Valorização dos PMs
Tenho lido críticas ao movimento das famílias dos policiais militares (PMs), algumas inclusive do jornalista Cláudio Humberto, do qual sou leitor assíduo, e as considero abusivas e temerárias. Estamos falando aqui da única classe de trabalhadores no Brasil que não têm direito à greve. Não vamos olhar apenas para nosso pé, vamos olhar o contexto. Se a situação chegou a tal extremo, é porque as negociações não devem ter avançado, e negociar com quem não pode parar atividades por força de lei é ótimo. Agora, os convido a fazer um exercício de trocar de lado: imagine você chegando para trabalhar e sua viatura não pode sair por que não tem combustível, você não dispõe de um EPI importante que é o colete balístico, sua arma funciona mal por que é velha e sem manutenção, sem falar que falta munição. Aí, se você não for morto em ação, volta para casa e sua família está passando por dificuldades e sendo cobrada por que seu salário está atrasado, o décimo terceiro não foi pago, suas promoções não saíram e férias nem pensar! Junte-se ao fato de que se um marginal invadiu uma casa de família, rendeu a todos com uma arma, amarrou o pai, violentou a mãe e as filhas, agrediu o filho, roubou o que pode, o que não pôde botou fogo, na fuga atirou contra a guarnição que o perseguia e na troca de tiros foi morto pela polícia, ainda ser acusado de assassino e ver o bandido sair de coitadinho. Não vou dizer que o que aconteceu é positivo, mas deu a dimensão da extensão do trabalho dos heróis que os policiais militares executam, da quantidade de crimes que sua simples presença inibe. Espero que os eventos sirvam de lição e que nossos governadores deem a devida importância a essa corporação oferecendo vencimentos, equipamentos, contingente e condições de atuação, pois se com tudo sucateado já fazem milagres, se lhes for oferecido condições farão muito mais.
ALLAN BUSSMANN (anatomista) - Londrina

‘Rotatória russa’
Você já ouviu falar em roleta russa? Aquele jogo mortal, onde se coloca somente uma bala no tambor do revólver e os voluntários vão passando a arma, após dar um tiro na própria cabeça. Londrina tem algo semelhante. Temos a "rotatória russa", devido ao risco de morte ao tentar cruzá-la. Fica no final da Avenida Faria Lima, próximo à UEL. O setor de inteligência da prefeitura decidiu pelo paisagismo, estilo "Mata Atlântica", em detrimento da visibilidade e segurança do cidadão. Cruzar ali é muito emocionante, pura adrenalina! Uma verdadeira brincadeira de esconde esconde. Esconde carros, esconde motos, esconde ciclistas, etc. Na verdade, esconde competência do setor responsável. Neste caso, quem irá multar a prefeitura ou a CMTU?
AMARILDO PASINI (professor) – Londrina

Roçagem, capina e varrição
Oportuno os dados da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização, de Londrina (Oswaldo Militão, 2/2) demonstrando que está realmente preocupada com o excesso de mato em todas as regiões de Londrina. Mas o grande problema não são os terrenos públicos, mas sim os particulares, muitos totalmente abandonados. Quando reclamamos sempre alegam a falta de contingente de pessoas para executarem estes serviços. No bairro onde moro (Aurora), já reclamei inúmeras vezes sobre vários terrenos abandonados com mato invadindo inclusive as calçadas, impossibilitando as pessoas de trafegarem normalmente, sem mencionar a questão dos deficientes visuais que eventualmente precisarem trafegar por estes locais. Sr. Moacir Sgarioni, atual diretor-presidente da CMTU, tem um grande desafio pela frente: o de tornar a CMTU mais eficiente neste quesito, o qual deixa muito a desejar. Tem que ter ação mais enérgica para aqueles que são donos de terrenos particulares e abandonados. Dá impressão que nada adianta a população de Londrina fazer a sua parte reclamando destes terrenos, pois nada acontece quando se trata de terrenos particulares. Sr. Sgarioni, acreditamos no seu trabalho sério e eficiente como sempre fez em outros setores de nossa sociedade. Mãos à obra.
WANDERLEY RODRIGUES DO LAGO (consultor de negócios) - Londrina

Foro privilegiado
Se de fato o nosso país caminha para um estágio de corrupção baixa nos poderes Executivo e Legislativo Federal, essa transição moralista passa, essencialmente, por um debate contundente que ponha fim ao foro privilegiado em todas esferas políticas. Aliás, a Justiça poderia eliminar este privilégio encontrando uma clara brecha na Constituição que diz que "todos somos iguais perante à lei"!
CÉLIO BORBA (aposentado) - Curitiba

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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