OPINIÃO DO LEITOR
Reformas mais urgentes
Ultimamente, o assunto em voga são as propaladas e sempre adiadas reformas (previdenciária, trabalhista e política). O Brasil precisa urgentemente dessas reformas, porém, o que foi apresentado até o momento pune somente os mais humildes e os que não têm como se defender tirando-lhes direitos. Deveríamos primeiro: cortar privilégios, supersalários, fazer uma devassa nas aposentadorias milionárias de funcionários e agentes públicos, diminuir e extinguir milhares de cargos comissionados, privatizar estatais que só servem como cabide de emprego, diminuir o número de ministérios, acabar com as vergonhosas mordomias e vantagens e, principalmente, punir com rigor os corruptos e corruptores que vêm assaltando o país há muitas décadas. Provavelmente, essas medidas seriam insuficientes para sanar nossos problemas, mas daria um belo e animador exemplo, demonstrando que nossos dirigentes estão seriamente preocupados com a situação calamitosa em que se encontra o Brasil. Caso algumas dessas medidas fossem implementadas, a população passaria a acreditar na seriedade das alegadas reformas e as apoiaria ou, pelo menos, entenderia a necessidade de mudanças urgentes. Mas como acreditar quando as propostas são alardeadas por ministros e parlamentares que, em sua maioria, são acusados de corrupção, roubo de dinheiro público, de legislar em seu próprio interesse, favorecer em troca de propina determinadas empresas em detrimento do bem comum. O país se encontra no fundo do poço, entramos em um túnel em que não se vislumbra nenhuma luz no seu final, ou começamos a tomar providências agora ou amanhã poderá ser tarde demais.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) Londrina
Desvantagem dos moradores da zona rural
Com relação à matéria "Falta de serviços e renda deixa população do campo em desvantagem (Reportagem, 13-14/05), as condições de infraestrutura, acessibilidade e respeito é o que tem levado as cidades a sofrerem inchaço e agravado os seus problemas sociais. O que não entendo é que o agronegócio - em todas as formas de agricultura (pequena, média e grande) - através de sua diversificação na produção de grãos e proteína animal (leite, peixe, frango, suínos e gado de corte) não tem recebido dos administradores públicos a atenção e o respeito que essa classe deveria merecer. Faltam estradas boas, transporte escolar para os filhos de produtores e dos funcionários e atendimento à saúde (pois recolhe INSS, Funrural e demais tributos, o que não é pouco). Mesmo assim temos que ler em um importante jornal matéria que só um jornalista teve a capacidade e a coragem de publicar. Uma vergonha para nós produtores que somos a base da economia dos municípios, Estado e União. Esses administradores públicos (prefeitos, governadores, vereadores, deputados, senadores e presidente) são motivo de vergonha. Está na hora de criar programas (com orçamento suficiente) e profissionais qualificados para implantar e coordenar projetos que melhorem as condições de infraestrutura para os que ainda têm coragem de permanecer nas áreas rurais. Mesmo sendo reduto que não gera tantos votos como nos bairros urbanos, o setor rural é o que ainda consegue gerar impostos, empregos, renda para alimentar o mundo e o bolso desses políticos mal-intencionados. A agricultura não merece tamanha falta de respeito que a classe política teima em oferecer a nós.
EDMILSON JOSÉ ZABOTT (produtor rural) - Palotina
Sonho meu
O dedo de prosa do último sábado (Folha Rural, 13/05), escrito por Gerson Melatti, foi uma viagem ao sonho de muitos, inclusive meu. Vejo-me naquela chácara tão bem cuidada, repleta de árvores frutíferas, lago, animais de criação e sossego. Que esse sonho do Gerson se torne realidade para ele e todos que gostam e preservam a natureza.
LUCIMEIRE GASPARIN MARTINS (comerciante) Londrina
Pontos de ônibus
Em resposta ao leitor Florisvaldo Campanha (Opinião, 16/05), a CMTU informa que o remanejamento dos pontos de ônibus retirados dos locais que estão recebendo os novos abrigos do sistema de transporte Suberbus já vem ocorrendo. Até o momento, as estruturas antigas já foram realocadas para 26 pontos em diversas regiões da cidade, como as avenidas Jorge Casoni, Castelo Branco, Gines Parra e a rodovia Mábio Gonçalves Palhano. O serviço é feito conforme cronograma de atendimento, priorizando as vias com maior fluxo de usuários do transporte.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA CMTU Londrina
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