. Grandes novelas do passado que transmitiam alguma lição para população, hoje em dia não sabem como atrair o telespectador. Caiu o nível delas na televisão. Nossos autores de TV apelam para sacanagem usando cenas de lascívia, luxúria, lubricidade e quase sexo explícito e com isso deformam o caráter dos cidadãos brasileiros. Creio que nenhum pai de família está de acordo com o que acontece nas novelas. A família brasileira precisa ser respeitada. Nós, chefes de família, precisamos dar um basta nessa situação. Precisamos cobrar das autoridades que fiscalizem os canais de televisão diante desse absurdo.
BRUNO DA CUNHA CORREIA DE ARAUJO (jornalista) – Cambé

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