OPINIÃO DO LEITOR
Caos na segurança pública
Desde o início do ano já nos deparamos com notícias fora do comum relacionadas à segurança pública de nosso país, tais como atrocidades e rebeliões em presídios, fugas em massa, roubos e furtos desenfreados, etc. Nesse início de semana já vemos a desordem e descontrole no estado do Espírito Santo onde os bandidos, aproveitando a greve da Polícia Militar (PM), saquearam comércios, roubaram carros e entraram em confronto violento com civis e policiais que estavam em patrulhamento. Tudo isso se resume na falta de atenção à educação, investimentos incorretos, corrupção nas mais diversas esferas dos poderes, fronteiras com diversos países e a entrada frequente de drogas e entorpecentes que são responsáveis por grande parte dessas loucuras e desvarios que presenciamos diariamente. Necessitamos de mais policiais com condições de trabalho e remuneração melhores, leis vigorando intensamente e a seriedade e responsabilidade de cada um pela sociedade em que vive. Faz-se de urgência a mudança drástica de cultura, cobrança intensa sobre políticos e autoridades, e acima de tudo: união e força para fazer o que é certo e justo em qualquer situação. Acredito que só assim poderemos ter um país mais digno e deixar de sermos reféns dos marginais e suas facções, sejam elas políticas, criminosas ou mistas.
DOUGLAS REGINATO (assistente administrativo-financeiro) - Andirá
Pneumotórax capixaba
Aproveitando-se da ocasião em que o governador do Espírito Santo requereu licença médica para tratar um câncer de bexiga, os policiais militares do estado resolveram suspender as atividades de segurança pública mediante greve por melhores subsídios. A paralisação, apesar de já declarada inconstitucional pelo Poder Judiciário (com aplicação de multa de R$ 100 mil por dia de greve), em seis dias já produziu uma onda de assaltos, saques e mais de cem homicídios, deixando a população capixaba em pânico e o país estarrecido. Os grevistas reclamam por reajuste nos subsídios e o governador alega que, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, o estado não tem recursos para pagar aquilo que está sendo pleiteado. Todo mundo sabe que a respectiva associação de classe não possui recursos nem vai pagar a multa judicial aplicada e, portanto, o impasse está sedimentado em prejuízo apenas da população. Cabe aqui um poema de Manuel Bandeira: "Tosse, tosse, tosse/Mandou chamar o médico: Diga trinta e três/Trinta e três
trinta e três
trinta e três
/Respire/O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado/Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?/Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) Londrina
Preocupação do STF
O ministro Gilmar Mendes quer levar a plenário do Supremo Tribunal Federal a discussão sobre as prisões decretadas pelo juiz Sérgio Moro. Segundo suas palavras, "temos um encontro marcado com as alongadas prisões determinadas pela Operação Lava Jato". Esses larápios do dinheiro do povo teriam que ficar enjaulados pelo resto da vida, sem quaisquer privilégios, além de lhes serem confiscados até o último centavo roubado. Agora vem o referido ministro mostrar-se preocupado com as "alongadas" prisões? Senhor ministro Gilmar Mendes, o STF já está bem servido de óleo de rícino, não havendo a mínima necessidade de mais um purgante.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Aluguéis da prefeitura
Com relação às sugestões do advogado José Roberto Brunassi (Opinião,4-5/2), a Administração Municipal informa que a diferença, mencionada pelo leitor sobre medidas de economia do dinheiro público, já está sendo realizada, especialmente nos aluguéis de imóveis públicos. O prefeito Marcelo Belinati, em uma de suas primeiras medidas ao assumir o cargo, determinou que fossem revisados todos os 17 contratos de aluguéis vigentes de prédios públicos, que em 2016 consumiram, entre locações e condomínios, mais de R$ 3,143 milhões. E dois órgãos Codel e a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres já foram transferidos para outras estruturas, economizando nos dois aluguéis e condomínios, cerca de R$ 220 mil ao ano. Além disso, estão sendo revistos os demais contratos de outros prédios, em que a determinação é a redução em pelo menos 30% nos valores pagos atualmente. Caso não haja acordo, a orientação é buscar mecanismos para o cancelamento de contratos e a realocação destas secretarias para outros locais, onde o custo mensal será muito mais em conta.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA
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