OPINIÃO DO LEITOR
Fim da esperança
Um dos últimos redutos em que o brasileiro depositava suas esperanças de um pouco de moralidade e decência começou a ruir. O Judiciário, que era tido como um poder de equilíbrio diante do Executivo e do Legislativo, começou a exibir sua podridão. Com raríssimas exceções, os três poderes da República mataram a esperança, que já era pouca, de um povo trabalhador, honesto e pacato. O Brasil, um dos países mais belos do mundo, poderia ser um dos mais ricos, mas foi tomado por um bando de abutres, que por décadas se apropriaram do País e de suas riquezas. Apesar de seus altíssimos proventos, ainda roubam o que deveria ser usado em benefício de todos. Apesar de provas contundentes atestarem a veracidade das denúncias, quase todos permanecem impunes, rindo de todos e de tudo. A população que havia protestado em passeatas anteriores teve seu ânimo arrefecido, por cansaço ou por simplesmente não vislumbrar nenhuma mudança. Estão matando nosso futuro, nossas esperanças e nossa vontade de reagir. Infelizmente, o povo brasileiro está aceitando, sem nenhuma reação, o roubo e a corrupção como coisas normais. Somos muito mais fortes do que eles, porém, se continuarmos com essa mansidão e subserviência, dias piores virão. Se tivermos o mesmo entusiasmo com que torcemos por nosso time do coração, conseguiremos banir essa corja de assaltantes.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) - Londrina
Contorno Norte
Prezado senhor governador Beto Richa, com relação aos seus projetos de viadutos na BR-369, Contorno Norte, duplicação da BR-369 até Cornélio Procópio, duplicação da PR-445 e tantas outras obras: apesar de eu achar tudo isso uma utopia, o senhor merece os parabéns. Por que utopia? Ora, se a duplicação do trecho urbano da PR-445, que cruza a nossa cidade, está enroscada há vários anos, imagine então obras desse porte? Eu, com 67 anos, talvez não terei o prazer de desfrutar dessas obras, já que tudo que tem relação com obras públicas é demorado, apresenta problemas, precisa de aditivos no contrato etc. Gostaria, senhor governador, que cruzasse a PR-445 no trecho da Sanches Tripoloni em horário de rush, mas sem escolta nem batedores, para sentir o que passamos todos os dias. Com relação ao pedágio de Jataizinho, será que o senhor não sabe que a tarifa é uma das mais caras do mundo? Quando essa falta de vergonha acabará? Em tempo: sempre votei no senhor. Um abraço.
RUBENS BARBOSA (empresário) - Londrina
Árvores nas calçadas
Que o País está passando por uma crise (se é que algum dia deixou de estar nela) e que ela atrapalha isso ou aquilo, podemos até compreender. Mas o plantio e reposição de árvores nos passeios públicos são coisas baratas, e essas ações poderiam contar com os moradores do seu entorno se esses forem motivados. Gosto muito de fazer caminhadas, e observo quarteirões inteiros sem as benditas e amigas árvores, que pena! A Avenida Santos Dumont, portão de acesso aos que vêm a nossa cidade para diversas finalidades, é exemplo disso. Por que não deixá-la totalmente arborizada? Que tal alguma empresa adotar essa importante avenida, a exemplo do que já acontece com praças? Ah! Já que mencionamos a Santos Dumont, uma ideia: não se esqueçam de um relógio, termômetro e, por que não?, algum monumento lembrando a aviação nela, juntamente com as árvores.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
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