OPINIÃO DO LEITOR
Quiosques
Se não houve interessados em participar da licitação para a instalação de quiosque para banca de jornais e revistas, a Prefeitura de Londrina poderia ajudar de alguma forma, como isenção de tributos ou subsidiar de alguma maneira. O que não pode ocorrer é uma cidade do porte de Londrina simplesmente sem livrarias ou bancas nas praças. Crianças, jovens, adultos e idosos têm uma ligação com as bancas de jornais. Leitura para muitos é como pão e leite, é a vida em forma de letras. É lamentável o cidadão passear com os filhos ou netos no Calçadão e não encontrar os jornais e revistas e, pior, os gibis e figurinhas que fazem parte da infância e que a internet não tirou o hábito da garotada. Banca é vida, é alegria e cultura de uma cidade. Por favor, sr. prefeito, não deixe esta cidade virar uma terra iletrada. Dê apoio merecido para as bancas e livrarias no centro da cidade! O bem-estar e lazer da comunidade agradecem!
GLAUCO BORBA (dentista) - Londrina
Pobre Brasil!
O caso da greve da Polícia Militar do Espírito Santo é absurdo e muito grave. Apesar de justos os pedidos de reajustes salariais, ninguém pode deixar de compreender a situação da União, Estados e municípios diante da queda brutal de arrecadação de impostos. Absurdo é a tropa ficar refém das próprias esposas postadas à frente dos portões do quartel. Grave é a fuga da responsabilidade pela segurança do povo, que a paga com recolhimento de pesados impostos. E quando a greve terminar, como confiar nessa tropa paredista e insensível diante das mais de cem mortes ocorridas por falta de segurança nesse período? Embora haja culpados pela situação em que o país está mergulhado, cuja responsabilidade deve ser cobrada com rigor, todos nós temos de arcar com nossa parcela de sacrifício neste momento triste.
IZAIAS BITENCOURT MORAES (contador) Londrina
Substituto do ministro Teori
A indicação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal não surpreendeu. Depois da recriação de um Ministério para acomodar o manjado Moreira Franco, dando-lhe foro privilegiado, não poderia ser outro o comportamento do presidente Michel Temer. Escalar Moraes no STF para a retaguarda, nada mais é o que fez Dilma quando colocou Dias Tofolli na mesma condição que, com certeza, inspirou toda a camarilha ao seu entorno a tomar a decisão apressadamente. Temer é mais dos que passarão sem deixar saudades nenhuma pelas suas próprias limitações. O PSDB seguirá o mesmo caminho desde o momento que atracou-se ao oportunista e sem qualquer compromisso ético com a nação brasileira, o PMDB. Por falar em PSDB, fui fundador e membro do Diretório Municipal de Londrina por mais de 30 anos. Estou encaminhando meu pedido de desfiliação por razões diversas, dentre as quais o comportamento de suas lideranças neste episódio lamentável da nomeação deste seu filiado e afilhado do governador de São Paulo. Resta a esperança que, por um milagre, não passe pela sabatina no Senado Federal.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião-dentista) Londrina
Indicação ao STF
A indicação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para o STF pelo presidente Temer, retrata o velho e retrógrado jeitinho de acomodações de cargos que nutre o corporativismo e os interesses políticos e pessoais. Haverá imparcialidade nos julgamentos da Lava Jato, por exemplo, caso o Senado aprove o nome do ministro?
CÉLIO BORBA (aposentado) Curitiba
Alexandre de Moraes no STF
Há casos em que não basta ser honesto, tem de parecer honesto. Em sua tese de doutorado apresentada na Faculdade de Direito da USP, em julho de 2000, o atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, defendeu que, na indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), fossem vetados os que exercem cargos de confiança durante o mandato do presidente da República em exercício, para que fosse evitado uma "demonstração de gratidão política". Agora, indicado para a vaga de Teori Zavascki quer assumir. Uma pessoa que hoje age de acordo com seu desejo e conveniência amanhã as deixará e será justo?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina
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