Contra a ditadura
Combatemos muito a ditadura militar e todo o seu autoritarismo, porque é absolutamente evidente que num processo ditatorial a elite dominante se locupleta de todas as formas e os demais pagam a conta. Esse projeto que combate a corrupção, inspirado pelos procuradores da Operação Lava Jato e apoiado fortemente pela sociedade, estabelece critérios e normas seguras para o melhor ordenamento jurídico desses casos de corrupção que vandalizaram o nosso País. Entretanto, a desfiguração do projeto, aprovado na Câmara Federal, vem trazer a anarquia jurídica e moral na sociedade brasileira, o que é absolutamente reprovável. Existe toda uma gama de exemplos do que as ditaduras fizeram a seus países, tais como Stalim na URSS; Mao Tse Tung na China; Hitler na Segunda Guerra Mundial, etc. Na Alemanha de Hitler, crime era aquilo que o estado decidisse. Esse projeto de abuso de autoridade não típica os crimes, ou seja, não estabelece quais são os atos, que deverão ser punidos, que é a orientação da doutrina e do próprio Direito. Não se pode fazer a lei – vagamente -, ou seja, dependente da pura interpretação. Ela tem que ser consistente e tipificar (fundamentar) os atos praticados por quem é processado. A legislação proposta, que desfigurou o projeto dos procuradores apoiados pela sociedade, é vaga e sem sustentação nas leis maiores do Direito. Por isso, a proposta do Ministério Público Federal, no Senado, é perfeita, pois estabelece que não se pode admitir crime pela simples interpretação de um juiz.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) - Londrina

Ensino superior
Com relação ao comentário do leitor Luiz Furtado sobre o ensino superior (Opinião, 28-29/1), minha sugestão é uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) estabelecendo que todos os alunos que cursarem faculdade pública, depois de formados, terão que trabalhar seus primeiros dois anos gratuitamente, duas horas por dia, para a União, Estados e municípios. Assim, eles devolveriam os ganhos que receberam para cursar uma universidade. Então, acabariam a falta de médicos nos postos de saúde e nos hospitais e a falta de profissionais em outros setores. Por que os ricos estudam de graça com contribuição da população brasileira, enquanto os estudantes de classe média e baixa pagam seus cursos superiores?
ALFONSO ALVES DOS SANTOS (corretor de imóveis) – Londrina

Abra a boca Batista!
Com certeza, hoje, o Professor Raimundo – personagem imortalizado pelo humorista Chico Anísio - diria ao empresário Eike Batista, que está preso no Rio de Janeiro: "Abre a boca Batista!".
LUIZ EDGARD BUENO (escritor) – Londrina

Grafite e pichação
Sobre a matéria "A arte em xeque na rua" (Folha2, 28-29/1), sem dúvida temos grafiteiros de talento. O problema é quando se procura reconhecimento enfiando sua arte goela abaixo das pessoas expondo em locais que transeuntes irão vê-la mesmo não querendo. Um grafiteiro deve expor em museus e exposições, assim quem quiser ver sua arte irá a um ambiente privado e não se incentivará pichadores a danificar patrimônio alheio e causar prejuízo a terceiros. Assim como é considerado poluição sonora um músico colocar sua arte a pleno volume e transitar pelas ruas, grafitar em locais que terceiros serão obrigados a ver deve ser considerado poluição visual. O grafiteiro que iniciou pichando muros e hoje vive da sua arte está ressarcindo os prejuízos que causou?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Sercomtel Iluminação
No início foi uma maravilha, ligava e já atendiam, muito bom. Em um piscar de olhos, lá estava a lâmpada trocada na rua. Estava muito bom para ser verdade. Tente agora! Duvido que consiga falar lá. Acho que a ligação vai para Curitiba, lá colocam umas gravações para acessar o aplicativo, etc. Acho que nunca mais atenderam qualquer ligação, dá sempre ocupado. Deve ter só os computadores em alguma sala com uma gravação transmitindo que está tudo ocupado, uma lástima! Não tem jeito, vocês conseguiram pessoal, parabéns, a população chegou a pensar que seria um atendimento diferente, humano, mas se enganou. Pode deixar, não vão ser incomodados mais por mim, nunca mais. Baixar um aplicativo para solicitar a troca de uma lâmpada queimada? É o fim mesmo, coisa de louco essa nossa cidade.
FLORISVALDO CAMPANHA (executivo de vendas) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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