OPINIÃO DO LEITOR
Brasil de oportunistas
Existe um ditado na economia que diz, "quando alguém ganha muito dinheiro, outro perde na outra ponta", respectivamente, empresas, políticos e o povo. Porém, neste país de grandes oportunidades de negócios, onde a possibilidade de sucesso é sempre limitada devido à corrupção corrente instalada, a exceção era, até a chegada da Lava Jato, das grandes corporações que antes manipulavam tudo e todos pelo interesse próprio, criando um tsunami de dinheiro desviado de recursos públicos. Esta deslavada operação de transferência ilegal de recursos do público ao privado sempre prosperou no país, onde os criminosos eram considerados intocáveis e donos do poder absoluto. A diferença entre governos passados até os dias atuais está claramente demonstrada no percentual e na ambição desmedida do saqueador, ultrapassando os limites de tal prática, aceitos dentro de transações comerciais. Quando a Lava Jato abriu a caixa preta da propina, o Brasil entrou em choque: todas as empresas estatais estavam envolvidas e se tornaram deficitárias, empresas estas que tinham solidez, liquidez corrente e respeito no cenário econômico mundial. Os criminosos não tiveram escrúpulos e desviaram créditos do Fates, FGTS, BNDES, Previ, Funcef, como se fossem donos e praticamente exauriram seus recursos. Essa quadrilha que hoje está execrada e à mercê da Justiça deverá ser punida exemplarmente para que fatos como esse não se repitam. Vejam bem senhores, agora que auditorias independentes vão trabalhando vê-se os rombos nas instituições. E o pior, quem comanda isso tudo continua em sua mordomia e legislou em causa própria e tenta repassar a toda sociedade, cidadãos do bem, o ônus do rombo de bilhões. E mais, se insurgem de modo maquiavélico nos direitos trabalhistas e previdenciários dos cidadãos trabalhadores. A resposta está nos acusados e réus da Lava Jato (empresários envolvidos e políticos citados), simples assim, busque lá esse deficit até o último centavo, após isso volte ao povo com humildade e reconheça seus erros.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) Itambaracá
O Brasil não é brinquedo
Já presenciei muitas brigas de crianças por causa de um simples brinquedo. Qualquer cavalinho feito de cabo de vassoura era motivo de brigas: quando um moleque pegava o que não era seu. Estas travessuras eram normais no tempo da criançada. Os políticos no Brasil estão procedendo da mesma maneira que os guris de outrora. Brigam por qualquer posto que lhes dê status ou que lhes encham os bolsos com aquilo que não lhes pertence. A política no Brasil perece briga de menores de favela. Precisamos urgentemente enfatizar aos nobres representantes da sociedade que o Brasil não é brinquedo e que seu mandato não é cabo de vassoura. Ainda existem muitas vagas nas penitenciarias do país à espera dos legítimos inquilinos.É premente que façamos em prol da Lava Jato um grande movimento e coloquemos estes políticos no seu novo endereço. Esta lista do Janot parece grande, todavia, se dermos uma peneirada na Câmara, no Senado e nas Assembleias Estaduais verificaremos que foi o mínimo. Vamos de fato mostrar a esta corja que o Brasil não é brinquedo e que a Lava Jato não está para brincadeira.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador aposentado) - Londrina
Fundo do poço
O editorial "Alerta da extream violência" (Opinião, 5/4) nos mostra números que chegam à raia do absurdo. Senão vejamos: no período de 2011 a 2015 ocorreram 278.839 assassinatos no Brasil ao passo que na guerra da Síria nesse mesmo espaço de tempo aconteceram 256.124 mortes. Pasmem senhores, pois a constatação da violência em nosso país é gritante. Por outro lado, a mídia nos informa todos os dias das descobertas de falcatruas em todas as esferas governamentais, desde o pequeno e incipiente município até os altos escalões do governo federal. Está na hora de dar um basta, começar do zero, pois aí já estamos, e refazer nossos conceitos de vida e dignidade humana. Precisamos convocar os "cabeças pensantes" deste país para que procedam uma limpeza geral em nossa nação, pois somos, sem sombra de dúvida, uma terra abençoada por Deus e a maioria da população não merece este sofrimento que os altos mandatários nos impõem.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) Figueiró dos Vinhos (Portugal)
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