Muito barulho por nada!
A opinião da maioria da população brasileira (sedenta de vingança!) é de que a maioria dos supremos Ministros da Segunda Turma do STF jamais deveria ter relaxado as prisões preventivas dos empresários corruptores: Eike Batista e José Carlos Bumlai; do mentor intelectual do esquema de propina "nunca antes visto na história desse país" José Dirceu e, brevemente, do ex-deputado federal Eduardo Cunha. Acontece que o instituto da prisão preventiva, por sua natureza de ordem cautelar, não pode prevalecer indefinidamente. Não podemos confundir os conceitos de uma excepcionalidade de prevenção jurídica com o resultado de uma sentença criminal condenatória definitiva, onde se respeita o devido processo legal com as garantias do contraditório e da ampla defesa. Ademais, a segregação cautelar só pode ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, havendo prova de crime e indício suficiente de autoria (art. 312 do CPP). Com o avanço das investigações e a apresentação das respectivas denúncias pelo Ministério Público Federal contra esses indiciados, no bojo da operação Lava-jato, nada mais justifica a manutenção das prisões cautelares e, portanto, cabe ao Poder Judiciário revogá-las. Os processos criminais vão seguir o seu curso normal e as condenações definitivas contra eles são iminentes. Fixadas essas premissas, pode-se concluir como diziam os romanos: "Há modo para cada coisa, não se devendo confundir uma coisa com outra no modo de resolvê-la! (Est modus in rebus)".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina

O nosso futuro
Mergulhar no noticiário que chega a nós diariamente com coisas mais escabrosas já passa das medidas. Mas essa é de arrepiar: colocar mais uma vez José Dirceu em liberdade é brincar de serem ministros do nosso já manjado STF, como aqueles três da Segunda Turma. A figura de Gilmar Mendes transitando livremente nos bastidores do poder e dando entrevistas a toda hora, dizendo coisas que não faz parte da liturgia da função nos atemoriza. Quando lidera seu grupo de turma a colocar na rua ladrões do colarinho branco da mais alta periculosidade está sinalizando que o crime organizado pode dar continuidade, pois a presunção da inocência é uma arma mais poderosa que a Lava jato. Uma mobilização para o desmonte desta tábua salvadora da sociedade começa a ficar clara. Há necessidade urgente que apareça um mago a mostrar com sua vara de condão para onde caminhar antes que nossa Pátria se torne uma Venezuela. Se os tribunais de Justiça não meterem medo no crime organizado, impondo penas capazes de amedrontar bandidos principalmente aqueles de Brasília, o modelo já está aí escancarado. O estado do Rio de Janeiro é o protótipo que nos apresenta para um futuro bem próximo.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) – Londrina

Supremo picadeiro!
De tudo que estamos acompanhando pela mídia a respeito da Operação Lava Jato, cheguei à conclusão de que o STF virou um picadeiro onde os ministros são a plateia e os palhaços somos nós Um absurdo liberar Zé Dirceu depois (que provado) até dentro da prisão se envolve com maracutaias e ainda recebe o "benefício" de esperar julgamento na sua suntuosa mansão (igual à mulher do Cabral), enquanto aquele que furtou um chocolate no mercado para dar para o filho porque não tinha dinheiro fica mais de um ano preso. Estão fazendo igual o Hugo Chávez fez na Venezuela: monopolizando a Justiça! Foi assim que tudo começou por lá! Os esforços do juiz Sérgio Moro parecem que estão sendo em vão e que o espetáculo mais uma vez vai acabar em pizza! Tomara que diante de toda essa carnificina politica os investidores estrangeiros abram mais os olhos, a Odebrecht já declarou que no Brasil tudo funciona às custas de propinas e parece que não querem acabar com círculo vicioso. Vergonha? Não, pois este é um dos quesitos que a maioria dos políticos não carregam na bagagem.
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) - Londrina

STF x nação brasileira
O povo está assistindo de camarote as trapalhadas que os ministros do STF estão cometendo. Alguns mais exaltados fazem críticas duras à instituição, mas
acho que deveríamos mudar este foco: antes de criticar o Judiciário que foi quem julgou e sempre ajudou o Brasil caminhar, nosso repúdio deve ser para os que estão nos envergonhando. Não é a instituição que tem que ser criticada, mas sim seus operadores. Eles estão contra a vontade do povo e também são pagos com o sacrifício do povo. Assim como um povo unido pode derrubar seus políticos, pode exigir a saída de ministros do Supremo.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina

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