OPINIÃO DO LEITOR
Ufanismo
Nosso ufanismo por Londrina faz com que fechemos os olhos para muitos problemas, como sujeira e lixo nas ruas, falta de poda de árvores, calçadas esburacadas na periferia, nomenclatura das ruas, má qualidade da música ambiente das lojas - esta deve ser melódica, suave e acompanhada de "locutor" que se atenha apenas a informações. Mas há os estabelecimentos que voltam seus alto-falantes para as calçadas, e aí não há tatu que aguente; além disso, há os carros de propaganda e ambulantes que abusam dos decibéis e da má qualidade do som. Elementares princípios de marketing. De quebra, os horríveis quiosques do Calçadão denotam absoluta falta de sensibilidade. Já devem ser substituídos por módulos de acrílico, destinados apenas a floricultura, cafezinho (de pé) e banca de jornais. Moldemos a cidade, para evitar que se transforme numa terra de jacu.
ANTONIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) - Londrina
Brasil Grande
Para sairmos do enrosco em que o governo e sua política econômica nos colocaram, é urgente e necessário resgatar a confiança e autoestima dos milhões de brasileiros desempregados, sem cidadania alguma, vivendo na miséria, passando fome e sujeitos a todo tipo de brutalidade, como serem tratados por "vagabundos". Como se essa situação de desemprego fosse criada por eles próprios, vide o desemprego no setor industrial, no de serviços e agora no agronegócio, com o fechamento de frigoríficos e cancelamento de contratos internacionais de fornecimento de carga brasileira para o mundo. Mas esse resgate de cidadania e econômico não se faz de um dia para o outro, é necessário colocar em prática, em regime de urgência urgentíssima e também a longo prazo, a ideologia do Brasil Grande. Ou seja, deve o governo fomentar, incentivar e fixar uma mentalidade desenvolvimentista nos brasileiros, de caráter nacionalista, intervencionista e estatizante. Criando, dessa forma, uma substancial política econômica de reserva de mercado para os produtos brasileiros, pois é a indústria nacional que efetivamente gera crescimento econômico, produz valores e riquezas, engorda os cofres do governo com o pagamento de tributos (impostos, taxas, contribuição de melhorias etc), distribui, qualifica e emprega trabalhadores desempregados. Sem falar que os lucros obtidos ficam por aqui mesmo, são investidos em novos projetos de expansão, desenvolvimento e contratação de mais trabalhadores.
Nesse sentido, o governo não pode deixar de valorizar o "similar" nacional e, sempre que possível, baixar medidas que dificultem a entrada no Brasil de produtos estrangeiros. Assim, como fazem costumeiramente os governos de países estrangeiros, sobretaxando e/ou aumentando alíquotas de importação do nosso aço, nossa soja, nosso suco de laranja, nossas roupas, nossos calçados etc, sempre que a indústria desses países está em risco e sendo ameaçada pela concorrência internacional de produtos importados. Dessa forma, o governo brasileiro não pode desconsiderar essas medidas básicas de proteção de nossa indústria, mercado, trabalhadores e soberania nacional; caso contrário, o desastre econômico e social será cada vez maior, consequentemente, alimentando cada vez mais as desgraças que aí estão.
ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO (estudante de Direito) Curitiba
Brincando com coisa séria
Parece coisa arranjada. O TSE cassa Temer, Maia é içado para o cargo de presidente e pede nova eleição. Como faltam menos de dois anos para o término do mandato, a eleição é indireta, quem vota é o Congresso Nacional. Eles elegem uma pessoa com eles comprometida e que os livra das consequências das mazelas que praticaram. Isso é o que se antevê. É preciso, como povo, que sejamos céleres, saiamos para a rua, senão a coisa vai ficar mais feia e a vaca vai para o brejo, definitivamente.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Figueiró dos Vinhos, Portugal
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