Manifestação de 28 de abril
É lamentável a qualidade dos políticos londrinenses, em especial do vereador Filipe Barros (PRB) saindo pelas ruas da cidade xingando os manifestantes de "vagabundos", sendo que alguns daqueles que estavam lá, infelizmente, deixaram o voto a seu favor nas urnas. Como pessoa pública que exerce um cargo importante, o vereador não sabe distinguir um trabalhador de um vagabundo e mostra grande despreparo para a função. O professor trabalha dois períodos na escola sendo que, ao sair, leva uma caixa de trabalho para casa, planejamento de aula (um para crianças normais e outro para alunos especiais), provas para elaborar e corrigir e tantos outros trabalhos. Computador, impressora, xerox, scaner, internet e papel, o professor paga do próprio bolso para trabalhar em casa, pois na escola é tudo limitado: equipamentos e materiais não são suficientes para todos e tudo o que a Secretaria de Educação exige, então, ele se vira. Quando a Secretaria da Educação solicita para que os professores façam algum curso em uma determinada escola, os coordenadores do curso solicitam a algum professor que tenha projetor em casa que leve o equipamento, pois lá não tem. Quantos professores estão encostados com depressão profunda devido a casos de maus-tratos e agressão de alunos e de pais? Em período de festas (Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, etc.), os professores também colocam a mão no bolso, pois não existe verbas para isso. Então, eles saem às ruas convocados pelos sindicatos para tentar manter uma aposentadoria digna e merecida. O vereador deveria criar uma força-tarefa e ir nas escolas conversar com os funcionários e servidores para saber de todas as dificuldades que eles enfrentam para tentar dar um bom aprendizado e não ficar dando rolê pela cidade xingando os manifestantes de vagabundos e covardemente não parando o seu carro para conversar e saber qual a dificuldade que estão enfrentando no seu dia a dia. Isso sem contar as dificuldades que o pessoal da saúde enfrenta no seu árduo dia a dia para atender os pacientes.
ANTONIO JOSÉ RODRIGUES (industriário aposentado) – Londrina

Proposta absurda
Vereador de Londrina propõe que se cobre meia passagem dos usuários que viajarem em pé nos coletivos. A pessoa paga meia, entra e fica em pé. Alguém salta e o banco fica disponível. O que o usuário terá que fazer? Continuar de pé, porque só pagou meia? Pagar a outra metade da passagem para poder sentar? Sentar, mesmo tendo pago só meia? E se houver várias pessoas na mesma situação no coletivo? Dá para imaginar a confusão? Coitados dos motoristas e cobradores! Vai carpir uma data, vereador!
NINA CARDOSO (psicóloga) – Londrina

Brasil: um passo à frente e dois atrás
Acompanhando as discussões mais em pauta nos últimos tempos pelas nossas casas federais, Câmara dos Deputados e Senado, percebemos a triste novela do progresso brasileiro se perder mais uma vez em tramas dramáticas e infelizes. Assuntos extremamente importantes para o futuro da nação, como a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, a chamada Lei do Abuso de Autoridade e as 10 medidas contra a Corrupção sendo deturpadas por interesses políticos, transformando-se em moedas de troca para satisfazer o apetite insaciável pelo poder. Medidas absolutamente necessárias e urgentes, que deveriam ser direcionadas para o bem comum, acabam por sendo utilizadas em benefício de minorias poderosas. Uma novela de péssimo gosto, na qual o povo não tem voz e o drama não tem fim.
SIMONE CRESÓSTOMO VIANA (estudante de Direito) - Cambé

Aborto: um genocídio
O artigo "Aborto: um crime de horrores" (Espaço Aberto, 18/04), é exatamente o que eu penso, mas não consegui expressar com as palavras tão bem colocadas pelo estudante Marcos Antonio Arruda. Realmente, o nascituro tem muitos direitos antes de nascer e a mãe usufrui disso: pré-natal pelo SUS, licença maternidade, filas e estacionamento especiais, entre outros direitos que só existem porque a lei o reconhece como um ser humano, pois só é favorável ou desfavorável ao aborto aquele que não foi abortado .Viva a vida!
LUCIMEIRE GASPARIN MARTINS (comerciante) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup