OPINIÃO DO LEITOR
Lava Jato da educação
Sempre utilizei deste espaço da FOLHA para cobrar de políticos e empresários uma conduta ética e transparente. Há vários anos, antes mesmo da Operação Lava Jato, eu já utilizava deste expediente da FOLHA, trazendo sempre a necessidade da interferência do Ministério Público (MP) para que a corrupção tivesse fim! Finalmente, vejo a Justiça brasileira despertar colocando esses bandidos de "colarinho-branco" atrás das grades e, o melhor, vê-los obrigados a ter que devolver o que surrupiaram ao longo dos anos. Gostaria de ver o MP também levando a Lava Jato para o ensino superior. Uma devassa deve ser feita nas contas de políticos e empresários ligados a faculdades particulares: há verdadeira farra do boi com desvios de bilhões de reais, dinheiro que deveria beneficiar alunos carentes, mas engordam as contas desses mal-intencionados que se beneficiaram com o dinheiro do governo destinado à educação! Acredito que, mesmo atrasado, esse é o momento do MP intervir e colocar esses senhores atrás das grades!
LUIZ FURTADO (vendedor) Londrina
Vox populi
Encontro meu amigo Ambrósio que me confidencia um fato inusitado: "Num curto espaço de tempo ocorreram em Brasília 7 casos de roubo em apartamentos de deputados". Após minuciosa investigação a polícia descobriu o autor dos delitos e o prendeu. Decorrido alguns meses o meliante vai a júri e o juiz emite a sentença pela qual todos ficaram perplexos: inocente. Ao ser interpelado sobre o teor do julgamento o magistrado esclarece: "Para chegar veredicto, usei a sabedoria popular: ladrão que rouba de ladrão tem 100 anos de perdão".
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Figueiró dos Vinhos (Portugal)
Alterar a planta de valores?
A respeito da matéria dos prefeitos da Região Metropolitana de Londrina (Política, 17/04), nossos políticos, em especial os do Executivo, precisam aprender com a iniciativa privada. Em meio uma crise, você tem que se tornar mais competitivo melhorando a qualidade dos seus serviços e reduzindo seus custos. Não adianta só aumentar o preço. Precisa aumentar a base de clientes, no caso do poder público, facilitando e incentivando a abertura de empresas e a realização de negócios através da desburocratização e incentivo financeiro para investimento e compras. Agilizando os processos judiciais que recuperam impostos existentes que não estão sendo pagos e/ou sonegados e rever todos os tipos de taxas, tributos e impostos que oneram os negócios, ganhar um percentual bem menor de uma base bem maior resolve o problema de todos. Focar no aumento da produção e do consumo resolve até problema de saúde, excesso de emprego faz com que salários muito baixos deixem de existir, compra-se mais, se alimenta melhor e se fica menos doente. É assim que na iniciativa privada se cria uma empresa vencedora e longeva.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
Na Corte de Luiz XVI
Reforma da Previdência não põe fim a privilégios de algumas categorias, como a de políticos e servidores. Este é um dos grandes males do Brasil, que inspiram a prática da violência a título de repulsa e de revolta. Os privilégios sucateiam o sistema do ensino, saúde, segurança, moradia, distribuição de renda, etc. O salário mínimo que hoje deveria ser de R$ 4.013 não é o bastante nem para o aposentado comprar remédios. Não obstante, os nossos parlamentares continuam surdos ao clamor popular que reclama justiça, face ao texto da igualdade constitucional que se tornou mentira. É imperativo acabar com os privilégios que ofendem e destroem o caráter, a moral, e o civismo da maioria já cansada de comer brioches. Cuidado! "Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo" (Lincoln).
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (radialista aposentado) Londrina
Votar em quem?
Visto a avalanche de políticos envolvidos na roubalheira do dinheiro público, nas próximas eleições estaremos entre a cruz e a espada na hora de votar. Afinal, está difícil até para escolher o candidato menos safado.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
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