OPINIÃO DO LEITOR
Liberdade do goleiro Bruno
Esta seção conta com grandes formadores de opinião, articulando com sabedoria fatos que norteiam o cotidiano do cidadão brasileiro, destacando-se Ludinei Picelli, dr. Ricardo Lafranchi, Adoniro P. Mathias, dr. Servio Borges, entre outros, inclusive o proficiente dr. José Roberto Brunassi, que em sua carta (Opinião, 1/3) tece críticas ao Poder Judiciário no seu todo, culminando na conclusão de que no Brasil o crime compensa. Permito-me tecer alguns comentários sobre sua articulação, não configurando qualquer crítica ao seu pensamento. O ministro Marco Aurélio Mello, ao deferir a liberdade do goleiro Bruno, adotou uma medida exatamente processualista. A prisão do referido cidadão foi de caráter preventivo, determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Para leigos, prisão preventiva significa modalidade de prisão provisória de natureza cautelar, somente devendo ser decretada pelo juiz nas hipóteses legais e comprovada a sua necessidade. Pois bem: após o julgamento de primeira instância, os advogados de Bruno interpuseram recurso de apelação que aguarda julgamento há mais de três anos, sem qualquer previsão do mesmo ser realizado. Desta forma, a prisão preventiva tornou-se definitiva, o que não pode prevalecer. Além do mais, o STF já concluiu que o cidadão julgado em segunda instância, mesmo pendente recurso a superior instância, terá que recorrer encarcerado. Assim, se críticas devem ser elaboradas, estas deverão sê-las, inicialmente, em face do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e não ao Supremo Tribunal Federal. Não estou com esta posição anuindo com conclusões de outros julgamentos estapafúrdios, e como já disse anteriormente: a composição do STF é das mais desqualificadas no âmbito jurídico, podendo ser alçado a um tribunal político.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) Londrina
Educação em período integral
Um rapaz que estava numa escola de recuperação de delinquentes disse que os políticos deveriam construir escolas em tempo integral em vez de ficarem construindo presídios. Ele estava vivendo em uma delas e tendo experiências que estavam transformando sua vida de maneira positiva. Isso é óbvio, e se já tivesse sido implantado e generalizado esse tipo de escola há pelo menos uns 30 anos, hoje não veríamos tantos absurdos acontecendo no País. Além disso, se gastaria muito menos, pois nesse tipo de presídio (abarrotado), além do governo ter que sustentar o detento, paga um salário (que é maior que o mínimo) à família do preso (além do ônus social que se paga hoje). Na realidade, a maioria dos políticos do nosso "reino tupiniquim" não se importa ou não está preocupada com educação (está alienada, não assiste à TV ou está preocupada mais com a permanência no poder). Tentaram implantar esse tipo de escola no Rio de Janeiro (época do Leonel Brizola), mas não as mantiveram e veja a situação daquele estado hoje. Uma explicação que parece razoável para o desinteresse e não preocupação da classe política com relação à educação (que diz a sabedoria popular) é que com um povo esclarecido e culto muitos dos que só fazem número e ainda dão prejuízo à nação com corrupção nunca mais seriam eleitos.
SWAMI VERONESI (músico) Santo Antônio da Platina
Londrina, cidade limpa!
A cultura do brasileiro é basicamente de críticas. Os elogios e valorizações são raros. O ex-prefeito Barbosa Neto errou e acertou na administração da nossa cidade, assim como os demais prefeitos. Não podemos deixar de valorizar o seu projeto "Londrina, cidade limpa". Entretanto, temos que considerar que a participação das empresas e do município, através de Parceria Público-Privada (PPP), tem a sua importância para a economia, em despesas básicas que poderão ser revertidas em prol do cidadão. Exemplo: entendo que a manutenção de canteiros e praças públicas deveria ser destinada à iniciativa privada por meio de PPP. A contrapartida das empresas seria a sua divulgação nos espaços onde os serviços de manutenção seriam de sua responsabilidade. Essa economia, além de proporcionar uma cidade mais bonita, disponibilizaria recursos para áreas que necessitam de aumento de receita para que o cidadão londrinense tenha um melhor atendimento na saúde, na segurança, no transporte urbano etc. Em tempo: atualmente, fora do quadrilátero central, por falta de placas informativas, raramente conseguimos saber o nome da rua na qual estamos e temos dificuldades para acessar alguns pontos importantes/turísticos da nossa cidade. Imaginem os turistas? "Cidade Limpa" é importante. Porém, muito mais importante é termos economia nas despesas e aumento nos investimentos na nossa cidade.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
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