Cavaleiros templários da atualidade
Vejo na mídia que um pastor que sofreu um atentado dias atrás conseguiu arrecadar R$ 8 milhões para manter seu canal de televisão. Esta igreja, segundo a mesma fonte, vinha definhando em número de fiéis e, após o atentado ao seu ídolo maior, deu uma guinada e os templos passaram a encher novamente. A televisão está substituindo o Senhor e fazendo milagres. Chamo aqui estes novos pastores pentecostais de "templários modernos", pois todos eles estão voltados para a execução de um templo majestoso, inclusive um deles, já pronto, tem a capacidade de abrigar mais de 10 mil pessoas, o que o torna o maior templo religioso do mundo. Essas novas religiões são frutos de aspiração megalomaníaca de alguns homens e devem estremecer em sua estrutura após a morte de seus líderes que são, pela sua facilidade de se expressar, os mantenedores do interesse religioso. São milhões e milhões de reais oriundos dos dízimos dos fiéis e que, às vezes, deixam de nutrir seus filhos para fazer o ofertório. O dinheiro empregado na feitura destes majestosos templos teria outra finalidade e, com certeza, com a aprovação do Pai. Como se usa o nome de Deus para angariar fundos! Tudo isso relatado, nos permite voltar na história, pois foi em 1099 que os cavaleiros templários fundaram o "Temple Church" que foi o primeiro banco da cidade de Londres. Foi aí que começou uma mistura entre igreja e dinheiro.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Figueiró dos Vinhos (Portugal)

Adeus dom Albano!
Nós, londrinenses, estamos entristecidos com a "viagem eterna" do nosso inesquecível dom Albano. Ele sempre foi unanimidade por todos aqueles que o conheciam, independentemente da religião de cada um. Infelizmente, temos certeza que ele será eternamente insubstituível, isso sem qualquer menosprezo aos seus pares. Ele sempre se diferenciou por pontuar suas ações nas necessidades dos mais humildes e nas ações para que a corrupção não tivesse sucesso em nossa cidade. Leitoras e leitores da Folha de Londrina, principalmente nós mais idosos, ao longo das nossas vidas sempre ouvimos: por que uma pessoa tão boa se vai, enquanto outras que só praticam o mal continuam nos atormentando? Obtive essa resposta alguns anos atrás quando da morte de uma pessoa muito querida, por meio de um pastor, que falou que no céu faz-se necessário a entrada de pessoas boas que possam somar para que o nível dos moradores seja positivo de forma progressiva. Adeus dom Albano, obrigado por todos os ensinamentos que recebemos.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

Guerra contra o crime
Praticamente todos os países desenvolvidos cresceram após a Segunda Guerra mundial. Na época da guerra, muitos tinham dinheiro, mas não tinham produtos para comprar, pois todo o investimento ia para a produção bélica. No Brasil, podemos considerar que estamos em plena guerra do Ministério Público contra o crime organizado, pois nunca se prendeu tanta gente importante (políticos, empresários, traficantes, contrabandistas de arma, etc). Temos que fazer um sacrifício e apoiar as autoridades que lutam contra o crime para que no futuro o Brasil tenha condições de crescer e se tornar uma nação mais justa e desenvolvida.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) – Londrina

Até o último centavo
Com a prisão de Eike Batista se provou que a Justiça pode ser feita no Brasil. Todavia, o que se espera é que no final não aconteça o mesmo que ocorreu com muitos envolvidos em crimes com dinheiro público dos contribuintes. Devolve-se uma pequena quantia para se aplacar a grande mídia e depois o "coitado" é mandado para sua casinha no campo ou quem sabe uma ilha no litoral com uma mansãozinha para cumprir sua pena ali, preso com uma tornozeleira eletrônica. O Brasil vai deixar de ser o país de bananas quando os corruptos devolverem tudo que desviaram, tudo mesmo! Vamos deixar de ser a terra de Matrix, onde todos gostam de viver enganados, mas felizes.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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