OPINIÃO DO LEITOR
Indenização para presidiário
A mais alta Corte do Brasil Supremo Tribunal Federal acaba de gerar um julgamento que concede uma indenização a um presidiário, encarcerado em Corumbá (MS) no importe de R$ 2 mil. Não é pelo valor, mas sim do gravíssimo precedente que este julgamento poderá carrear ao povo brasileiro. Votaram a favor os seguintes ministros: Barroso, Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e a presidente Carmem lúcia. Advogado há 40 anos, este julgamento extrapola os anais do STF e poderá trazer graves repercussões. A atual composição do STF é a mais desqualificada desde sua constituição. Tenho saudade dos ministros Carlos Veloso (que recusou o cargo de ministro da Justiça por questões éticas), Sidney Sanches, Luiz Galloti, Nelson Hungria, Evandro lins e Silva, Aliomar Baleeiro, Moacir do Amaral Santos, Barros Monteiro, Thompson Flores, Bilac Pinto, Alfredo Buzaid, entre tantos outros, de idoneidade inquestionável e de elevado saber jurídico que somente repita-se sentimos saudades. Esperamos que este tipo de posição dos membros do STF não seja uma rotina para outras situações e que ao julgar considerem suas repercussões, principalmente para o povo brasileiro que não poderá perder esperança de que a Justiça, na acepção do termo, seja aplicada na sua plenitude, afastando a nefasta indicação de cunho político com essa que ocorreu com o nome indicado para vaga do ministro Teori Zavaski.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) Londrina
Príncipes da desgraça brasileira
O senador Romero Jucá tentou passar um projeto, protegendo os presidentes do Senado e da Câmara Federal, ou seja, dava a eles os mesmos benefícios e privilégios do presidente da República. Não levou adiante por que o povo gritou e não permitiu. O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, tentou fazer passar, na calada da noite, um projeto "desfigurando" as medidas propostas pelos promotores da Lava Jato e referendada por dois milhões de brasileiros. Esse projeto está parado, esperando não se sabe o que. Os senadores e deputados gozam, sem cessar, de benefícios inúmeros, tais como: muitos assessores; carros; auxílio moradia; viagens ao exterior; passagens aéreas para seus redutos eleitorais e para o exterior; telefones; enfim, dispõem de tantos privilégios que chegam a milhões de reais por ano, para cada um deles. Ora, a cada eleição voltam os mesmos ou seus parentes, não havendo renovação na representação congressual, permanecendo o povo à mercê dos mesmos ditos representantes, os quais vão lá representar os seus próprios interesses. O que fazer? Deixar tudo como está. Quedar-se numa cadeira e pronunciar as já celebres palavras: "E assim mesmo, não tem o que fazer". Tem sim tem a força do povo. O povo deve reagir, indignar-se, apoiar a Lava Jato, botar na cadeia os corruptos. Gritar a plenos pulmões: "Vão embora daqui seus calhordas". Pois o povo está com tanto nojo desses personagens, que eles não têm mais coragem de nos cumprimentar nas ruas, nos restaurantes e se escondem como se estivessem, e estão, fazendo mal para o País. Vamos fazer uma campanha: "Não votem em quem tem mandato". Seja qual for o mandato, seja qual for a pessoa, não vote nela. Eles já têm seu principado, já são príncipes de nada, de coisa alguma, príncipes da desgraça brasileira.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) - Londrina
Inflação na aposentadoria
Gostaria de sugerir à equipe econômica do governo que se criasse o índice de inflação para o povão. Dizer que a passagem aérea subiu 6% ao ano, que o automóvel são subiu esse ano ou que o dólar está isso ou aquilo, nada interessa ao pobre. A esse interessa a passagem de ônibus, o remédio, a conta de luz e água, o gás e, claro, a comida. Alguém é capaz de confirmar que esses últimos itens sobem em média 0,5% ao mês? Vai aqui outra sugestão: para tentar diminuir a situação dramática em que vivem os aposentados (os pobres é claro). Vamos corrigir mensalmente a aposentadoria desse povo. Não é justo que sua aposentadoria seja corroída (e não é 0,4% ou 0,5% ao mês não sejamos hipócritas) a cada mês e, somente um ano depois que ele recebeu o seu 13° totalmente defasado, é que se faz sua correção (?). Sinto em dizer isso, mas ao que parece, enquanto não tiver ardendo nos olhos dos políticos, o povão que continue a se arder.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
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