República das bananas
O País em crise gastando bilhões em preservativos e acidentados por essas estradas afora. A violência sempre aumenta contra as mulheres na festa de Carnaval, pela qual bem poucos se interessam, a não ser pelo feriado. A maioria dos políticos de Brasília, que não gosta de trabalhar, aproveita para emendar. Eles até prestam um serviço para o Brasil, pois quando lá estão apenas legislam em causa própria ou contra a população, que não tem ninguém para defendê-la. O que outrora foi uma festa de tradição hoje é de gastos, violência, desperdícios e baderna. Como diz a música da republiqueta: "Oh, yes, nós temos bananas". E como temos.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

Reformas
Boa parte do que pagamos em tributos é desviada pela corrupção. Temos o dever de cobrar a correta aplicação dos recursos. Para isso, além da fiscalização que cada cidadão pode fazer sobre nossos governantes, devemos pressionar as classes políticas para a realização de mudanças estruturantes. Promover as reformas política e tributária, entre outras, é fundamental para criar condições para o pleno desenvolvimento econômico e social do Brasil.
ADERALDO INÁCIO RIBEIRO (contabilista aposentado) - Londrina

Pioneiras
Belíssimas reportagens ("Pioneiras na terra vermelha", Especial, e "Sementes da cafeicultura", Folha 2, 4 e 5/3). Fiquei duplamente emocionado diante dos relatos dessas mulheres extraordinárias, que sempre me honraram com suas amizades. Primeiro porque minha inesquecível e falecida mãe, Maria Bello Baccarin, foi operária da cafeicultura no Estado de São Paulo na década de 1930. Ela e meu pai Arcangelo iam para a lavoura e lá passavam o dia. Meus irmãos por vezes dormiam à sombra dos pés de café. É bom que se saiba que naquele tempo um pé de café tinha de 4 a 5 metros de altura e levava até quatro anos para produzir. Segundo, porque as queridas professoras Estela e Yoshiya, com as quais convivi vários anos na UEL, não são apenas arquivos-vivos da história, elas também construíram a história. O trabalho de ambas em prol do desenvolvimento de Londrina e região transpôs os umbrais acadêmicos do campus da UEL. Suas atuações como professoras e profissionais têm marcante presença em nossa história de desenvolvimento sócio-cultural. Estela criou um elo entre Londrina e Japão indestrutível. Os intercâmbios estabelecidos deixaram e deixam marcas indeléveis em todos que têm sede de saber. Yoshiya não só foi uma identificadora dos caminhos de nosso desenvolvimento, mas através de suas pesquisas apontou os caminhos percorridos pela mão de obra em nossa terra, propondo uso respeitoso e racional dela. E mais, através da arte, já que se revelou uma grande pintora, disseminou sentimentos e paixões através de suas pinturas, fortemente marcadas por tudo o que viveu e ajudou a construir. Como é edificante ver mulheres cujo trabalho expressa arte, amor, carinho, patriotismo e apreço pela comunidade. Não conheço pessoalmente as senhoras Freya e Nágila, mas pelos relatos apresentados são partícipes ativas de nosso desenvolvimento. Pela dedicação, zelo e amor pelo chão que pisaram e pisam e onde deixam marcas indeléveis, recebam meu – e de minha família que aqui habita desde 1941, quando nasci – modesto reconhecimento pela belíssima história que ajudaram a construir. Deus as ilumine sempre.
ANTONIO BACCARIN (advogado e professor emérito da UEL) - Londrina

Descarte
O senhor Moacir Norberto Sgarioni, diretor-presidente dá CMTU, em carta à Folha de Londrina publicada no dia 2 de março, escreveu: "Uma sociedade só consegue ser grande e forte quando todos participam ativamente dela". Certíssimo. Acredito que devemos ser responsáveis e trabalhar pela nossa qualidade de vida. Procurar manter as vias limpas, separar o lixo reciclável do lixo orgânico para evitar toneladas de lixo misturado que vão para os aterros sanitários, levar lâmpadas, pilhas e latas de tinta aos lugares certos de descarte, evitar acumulações de coisas inúteis em casa. Não ficar guardando lixo eletrônico, materiais de metal, plástico no fundo do quintal. Conscientizar as pessoas quanto ao que está entulhado em sua casa. Estamos intoxicados de coisas inúteis, que vão se acumulando sem sentido nos quintais. A sociedade precisa ser conscientizada sobre como fazer descarte. Jornal, televisão e rádio, sintonizados nessas necessidades, poderiam fazer reportagens sobre o que é lixo orgânico e o que é descartável, e quais os materiais que as cooperativas não recolhem e o que fazer com estes materiais. Se nossa sociedade não se unir, em pouco tempo não teremos mais lugar para aterros sanitários. É preciso uma ação urgente de conscientização da população. Só com união seremos uma sociedade melhor.
DAILTON MARTINS (comerciante) – Londrina

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