Síria e nós
Aos poucos, tijolinhos após tijolinhos a humanidade vai amadurecendo moralmente. As atrocidades via homem nos mais recônditos lugares dessa nossa imensa casa, a Terra, parecem aumentar... só parecem. Como a bactéria que sempre existiu, mas que só depois foi vista em razão do microscópio, também são assim mais vistas as mazelas humanitárias, em razão da moderna mídia com seus meios instantâneos de comunicação. Imaginem – para não ir muito longe – se no tempo da escravidão que grassava pelo mundo houvesse a internet? Teria ela perdurado? Mas não é só isso. O homem (prefiro usar o termo humano) chorou diante da morte caprichosa de um leão; confraternizam-se solidários com a queda de um avião; estende flores após doentio ataque nas aglomerações humanas; ficou ciente da insensatez dos poderosos da alimentação e muito mais. Tudo isso estamos vendo, sendo tocados, muitas vezes sem que percebamos, e criando em nós próprios os anticorpos de defesa moral na sociedade. Mais recentemente vimos (e só vimos por causa dessa mídia aparelhada) estarrecidos, na Síria, o ataque covarde tendo como vítimas, além de adultos, inúmeras crianças. Sem querer entrar no mérito das motivações que levam autoridades – que também são pais, irmãos, esposos - a determinar a míopes comandados cometerem tamanha aberração, será que não estamos vendo o crepúsculo de uma era que não se mede por meses ou anos? Esse ataque, principalmente às crianças, nos chocou, nos sensibilizou e nos revoltou. Seria então tudo isso em vão? Em uma limpeza, da menor à maior, não há necessidade sempre de um último ato? Não estaria a Síria e algumas outras sociedades drenando os últimos estertores de uma humanidade ainda doentia, que se organiza para viver em paz? Só é lamentável, entretanto, que o preço para isso tenha que ser tão dolorido, como sempre foi.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

E a Previdência, hein?
Quando parte da imprensa e economistas divulgam a situação da Previdência brasileira, dizendo-a já no fundo do poço. Quando vários Estados estão seriamente comprometidos com a previdência local, já afetando vigorosamente sua economia, só me resta acreditar... Se já não mais acredito nos poderes constituídos desta república tupiniquim, ainda não totalmente livre do bolivarianismo que afeta o continente, não poder acreditar na imprensa e nos nossos economistas seria o fim da picada. Algo para "picar a mula" da pátria amada! Pior é ver nossos "honrados" políticos querendo fazer populismo em cima de coisa tão séria. Algo assim, para gritar depois no palanque que tenha defendido o povo brasileiro e novamente se eleger. Está se tornando ridículo dizer-se brasileiro.
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) - Londrina

As mudanças desde 1964
Muito abrangente e imparcial o artigo "Poucas mudanças desde 1964" do jornalista Walmor Maccarini (Espaço Aberto, 01/04) . Com acerto, o jornalista lembra que o estopim do contragolpe de 31 de março foi o "comício das reformas". Nele, o presidente João Goulart defendeu claramente o ataque ao instituto da propriedade particular, cuja extinção é um dos objetivos finais do comunismo. Vale lembrar, nesse aspecto, as campanhas da TFP, por anos a fio, em defesa do direito de propriedade, especialmente com a divulgação do best-seller "Reforma agrária – questão de consciência". Cumprimentos à FOLHA e ao jornalista
ÊNIO JOSÉ TONIOLO (professor aposentado) – Londrina

Boca Aberta
Não sei por que tanta polêmica no caso do agora parlamentar Boca Aberta. Ele só estava do "jeitão dele" fazendo o dever de qualquer político eleito com os votos do povo, ou seja, lutar pelos direitos do cidadão. Afinal, quantas vezes frequentei estas UPAs e postos de saúde e fui atendida grosseiramente pelos atendentes e funcionários? Boca Aberta, nós somos os patrões de todos aqueles que recebem salários às custas de nossos impostos, portanto, pode continuar fiscalizando e que você sirva de exemplo aos demais que só ficam em seus gabinetes, recebendo altos salários e verbas e tirando "selfies" para futuras campanhas políticas, pois a maioria depois de eleito só sabe mesmo é mostrar o "dedinho do meio" para o povo!
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) – Londrina

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