OPINIÃO DO LEITOR
Política não é profissão
Alguns congressistas defendem o financiamento público das campanhas políticas, alegando que não terão dinheiro suficiente para bancá-las. Logo agora, depois desse enorme escândalo quando o o ministro Edson Fachi, do STF, autorizou a investigação de 9 ministros do governo, 3 governadores, 29 senadores, 42 deputados e um ministro do Tribunal de Contas da União. Depois de tudo isso, quando se sabe que caixa 2 não é só pegar dinheiro para fazer a campanha política, sem relatar esse fato à Justiça Eleitoral, porém envolve tantos outros crimes, tais como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros delitos. Chegou a hora de mudar o Brasil para melhor e não para beneficiar os tais representantes do povo. Esse cargo, que exercem com tempo determinado, não é uma profissão como tantas que existem, mas uma função pública temporária da mais alta relevância. Por isso, não podemos perder essa oportunidade de transformar este país numa verdadeira nação organizada para todos que nela vivem. A falácia de que sempre foi assim, todos usaram caixa 2, ou que os políticos sempre agiram de forma a mais demagógica possível, enganando os eleitores, deve mudar. Temos o dever da fazer campanhas políticas de acordo com as condições de nosso povo, ou seja, somos ainda um país em desenvolvimento. Por isso, as campanhas devem ser baratas e sem o esbanjamento de dinheiro que existiu até agora. Não somos um país de milionários, por tudo isso, temos que fazer campanhas de acordo com as nossas condições econômicas. O momento é crucial para todo o país e a hora agora é de participação. Se perder esta eleição, depois tem outra. Não vale mais o "jargão" dos coronéis: "Feio mesmo é perder a eleição". Nada disso: "Feio mesmo é roubar a eleição", como se vem fazendo até agora.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) Londrina
Quanto mais mexe mais fede
O cidadão brasileiro já está seguindo o comportamento do avestruz, típico de desenhos animados, enfiando a cabeça na terra, de tanta vergonha com as notícias de corrupção e lavagem de dinheiro entre os políticos. No caso do avestruz, este comportamento é uma lenda, pois ele somente cisca na superfície do terreno para conseguir alimento, não enterrando a cabeça. No caso dos políticos, infelizmente a corrupção é uma verdade, mas mesmo assim eles andam de cabeça erguida, procurando os holofotes e mais dinheiro para as campanhas eleitorais e permanência no poder. No entanto, temos espécies exóticas de políticos que preferem esconder a cabeça com a camisa ou com o braço, especialmente quando estão a caminho da prisão. As recentes delações da Odebrecht causaram efeito dominó em Brasília, atingindo muitos ministros e parlamentares. Não sabemos quantas peças deste jogo ficarão em pé, mas o lamaçal e a sujeira são grandes. Falando de comportamento animal, é importante relembrarmos o famoso besouro "vira bosta", que tem o hábito de coletar e transportar bolinhas de excrementos, necessárias para sua alimentação e reprodução. Se estes besouros pudessem utilizar a "sujeira" produzida pelos nossos políticos corruptos, com certeza, poderíamos afirmar que eles não entrariam em extinção no curto e médio prazos, pois a oferta de substrato tem sido generosa.
AMARILDO PASINI (professor) Londrina
Direitos políticos
Quando um político perde seu mandato e fica inelegível por um determinado tempo, vencido esse prazo ele pode se candidatar novamente. Acho que um político eleito pelo povo, quando perde seu mandato deveria perder seus direitos políticos de forma permanente. Tanto é que temos políticos cassados que perderam seus mandatos e retornaram para política e continuam com os esquemas de corrupção.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) Londrina
SUS vai ficar ainda pior
O ministro Ricardos Barros (Saúde) afirmou nos Estados Unidos que os médicos do SUS solicitam muitos exames de imagem para fazer o diagnóstico das doenças dos pacientes, causando gastos excessivos ao governo e o ministério irá estudar uma forma de restringir esses exames. Daqui a pouco vai sugerir que o paciente deve sair da consulta não com a solicitação de exame ou a receita médica, mas sim já com o atestado de óbito. Falando no citado ministro, ele é formado em Engenharia Civil e deve entender tanto da questão de saúde quanto os médicos de obras e construções.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
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