Gastos públicos
Parabenizo a Folha de Londrina pelo Editorial e reportagem sobre a importância na transparência pública que exerce entidades como o Observatório Social do Brasil (OSB) presente em 340 cidades brasileiras entre as quais, Londrina (Política, 08/05). Os governos não são transparentes porque o querem, mas sim quando a sociedade sabe exigir com competência. E é isso que foi visto na referida edição deste jornal. Ficou evidente que o papel dessas entidades não é de oposição ao governo (o que aliás é importante em sociedades democráticas através do Poder Legislativo, auxiliado pelos Tribunais de Contas e outros órgãos) mas voltado para o interesse do cidadão, o contribuinte que paga por bons serviços públicos. Nesse sentido cumpre destacar o quanto temos que avançar no tocante à transparência com relação às políticas públicas. Muitas vezes elas são conceituadamente muito bem elaboradas e na implementação são direcionadas por interesses eleitoreiros ou de simples manifestação de poder. Cito dois exemplos. O Programa Bolsa Família foi elaborado para atender famílias carentes pelo tempo necessário para os beneficiados atingirem a autossuficiência. Em que pese os desvios de objetivos, houve importante resistência na tentativa de seu encerramento com a mudança de governo porque, na sua origem, os objetivos eram nobres e aceitos mundialmente como necessários. Não foi o que aconteceu com o Programa Vilas Rurais, no Paraná, extinto com a mudança de governo sem dar a mínima satisfação aos seus usuários. Não houve competência da sociedade para exigir a sua continuidade. Não estamos aqui procurando culpados, estamos apontando novas competências a serem desenvolvidas por entidades como o Observatório Social que, com sabedoria, está acompanhando os gastos públicos. Preparem-se também para acompanhar políticas públicas de maneira a exigir que os órgãos públicos focalizem, prioritariamente, os interesses do cidadão.
ANTONIO CARLOS RODRIGUES DA SILVA (engenheiro agrônomo) – Londrina

Nauseantes
Durante a realização do Congresso do PT no Sindicato dos Bancários de São Paulo, o ex-presidente Lula e os senadores Lindberg Farias (PT/RJ) e Gleisi Hoffmann (PT/PR), rasgaram elogios ao ex-ministro José Dirceu, também presente ao evento. Aplausos e mais aplausos cada vez que era citado o nome do condenado, principalmente por parte dos figurantes que vestem a camisa do PT a troco de um pão com mortadela e uns trocadinhos no bolso que, diga-se, desempenham as funções para as quais foram nomeados com afinco e determinação.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Liberdade de José Dirceu
"Não cabe a procurador pressionar o STF", disse o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal ao acompanhar os votos de Dias Tofolli e Ricardo Lewandowski que libertaram José Dirceu. Ele tem razão. Cabe a procurador trazer a público decisões absurdas de qualquer juiz. Cabe ao povo pressionar o STF. Os ministros se esquecem que são, antes de tudo, funcionários públicos e devem decidir de acordo com a vontade popular. "O Estado de Direito é aquele em que não há soberanos, todos estão submetidos à lei", afirmou Gilmar. Perfeito, ele só se esqueceu que a lei quem faz é o povo. Portanto, ainda que não escrita, sua vontade é lei. Senhores procuradores, investigar os membros do STF é função de quem?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Velocidade máxima nas avenidas
Mais uma vez questiono a CMTU na questão de estabelecimento de velocidade máxima nas avenidas de Londrina. Vejamos: nas avenidas Tiradentes, Rio Branco, JK, Leste-Oeste repletas de comércio, limite de 60 km; Avenida Arthur Thomaz tem o mesmo perfil das anteriores, limite de 50 km; Avenida Castelo Branco praticamente sem comércio, local ermo, limite de 50 km, isso trava o trânsito que já não flui na cidade. Qual o critério adotado para determinar tais velocidades máximas? Como cidadão, não concebo e não entendo esse critério, onde tem transeuntes (60 km) e onde não tem (50 Km) no mínimo é estranho.
ALFREDO CARVALHO (administrador) – Londrina

Nota de esclarecimento
Na matéria "As marmitas estão em alta" (Economia,02/05), este Jornal esclarece e informa que a secretária Virginia Penatti Gil, entrevistada, é cliente da empresa de marmitas especializadas Santo Detox, e foi por esta indicada para a reportagem.

Correção
O título da matéria publicada na edição de terça-feira (09/05) no Caderno Cidades é "Ações noturnas para lembrar que bebida e direção não combinam".

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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