OPINIÃO DO LEITOR
Paralisação para quê?
Eu e meu marido temos um pequeno comércio (um bazar) na periferia da cidade. Trabalhamos só nós dois, pois não temos como pagar alguém para nos ajudar. Mesmo pequenos, temos que pagar contador, imposto simples, sindicato do comércio, substituição tributária, INSS, energia elétrica, taxas da prefeitura, taxa de bombeiro, aluguel do imóvel, telefone. Trabalhamos de segunda a sábado, sem parar para o almoço, nos revezando nos horários. Em abril, houve dois feriados, Exposição de Londrina e os dias úteis foram bem menos. Depois de tudo isso, querem fazer paralisação em plena sexta-feira? Por que não será no domingo ou no dia 1º de maio, dias em que o trabalhador, como nós, pode participar sem prejuízo para a firma em que trabalha e para o comércio que vive de pequenas vendas diárias para pagar as contas? É certo a paralisação, é certo pedirmos por aquilo que nos é de direito, mas sem atrapalhar a vida dos que precisam trabalhar para viver.
LUCIMEIRE GASPARIN MARTINS (comerciante) Londrina
Que país é esse?
Como acreditar em qualquer tipo de reforma pretendida por esse governo que aí está? Todos têm culpa no cartório! Que esperar de pessoas desprovidas de caráter, honra e decoro, trabalhando na confecção e alteração de leis? Todos são unânimes, na maior cara de pau, em dizer que não receberam dinheiro, quando das campanhas políticas, além dos valores declarados junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Realmente, dinheiro recebido do departamento de propina da Odebrecht é totalmente legal. Aliás, todo dinheiro recebido em campanha política, através de seus diretórios, mesmo aquele dito dentro da Lei, não deixa de ser imoral; já que fazer, doação para qualquer partido político, é o mesmo que plantar uma semente e, consequentemente, esperar para usufruir de seus frutos, ou seja, o retorno de seu investimento. Esses ministros do Supremo, que são a favor de doações legais, ou são inocentes ou mal-intencionados! Deveriam ser advogados de políticos e não ministros. Mais um motivo para a não escolha de ministros do STF por indicação política!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina
Reino da corrupção
A Espanha é um reino, a Inglaterra é um reino. Agora, se descobre que o Brasil também é um reino: o reino da corrupção! Nosso país é governado por corruptos que vivem em conluio para prejudicar o povo, aquele mesmo povo que os elegeu para defender seus interesses. Um país onde os grandes empresários não caem, só dão rasteira e, às vezes, se fazem de caídos para serem socorridos por governantes corruptos igual a eles: e dá-lhes BNDES! O dinheiro é mandado para socorrer a empresa e o empresário fica mais rico à custa do sofrimento de muitos. Isso no reino da corrupção.
MÁRCIO DICESAR BENASSI (aposentado) Sertanópolis
Retribuir ao que foi confiado
Um representante de uma comunidade, povo ou nação, tem por obrigatoriedade ter conhecimento daquilo que lhe é cabível ou não. Ao eleger um representante, ouvimos sua proposta e mesmo que ela seja irreal de concretização. Esperamos pelo menos ter uma boa representatividade perante as demais autoridades. Ser representante, é levar a necessidade coletiva, especificar as prioridades, saber as condições de realizações, trabalhar com a prevenção de sempre evitar o abuso discriminado da confiança populacional depositada. Estamos atravessando uma situação critica no País e precisamos de pessoas que se deem o devido respeito. Como cobrar dos futuros adultos, se temos representantes que ao invés de elaborar projetos e apresentar soluções aos problemas, temos a vergonhosa politicagem inconsequente que impede a progressão de projetos. Uma população espera ser respondida sob a confiança, seja ela por protesto ou não, que lhe foi atribuída ou depositada.
ALGIMIRO SANTANA (acadêmico de enfermagem) Londrina
Foro privilegiado
O fim do foro privilegiado é de extrema necessidade política e moral, principalmente, num país no qual a população nas ruas exige moralidade pública em todas esferas dos poderes públicos.
CÉLIO BORBA (aposentado) - Curitiba
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





