8 de março
No Dia Internacional da Mulher, há bem pouco a se comemorar, pois a responsável pela vida é tratada como objeto de desejo, de repulsa, de violência. Conforme as regiões e religiões mundo afora, as barbaridades contra elas se intensificam. No Brasil dos bananas, são usadas para enfeite no Carnaval, servem de sparring para homens violentos e sem punição, desde as faveladas até as famosas. Mulher é considerada por muitos como objeto; se pudessem, mandariam emplacá-las como carros de sua propriedade. A cada 90 minutos, uma mulher é assassinada no Brasil. O que as mulheres têm a comemorar neste dia, ao invés de lamentar os 16 funerais previstos para o dia 8 de março? Quem sabe um dia um secretário de segurança pública chegue à presidência? Até lá, vamos assistindo a este deplorável espetáculo de morte da fonte da vida. Feliz Dia Internacional da Mulher para aquelas que sobreviverem.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

Políticos
Os argumentos apresentados por alguns petistas e peemedebistas chegam a ser escabrosos e malévolos. Dizem eles: "Os políticos de antigamente também roubavam e não foram punidos"; "Por que não cassaram o Lula quando ele foi acusado?". Ora, todos os políticos devem ser honestos. E nós, eleitores, temos o dever de denunciar os ladrões, sejam eles quem forem: supostamente nossos ou deles. Após a eleição, não existem mais os nossos e os deles, existem os administradores públicos. A nenhum deles é permitido roubar, ficar com presentes caros, enriquecer os parentes, comprar joias com dinheiro desviado, gastar somas inconcebíveis com o cartão corporativo etc. A Justiça vai pegando quem ela consegue pegar. Muitos se esquivam, usam artifícios, artimanhas, malandragem para se safarem das garras da lei. Inclusive o tal "foro privilegiado". Não cassaram alguns, já que os honestos eram minoria, porque a lei os protegia. E para terminar: é bem certo que existiram ladrões em todos os tempos, não vou defendê-los. Mas é bem certo também que nas últimas administrações os políticos, independentemente do partido, criaram, por incompetência e corrupção, a pior crise econômica da história do Brasil. A situação é vergonhosa e temos o dever de cobrar punições daqueles que arrombaram os cofres públicos de forma escandalosa, pensando ainda que iriam ficar impunes. Não queremos vingança, queremos, sim, a verdade, para que essas crises não mais aconteçam. Precisamos saber o que acontece em Brasília, em todos os poderes, com todos os políticos e com todos os administradores. Patrão não é o Renan, nem o Rodrigo, nem o Temer; a Cármen sabe que não é patroa; patrão é o povo. O Brasil é do povo; você é dono desse país, pegue o que é seu enquanto há tempo.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) - Londrina

Sindicatos
Se estamos insatisfeitos com os rumos que a política de nosso país está tomando, são nossos representantes políticos que devemos pressionar. Não importa que meus candidatos não venceram, pois em uma democracia os que venceram representam todos os cidadãos. Os mais variados sindicatozinhos estão se mobilizando para uma greve geral total em protesto aos movimentos políticos. Onde eles estavam quando os governantes anteriores roubaram o dinheiro de nossas empresas públicas, obras, eventos e até mesmo dos fundos de pensão de milhares de trabalhadores? Se é uma atitude política de confronto, que todos abram mão de suas remunerações durante os dias parados, pois fazer greve com dinheiro e prejuízo só dos outros é moleza.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina

Políticos e o agronegócio
Não me contive ao ver uma propaganda em que um político (que só aparece nestas horas, diga-se de passagem) veio querendo tirar proveito do sucesso do agronegócio. Em vez disso, ele deveria juntar forças e procurar arrumar as estradas vicinais por onde escoa a produção agrícola, que estão em péssimo estado. Uma lástima, podemos assim dizer, encarecendo o custo Brasil. Mas para eles isso sequer está em cogitação. Preferem perder seu tempo criando factoides, como dia disso e daquilo, em vez de procurarem corrigir as carências do campo e da cidade onde vivem e foram eleitos. Portanto, deixem de ser aproveitadores e vão à luta.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) - Londrina

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