Cilon
E a velha política está de volta... Enquanto o prefeito anterior concluiu uma porção de coisas inacabadas das gestões anteriores, sem se preocupar de quem seria a "paternidade", a atual gestão já mostra que, se o projeto era do antecessor, ficará abandonado ("Bandeira de Kireeff, cidade industrial não sai do papel", Economia&Negócios, 15/3). Ah, a velha política... E Londrina continua refém disso. Lamentável.
EMERSON COSTA LEMES (professor e contador) - Londrina

Manifestações
Confesso que às vezes não entendo tantas manifestações nas ruas supostamente em favor da sociedade. Protesta-se contra atitudes contraproducentes do governo, mas muitos, quando veem a oportunidade de "fazer um corpo-mole" no ambiente de trabalho, o fazem sem pestanejar. Protesta-se contra a corrupção, mas muitos desses comemoram sua própria corrupção quando "ganham" um troco a mais na padaria. Protesta-se contra a perpetuação da ingerência no governo, mas muitos insistem em passar para seus filhos os maus comportamentos que aprenderam de seus pais. Protesta-se contra a falta de respeito que o governo demonstra ter pela sociedade, mas muitos não respeitam o seu próximo ou a si mesmos e passam esse comportamento desrespeitoso aos filhos que, prontamente, aprendem. Protesta-se contra a incapacidade de liderança e de trabalho do governo, mas muitos teimam em manter seus filhos enclausurados num mundo de televisão, celular e videogames apenas, sem instruí-los acerca de comportamentos e valores que os conduziram no caminho da educação, labuta e da liderança. A Bíblia relata as palavras de Jesus quando disse: "E por que atentas tu ao argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?". Vê-se que a sociedade tem pregado uma coisa através de seus protestos nas ruas e demais formas de manifestação pública, seja de indivíduos ou da sociedade civil organizada, mas perpetua um procedimento diametralmente oposto. É muito cômodo sair às ruas e gritar palavras de ordem contra o status quo político, econômico e social e, no entanto, agir em total oposição aos valores morais que apregoa, no que tange ao contexto pessoal e familiar. A verdadeira efetividade de tais protestos só será atingida quando cada um buscar agir e educar seus filhos com o mesmo respeito e senso de justiça que se exige que o governo tenha com a sociedade.
MYLTON CASAROLI NETO (produtor rural) – Londrina

Lista do Janot
De que adianta o procurador geral da República encaminhar pedidos de abertura de inquérito referentes a esses políticos larápios do povo, se o Supremo Tribunal Federal parece que coloca tudo dentro de um cofre, tranca e dá sumiço na chave? Acordem, senhores ministros, afinal nós lhes pagamos muito bem para trabalhar e não para dormirem dentro das togas.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Berço esplêndido
É inegável que, atualmente, enfrentamos um dos períodos de maior instabilidade e insegurança política, institucional e moral. Em meio a infindáveis desmandos e rotineiros escândalos, observamos plácidos, tal qual as margens do Ipiranga, a falência de um povo que ainda prefere os travesseiros de seus berços esplêndidos, aconchegantes e convenientes. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, a qual um povo heroico elegeu como instrumento áureo de concretização da mudança outrora reprimida (e agora adormecida), hoje mais parece um romance empoeirado, de belos adágios sufocados pelo penhor de uma igualdade meramente formal, ou pior, conveniente. E o brado retumbante vem aos poucos tornando-se cada vez mais silente; o colosso menos impávido e o céu já não tão formoso, risonho e límpido assim. Que o desejo de uma sociedade livre, justa e solidária (art.3º) não adormeça na modernidade de nossos berços, que agora são redes, muito mais esplêndidas do que outrora, pois se revestem de uma apática e cômoda cidadania (art.1º), que se adjetiva como "social", não menos digna, mas ainda muito plácida. Cresçamos juntos.
RONALDO PEREZ DE ARAÚJO JÚNIOR (assistente jurídico) - Londrina

Corrupção
A análise da abrangência da corrupção no Brasil se refere geralmente apenas a recursos federais, sem contar o dinheiro arrecadado por estados e municípios. Um estudo detectou indícios de corrupção na administração de 4.060 municípios brasileiros. Saber o quanto de dinheiro público acaba desviado pela corrupção não é tarefa fácil, até porque nem todos os casos vêm à tona; estudos mostram, no entanto, que pelo menos R$ 40 bilhões foram desviados entre 2005 e 2009, uma média de R$ 8 bilhões por ano, quantia suficiente para construir pelo menos 92 mil casas populares.
ADERALDO INÁCIO RIBEIRO (contabilista aposentado) – Londrina

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