Alegria do Carnaval
Jamais vou entender este fenômeno chamado Carnaval. Um povo sofrido, roubado, explorado e muitas vezes sem perspectivas, de uma hora para outra, explode numa alegria sem motivo, sem limites, sem pudor! Homens que até sexta-feira trabalharam de terno e gravata, no sábado vão para as ruas, maquiados, vestidos de mulher, soutien por cima de peitos peludos, braços e pernas cabeludas, numa imitação grotesca e sem sentido do sexo feminino. Mulheres que se matam em trabalhos, muitas vezes degradantes e mal remunerados, sofrem nas filas de hospitais e creches, aparecem na passarela, cobertas de brilho e rebolando, como se não houvesse o amanhã. Os canalhas no poder adoram esta orgia sem sentido, porque pelo menos, por alguns dias, o povo está olhando pro outro lado, enquanto eles continuam sugando cada gota de sangue e cada centavo que puderem roubar. As ruas estão tomadas de foliões urrando de alegria...e eu me pergunto: você está alegre por quê? Sua vida melhorou de ontem pra hoje? Seu salário aumentou? Seu filho entrou numa boa escola? Se você cair de um trio elétrico e quebrar a cabeça, vão te levar para um bom hospital? Você terá água em casa pra tomar banho quando voltar da gandaia? Então, me explica, está rindo de quê? Você irá pra rua com esta mesma vontade pra protestar contra esta roubalheira absurda, que está destruindo nosso país? Por estas e outras que os governantes adoram Carnaval e eu jamais vou entender por que nosso povo é tão alienado. "Feliz" Carnaval!
CLAUDINEI PEREIRA DOS SANTOS (policial rodoviário federal) – Londrina

Exemplo a ser seguido
Vou pegar uma carona do colunista Paulo Briguet, da coluna "Avenida Paraná" (Cidades,23/3), para parabenizar o empresário londrinense Flávio Turquino. Em nossa querida cidade tivemos e ainda temos muito joio (André Vargas, Alberto Youssef, José Janene, Gilberto Carvalho, dentre outros). Mas, em Londrina, também temos trigo. E trigo daquele muito bom. Trigo que hoje quase não existe mais. Temos o "trigo" Flávio Turquino, que fará parte da história brasileira. Ele deverá ser lembrado pelos nossos professores, pelos empresários, pelos pais de famílias como exemplo a ser seguido. O seu não à corrupção será o nosso sim, para uma mudança de postura da passividade dos brasileiros em relação aos seus direitos de ter um país administrado por políticos que administrem por nós e não por eles e seus familiares. O sim para o fim dessa corja de políticos safados, corruptos, desumanos e abutres. Senhores vereadores, demonstrem que Londrina reconhece esse ato de demonstração de ética, moral e respeito aos familiares e cidadãos brasileiros, do Flávio Turquino, concedendo-lhe o Título de Cidadão Honorário de Londrina.
ADONIRO MATIAS PRIETO (contabilista) – Londrina

Grifando a greve
Com o passar do tempo, a expectativa e a fúria dos grevistas vão esfriando, mas o que não esfriou foi a greve recente da PM do Espírito Santo. Isso porque os policiais exigiam um salário justo e não um salário digno. A mesma coisa acontece com o professorado do País. Enfim, por que o governo não tem dinheiro nem para pagar o salário justo? Podemos explicar isso: nosso sistema tributário (ICMS) exige o maior número de funcionalismo, por isso o governo arrecada muito, mas também se gasta muito, Além do mais, o alto imposto provoca a sonegação que, por sua vez, provoca a corrupção. As duas torram 50% da arrecadação do imposto. Em suma, a máquina fiscal que arrecada está obsoleta.
OSAMU ARAZAWA (contador) – Londrina

O certo e o errado
Na imprensa de Cambé veicula a notícia de "um constrangimento" sofrido por um aluno que foi impedido de adentrar às aulas por ter chegado após os cinco minutos de tolerância para o fechamento do portão de acesso ao colégio. Diante do fato, o advogado Josué de Castro Nóbrega, de uma forma lúcida e bem explanada, alega que houve falta de bom senso por parte da direção do estabelecimento de ensino, elencando os direitos do aluno prescritos no Conselho da Criança e do Adolescente, além de citar leis e diretrizes da área educacional. Como servidor público, atuando há mais de 23 anos em uma única escola com mais de 1.500 alunos e, portanto, com "alguma" experiência na questão ora abordada, posso afirmar que, em tese, o referido jurisconsulto está correto, mas na prática a direção da escola não está errada, caso contrário, deixará de ser uma instituição de ensino para se tornar uma "casa da mãe Joana".
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

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