OPINIÃO DO LEITOR
Nomeação de Alexandre de Moraes
A nomeação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para o STF evidencia como Temer se fez refém da classe política: governa não para o povo, mas para meia dúzia de partidos que dominam o Congresso Nacional. Se levasse em consideração a população brasileira, Temer teria indicado Ives Gandra Filho, evidentemente o mais preparado e livre de conchavos políticos. Apesar da competência de Moraes na área constitucional, não era o momento para sua nomeação. O presidente perdeu a grande chance de mostrar que havia o mínimo de coerência e credibilidade em seu governo. Acovardado, Temer está rendido. É o fim de seu mandato.
EDVALDO BETIOLI FILHO (diácono) Cornélio Procópio
Que tipo de gente somos?
Quem lê o Editorial da Folha de Londrina "O custo dos parlamentos" (Opinião, 7/2) sobre o quanto pagamos aos parlamentares, não pode deixar de sentir profunda revolta contra uma aberração que nos coloca em pé guerra. O povo está sendo por demais vilipendiado! Há necessidade de uma reformulação total sob pena de implantarmos uma ditadura de espora e chicote, meio único e capaz de moralizar este país. Não aguentamos mais tantas mordomias, ao que se acrescentam: cartão corporativo; auxílio moradia; verba ao Fundo Partidário; supersalários, coisas grotescas que nos passam diploma de insensíveis, tolerantes, passivos e negligentes. E mais: 386 deputados e 53 senadores, como proposta possível, ainda é muito! Um parlamentar para cada milhão de brasileiros e um senador (equivalência) para cada estado, serão mais do que suficiente. Precisamos reagir contra esse estado de coisas. Ou o general Figueiredo teria sido o último dos moicanos?
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) Londrina
O fundo do poço
Li estarrecido o Editorial "O custo dos parlamentos" (Opinião, 7/2) que fala do descalabro do uso do dinheiro público em benefício dos parlamentares. Já escrevi várias vezes, inclusive a última foi em 29 de dezembro de 2016, a respeito desta "pouca vergonha" que os nossos representantes fazem com o nosso dinheiro. Urge que a sociedade, como um todo, faça sua parte, pois senão em um curto espaço de tempo esse país vai virar um verdadeiro bordel! Isso tudo nos faz lembrar um grande âncora da televisão brasileira: "Isso é uma vergonha!".
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) -Figueiró dos Vinhos (Portugal)
Notícia não publicável
"Parlamentares retornam com salários milionários" mostra reportagem da FOLHA (Política, 6/2). Notícia como essa não poderia nunca ocupar as páginas de um jornal. Uma vergonha para o Brasil perante o mundo. É deprimente, vergonhoso e inaceitável. O Brasil nunca sairá da estaca zero se continuar alimentando estes vagabundos. É urgentíssimo que, não sei quem, se STF ou as Forças Armadas tome seu respectivo dever e coloque as coisas nos seus devidos lugares. Esta Câmara Federal e este Senado, que atualmente nada tem resolvido de concreto para a Nação, deveriam ter uma redução drástica, ou seja, de 5l3 deputados para 171 e de 81 senadores para 27. Os que permanecessem para trabalhar, receberiam um salário condizente com o restante dos trabalhadores brasileiros, e nada de mordomia. Nosso querido Brasil está pedindo com muita urgência, que as autoridades esvaziem as cadeias, soltando os ladrões de galinhas e trancafiem os verdadeiros ladrões que estão disfarçados em deputados e senadores. Aos juízes de todo o Brasil um pedido: serrem fileiras com Sérgio Moro e coloquem seriedade, respeito e justiça nesta nossa descolorida e desbotada democracia.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador) - Londrina
Incoerência de Trump
Não são cercas que separam as casas dos norte-americanos. Uma simples sebe, uma formação vegetal. Nem muros existem nos passeios confrontantes às ruas. Aquela nação deve o seu crescimento - a maior potência econômica e bélica do mundo - a estrangeiros. O atual (até quando?) presidente Donald "Duck" Trump constrói muros e a cerca com carimbos impeditivos de entrada em seus acessos, aeroportos e portos. Assim, como justa represália, resta-me arquivar o meu sonho de fazer compras em Nova York e levar meus netos para sermos fotografados ao lado do Mickey, na Disney. Trocarei o meu Sentra 2010, por um Corolla, ignorando a Chevrolet bem ao lado da minha casa, ostentando vistosos Cruze LTZ em suas vitrines. Da Ford, nunca gostei mesmo.Meu barbeador Philips está prestes a pifar. Volto para as lâminas. Existe alguma marca não estadunidense?
PARREIRAS RODRIGUES (jornalista) - Curitiba
Correção
O crédito da foto que ilustra da matéria "Impasse entre réus e MP marca início de interrogatórios na Publicano 4" (Política, 7/2) é de Ricardo Chicarelli.
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