OPINIÃO DO LEITOR
Corruptos devem pagar, não o povo
Que a corrupção é um mal que assola este país e os que a praticam ou se beneficiam dela devem ser punidos veementemente não se discute. Mas será que essa caçada às bruxas não está atingindo justamente ao povo, que já sofre com os efeitos da corrupção, pela falta de recursos para a saúde, educação e segurança, que o Estado deveria bancar e, o que é pior, está sendo impedido de suprir suas demandas por conta própria, devido à falta de emprego no mercado de trabalho? O governo é interino. Tem pouco tempo para fazer as reformas e tentar estancar a sangria da economia. No entanto, parece que ainda vamos continuar sangrando, pois o interesse e a miopia de alguns grupos está triunfando perante uma população de mais de 14 milhões de desempregados, que só cresce. Parece, que só nos resta pedir por intervenção divina.
RUY CARNEIRO GIRALDES NETO (supervisor operacional de benefícios) Londrina
Cavalo de Troia
Já é sabido das desconfianças que temos dos políticos por procurarem apenas seu benefício e se locupletarem com a corrupção. E se isto resultar em algum bem para a população, melhor ainda pois são votos nas urnas. O que me estranha nesta delação premiada do irmãos Batista do JBS é o fato de crescerem durante os governos do PT, com apoio do BNDES e outras benesses escondidas como isenção de impostos, prorrogação de créditos, garantias inferiores aos valores dos financiamentos, etc. Logo agora que com todos os avanços e recuos, estávamos com queda dos índices de desemprego e da inflação, melhoria das projeções de crescimento econômico e das reformas trabalhistas e previdenciárias necessárias ao país. E pior, comenta-se que nem presos serão, pagarão uma multa de pouco mais de R$ 300 milhões, que representa apenas 5 % do que recebeu do BNDES. Tem carne estragada nesta mortadela!
ANTONIO B.A.CAMARGO (engenheiro agrônomo) - Cornélio Procópio
Transporte coletivo
Seria bom demais para ser verdade se a implantação do Super Bus seguisse o cronograma anunciado para o final deste ano. Esse adiamento para 2019 é apenas mais um atraso corriqueiro em se tratando da coisa pública. Outra questão que também irá atrasar é a vigência da lei que obriga que os novos ônibus tenham ar condicionado. Claro que, exceto alguns poucos Super Bus, nenhum novo ônibus foi adquirido pelas empresas após a promulgação da lei em agosto de 2015 e até solicitaram a prorrogação do prazo para se adequarem por mais 10 anos. Parece que existe uma outra lei, oculta, que proíbe ao usuário do transporte coletivo londrinense de ter o mínimo de conforto no seu deslocamento. Por incrível que pareça, na década de 90 tínhamos ônibus mais confortáveis que os de hoje, com motor traseiro e câmbio automático. Hoje, ônibus lotados que não cumprem os horários, pontos nos bairros sem cobertura e uma frota que envelhece a cada dia sem renovação, simplesmente para driblar a "lei do ar-condicionado" ao preço de uma das maiores tarifas do Brasil. Tudo com a conivência da CMTU e da administração municipal. E as autoridades querem que deixemos o carro em casa?
RUBENS BARBOSA JÚNIOR (gestor de RH) Londrina
Gratuidade do transporte escolar
A respeito da carta do agricultor Ildo Y. Marubayashi (Opinião, 18/05), informamos que a medida adotada pelo prefeito Marcelo Belinati faz parte do ajuste proposto pela administração municipal que contempla um pacote de medidas de austeridade que visa reequilibrar as finanças do município. Vem no sentido também de garantir o passe livre para as pessoas que realmente precisam. Por isso, foi adotado o critério de renda. Ademais, não existem recursos para arcar com tal despesa por dois motivos específicos. Primeiro, em razão do deficit orçamentário previsto para 2017 (que está sendo corrigido), segundo em razão de ter sido colocado no orçamento para 2017 (feito ainda na administração passada) R$ 21 milhões para arcar com os custos do passe livre, quando a previsão de gastos para 2017 é de quase R$ 34 milhões. Essa diferença de quase R$ 13 milhões teria que ser obtida obrigatoriamente cortando-se recursos de outras áreas como saúde, educação e cuidados com a cidade, que já se encontram contingenciadas.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA
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