Preferências políticas no STF
A politização partidária do Supremo Tribunal Federal (STF) tem raiz no sistema viciado de indicação dos seus membros. A composição da nossa Corte Suprema deveria ser de responsabilidade da esfera do Judiciário (inclusive OAB, PGR e os tribunais judiciais) e não pela vontade quase que exclusiva da Presidência da República. Esse desvio na condução do processo gera distorções de comportamento que influem no resultado dos julgamentos. O constrangimento começa quando o escolhido tem que fazer um "beija-mão" aos senadores, praticamente implorando a sua aprovação. Como o Senado é um ninho de corruptos, o indicado já fica subliminarmente comprometido com pessoas que irá julgar. De uma forma ou de outra, os favores são regiamente pagos, em detrimento aos interesses da sociedade. A harmonia entre os poderes é constitucional, mas a promiscuidade não pode haver. No episódio do mensalão, DiasToffoli e Ricardo Lewandowski foram decisivos para abrandar as penas dos mensaleiros petistas. Gilmar Mendes nunca escondeu as suas preferências políticas. Fora da sua cadeira no Tribunal, parece muito à vontade no palco político, onde demonstra a sua contrariedade com as prisões preventivas determinadas pelo juiz Sérgio Moro, defende veladamente a anistia do caixa dois, fala em anular delações por causa dos vazamentos, é crítico contumaz do projeto das 10 medidas contra a corrupção e apoia a esdrúxula proposta de Renan Calheiros sobre abuso de autoridade. Mendes transmite a sensação que, para salvar tucanos e peemedebistas, atua em todos os flancos pelo fim da Lava Jato. Afronta, desrespeito, vergonha da Justiça e impotência contra a impunidade são os sentimentos dos brasileiros diante desse comportamento de ministros do STF.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Igual só que de outro jeito
Foi engraçado ver na televisão o ministro Luíz Roberto Barroso utilizando o exemplo do que ocorreu no Espírito Santo recentemente para justificar a sentença dada pelo STF que proíbe as polícias Civil, Militar e Federal de entrarem em greve. Mesmo concordando que certas atividades não podem em nenhum momento e entrar em greve, a situação em questão me fez rir. No Brasil existem leis demais, nos damos ao luxo de ter leis que pegam e que não pegam. No âmbito criminal sobram aos montes leis que dão garantia, segurança, benefício e vantagens para criminosos, vemos todos os dias pessoas que se beneficiam da delação premiada, mas não vemos quem foi preso fruto desta negociação nem onde o dinheiro roubado/desviado foi parar. Então, qual é a diferença entre um policial não prender quem comete crime e um magistrado liberar criminosos que cometeram crime e que a polícia prendeu? Inclusive algumas horas logo depois da prisão. Pessoas com a casa roubada, com a empresa assaltada e o cidadão assassinado por alguém que deveria estar atrás das grades sente a mesma coisa que sentiu a população do Espírito Santo por alguns dias, só que nestes casos eles passam por isso todos os dias, o ano todo e a vários anos. Precisamos ir às ruas em legítima defesa
PAULO MAURÍCIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

Jogando a toalha
Volto a usar este precioso espaço com tristeza. Quando fiz um artigo tentando mobilizar pessoas e o poder público a uma tomada de posição em relação ao abandono das instalações sanitárias no entorno do nosso cartão de visita o Lago Igapó e a proteção dos projetos ali existentes do grande Burle Mark, não tive nenhuma manifestação de apoio. Portanto, sinal total de falta de repercussão de meu pleito. Ficou sinalizado que mesmo as pessoas que frequentam aquela área não foram sensibilizadas. Fico a imaginar como exigir comportamento diferente do poder público. Melhor deixar que as formigas e os cupins vivam em paz é o melhor caminho. Antes de encerrar meu intento volto a bater na tecla. Dos três sanitários existentes do projeto original, dois estão totalmente abandonados, um foi transformado um depósito de não sei do que pela Guarda Municipal. Dois já no projeto do Zerão foram demolidos. O que restou é um projeto quase concluído do ex-prefeito. Enquanto isto nos frequentadores do parque vamos nos virando como pode ou não pode atrás das frondosas árvores que lá estão sobrevivendo. Joguei a toalha.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) – Londrina

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